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islamismo:corbin:islame-iraniano:ii3:ruzbehan:enevoamento

Enevoamento

  • A doutrina de Ruzbehan sobre a transmutação do amor e a natureza do “enevoamento”
    • A referência à “sofrimento” mencionada por Rûzbehân ao seu discípulo, que não se alivia com “um bálsamo deste mundo”
    • A transmutação do amor humano em amor divino como uma metamorfose da visão e acesso ao “tawhid” esotérico
    • O “Livro do Enevoamento” como obra inspirada para explicar os Véus entre o Amado divino e os fiéis
    • A citação do dito profético: “Enevoa-se meu coração; na verdade, peço perdão a Deus setenta vezes por dia”
    • A interpretação do “enevoamento” como a prova pela qual Deus faz passar profetas e espiritualistas
    • A caracterização da meditação de Rûzbehân como uma teosofia ou fenomenologia do Espírito
  • A cosmogonia e a instauração primordial dos Espíritos-santos
    • A tradição do Tesouro Oculto como símbolo da cosmogonia divina
    • A primazia do Espírito primordial na cosmogonia de Rûzbehân em contraste com outras doutrinas
    • A cena pré-eterna do Pacto divino: “Não sou eu o seu Senhor?” e a aclamação unânime dos Espíritos-santos
    • A criação dos Véus como Prova para os Espíritos-santos e o sentido de sua descensão à condição terrestre
    • A Prova do Véu como reveladora do tormento secreto de Deus em seu próprio ser
  • O primeiro Véu: o estatuto ontológico dos Espíritos-santos
    • A anterioridade eterna do não-ser como o primeiro Véu para a realidade sutil do Espírito
    • O postulado comum aos filósofos avicenianos sobre a insuficiência ontológica dos seres
    • A afirmação de Rûzbehân: “Não estou dizendo que o não-ser é algo, mas que essa eterna anterioridade de seu não-ser é, para essa realidade sutil que é o Espírito, o primeiro dos Véus.”
    • A origem de todas as más interpretações sobre o verdadeiro Sujeito de todo ato de ser neste primeiro Véu
  • A intuição extraordinária de Rûzbehân: o teofanismo e a contemplação primordial
    • Cada átomo de ser diferenciado como um “olho” produzido por um teofanismo que manifesta um Atributo divino
    • A contemplação de cada átomo de ser totalmente absorto na Luz que lhe dá origem
    • A inveja divina que surge quando Deus tem uma Testemunha “fora” de si mesmo
    • O desvio do “olho” do Espírito primordial para contemplar a si mesmo como o segundo Véu
    • A citação: “Então ela contemplou a si mesma e se afastou da contemplação do Ser Original. E essa visão de si mesma por si mesma é para ela o segundo Véu”
  • O segundo Véu e a gênese dos mundos pela inveja divina amorosa
    • A origem do segundo Véu no primeiro, que é a própria condição criatural
    • A noção capital do “Testemunho-de-contemplação”
    • A Prova do autoconhecimento e sua saída vitoriosa na máxima: “Aquele que conhece a si mesmo conhece seu Senhor”
    • A manifestação divina sob o Atributo da Beleza e a produção dos mundos invisíveis e do “Anthropos” celeste
    • A produção do microcosmo humano e seus órgãos psicossomáticos como convites a desviar o olhar
    • As estações e moradas espirituais como Véus interpostos durante a remontada
    • O discernimento psicológico de Rûzbehân e a recensão de setenta Véus
  • A inveja divina, o “tawhid” exotérico e a idolatria metafísica
    • A inveja divina como causa do “enevoamento” do coração
    • A limitação de ser alcançado apenas nas teofanias, que, para um olhar que se afirma outro, são outras que Ele
    • A acusação de que o “tawhid” exotérico equivale à pior das idolatrias metafísicas
    • A crítica aos teólogos oficiais que chamam essa consciência de monismo ou panteísmo
    • A teofania como Véu e Prova, levando à “démence de l’inaccessible” de que fala Rûzbehân
    • A superação da prova quando o véu se torna um espelho
    • A conduta do Profeta como modelo: “Son regard n’a pas dévié ni outrepassé”
  • O segredo da metamorfose: a transferência da atividade testemunhal
    • A inversão de papéis quando a criatura se torna transparente
    • Deus quem-se-regarda a si mesmo no e pelo olhar da criatura
    • A compreensão da religião de amor em Rûzbehân como resposta à teofania na Beleza
    • A inconsciência da maioria dos homens sobre a Prova do Véu e sua alienação
    • A necessidade de considerar o coração da criação, centrado na profetologia
  • A hierarquia mística e a função cosmológica dos iniciados
    • A hierarquia mística de iniciados invisivelmente distribuídos na Terra e em outros mundos
    • A consciência de Rûzbehân de ser um dos sete “Abdal” de sua época
    • A afirmação teosófica de que o mundo terrestre subsiste por esses seres que triunfaram da Prova do Véu
    • A função de salvação cósmica que transcende qualquer “papel social” reconhecido
  • Os atos da criação como contemplações divinas e a teofania adâmica
    • Os atos da criação como “olhares” ou contemplações divinas
    • Cada átomo de ser individualizado como um “olho” pelo qual a Luz divina se contempla
    • Adão como “o olho da totalidade reunida”, onde convergem todos os Olhares divinos
    • A Criação como o próprio órgão da contemplação divina, sendo, portanto, uma teofania
    • A reflexão da teofania de Enviado em Enviado, de profeta em profeta, de Amigo de Deus em Amigo de Deus
    • Os trezentos e sessenta pontos de mira do Olhar divino entre os Terrestres
  • A relação com o tema xiita do Imame e sua transposição no sufismo sunita
    • O tema essencial do Imame como a Face pela qual Deus olha o homem e o homem olha Deus
    • O deslize no sufismo sunita que faz desaparecer a pessoa do Imame, mas mantém seu lugar marcado
    • A citação da “Queixa da Terra” e a promessa divina de criar um “Amigo tutelar” após cada profeta
    • A homologação do ciclo da “walayat” ao ciclo da profecia e sua origem na ideia xiita do Imame
    • A pessoa do Imame como a chave de abóbada da hierarquia mística
  • A estrutura detalhada da hierarquia mística e seus fundamentos
    • A hierarquia dos trezentos e sessenta, com corações conformes aos de figuras proféticas e angélicas
    • O solitário com o coração conforme ao de Seraphiel como o polo místico do mundo
    • O reconhecimento do posto místico do Imame oculto como “Selo da walayat maometana”
    • A questão de uma “imamologia que não ousa dizer seu nome” no sufismo de Rûzbehân
    • As consequências da transferência da prerrogativa do Imame para a profetologia
  • A simbolização cósmica e os fundamentos dos trezentos e sessenta Nomes divinos
    • A completação do número trezentos e sessenta com figuras como Cristo, Khezr, Elias e Edris=Enoque=Hermes
    • A correspondência de cada uma das trezentos e sessenta pessoas com um dos Nomes divinos
    • A ligação do número trezentos e sessenta com a divisão da Esfera celeste e a duração do nictêmero
    • A citação do dito profético: “Todo dia e toda noite Deus tem trezentos e sessenta olhos”
    • A interpretação de que Deus olha apenas para seus próprios “olhos”, e não para o mundo profano
  • A intuição mística fundamental: a identidade do olhar de Deus e do homem
    • A doutrina de que esses seres são os “olhos” pelos quais Deus contempla o mundo e se contempla nele
    • A intuição fundamental que reaparece em místicos como Mestre Eckhart
    • A fórmula de Mestre Eckhart: “o olhar pelo qual conheço Deus, é o mesmo olhar pelo qual Deus me conhece”
    • O segredo das teofanias e a vitória sobre a Prova do Véu
    • A função de salvação cósmica: o colapso do mundo se esse Olhar divino se fechasse
  • A persistência da Prova do Véu em todos os graus espirituais
    • A inacessibilidade permanente da Essência divina, acessível apenas nas teofanias
    • A existência de um Véu para cada grau da hierarquia mística, para cada etapa no Caminho
    • A análise penetrante de Rûzbehân: o Véu é desviar o olhar do que a teofania mostra
    • A citação do imperativo: “Ó alma pacificada, retorne a teu Senhor”
    • A advertência de Abû Yazîd Bastâmî de que até os carismas podem ser um Véu
    • A opacidade do ser que para em seu não-ser, fazendo o mundo perder sua transparência
    • A afirmação de que Deus nunca olhou para esse mundo sem transparência
    • A relatividade do Véu: o que para um avançado é um véu, para um iniciante pode ser seu ponto extremo
  • O caso do discípulo de Abû Torâb Najashî e os perigos da experiência mística
    • O adolescente com capacidade extática e estado espiritual superior
    • A pretensão do discípulo: “Vejo o Deus de Abu Yazid; não tenho nenhuma necessidade de Abu Yazid”
    • A réplica do mestre: “Vês Deus com teu olho. Se visses Abu Zaid, verias Deus com o olho de Abu Yazid”
    • O encontro com Abû Yazîd, o desmaio e a morte do jovem discípulo
    • A explicação de Abû Yazîd: ““Pobre criança! não pudeste ver Deus!” e a referência a um segredo não suportado
    • O ensinamento sobre o perigo de forçar outra forma ou nível de contemplação
    • A suposição de uma transposição da ideia xiita do Imame como “Testemunha”
  • O relato visionário de Sarî al-Saqatî e a Prova dos Véus nos Céus
    • A transmissão do relato por Jonayd sobre a extase de seu mestre, Sarî al-Saqatî
    • A ascensão de Sarî através dos Céus e dos Véus de luz
    • O chamado divino por trás do Véu da Potência: “Ó Sarî, sabes como minha criação coexiste comigo?”
    • A evocação da cena pré-eterna do Pacto e as sucessivas provas eliminatórias por décimos
    • O diálogo dramático entre Deus e o último décimo dos fiéis perseverantes
    • A pergunta divina: “Então, o que queres? O que buscas?”
    • A resposta dos fiéis: “Queremos apenas Tu. Não buscamos nada além de Ti. És Tu nossa meta”
    • A advertência divina sobre um tormento insuportável que Ele mesmo projetaria
    • A aceitação incondicional dos fiéis: “Isto nos basta”
    • A proclamação divina: “Sois Sinceros” e sua eleição como “vasos de meu Conhecimento, lugares de meu segredo”
    • A declaração de intimidade: “Sou a vós e sois a mim. Comunico-vos meus segredos e me comuniqueis vossos segredos”
    • A ordem a Sarî: “Faze conhecer isto que tens de mim mesmo”
    • O comentário final de Jonayd sobre a veracidade de sua transmissão
  • O comentário de Rûzbehân sobre o relato de Sarî e a natureza do “enevoamento”
    • A citação da visão sublime para a meditação do contemplativo
    • O objetivo de compreender os Véus e os Desvelamentos nas vias do conhecimento místico
    • A referência ao “enevoamento” mesmo na estação do amor e da realização
    • A afirmação de que nos corações dos Esoteristas há velamento e teofania
    • A meta dos gnósticos: “a descoberta da visão da visão na contemplação do Misericordioso”
    • A interpretação da Prova como um fogo de ardentes desejos na estação da separação
    • A súplica de Sarî: “não me lance na miséria do Véu”
    • A citação: “A impossibilidade de alcançar é pior que a morte”
  • A vitória sobre a Prova: o olhar que não desvia e a “visão da visão”
    • O retorno admirável no diálogo celestial como resultado do olhar que não desviou
    • O segredo do fiel de amor: nem se desviar da beleza humana, nem se desviar para ela
    • Manter o olhar direito, “sem desviar nem ultrapassar”
    • O “enevoamento” como ver apenas o exotérico e provocar a inveja divina
    • Ver o esotérico como ver o olhar de Deus que é a própria criatura
    • Ser o “olho” desse olhar como a suprema realização, a “visão da visão”
    • A realização do “tawhid” esotérico e a libertação de Deus de sua inveja
    • A atitude do crente exotérico equiparada à do infiel que se apega ao visível
    • A metáfora de Rûzbehân sobre a criança que tenta agarrar a Lua atrás da montanha de Qâf
    • O lamento de Rûzbehân: “Contemplei a nova Lua da unidade, mas um ciúmes pré-eterno me impede de alcançá-la”
    • A afirmação de ter escrito seu livro “sob o ditame de uma consciência ferida e um coração machucado”
  • A oscilação experiencial de Rûzbehân entre a alegria visionária e o tormento do inacessível
    • As oscilações desde a infância, com as primeiras “tocadas divinas”, até a morte
    • O encanto e a alegria diante de rostos de beleza celeste
    • A consciência do olhar puro como o próprio órgão da visão divina, a “visão da visão”
    • A emergência ocasional do medo de uma infidelidade à “shari’a” e à constraints do “tawhid” exotérico
    • A contradição entre o “tanzih” e o testemunho “Vi meu Deus sob a mais bela das formas”
    • A resolução da contradição na experiência mística do amor humano como essência do amor divino
    • A necessidade de conhecer os horizontes e figuras que povoam a transconsciência de Rûzbehân
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