vedanta:sankara:nao-dualismo
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| + | ===== Não-dualismo ===== | ||
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| + | Não-dualidade de Sankara | ||
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| + | Na introdução de seu comentário do Vedanta Sutra ele questiona se há algo na experiência que possa ser visto como fundacional. Nossos sentidos podem nos enganar; nossa memória pode ser uma ilusão. As formas do mundo pode ser pura fantasia. Os objetos de conhecimento podem estar abertos a dúvidas, mas o duvidador ele mesmo não pode ser duvidado. “Todos os meios de conhecimento existem somente como dependentes da auto-experiência e do momento que tal experiência é sua própria prova não há necessidade de provar a existência do si-mesmo”. Não pode ser provada, porque é a base de toda prova. O si-mesmo é auto-estabelecido e é diferente de tudo mais, físico ou mental. Como o assunto não é o objeto. Tem ser em si e para si. É consciência indiferenciada que permanece não afetada mesmo quando o corpo é reduzido a cinzas e a mente perece. O Si-mesmo (Atman) é existência, | ||
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| + | O mundo-objeto é dependente. É mutável mas não é uma ficção mental. Percebemos objetos; não inventamos as ideias correspondentes. O mundo percebido é tão real quanto o percebedor individual. Sankara repudia o subjetivismo dos Yogacaras (idealistas budistas). Sustenta também que o mundo não é não-existente. Não é abhava (não-existente) ou sunya (vazio). No entanto, o mundo não é a realidade última. | ||
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| + | Nossa ignorância nasce da confusão do sujeito trnascendental (Atman) com a existência empírica (anatman). | ||
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| + | Quando começamos da finalidade cósmica, como tal, descobrimos que o mundo está limitado pelas categorias de espaço, tempo e causa. Estas não são auto-contidas ou auto-consistentes. Apontam para algo inalterável e absoluto, que permanece idêntico com ele mesmo em toda sua manifestação, | ||
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| + | A mundo empírico não pode existir por si. É todo dependente de Brahman, mas as mudanças na ordem empírica não afetam a integridade de Brahman. O mundo depende de Brahman mas Brahman de nada depende. A ignorância afeta todo nosso ser empírico. É outro nome para finitude. | ||
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| + | Remover a ignorância é realizar a verdade. Alcançamos a sabedoria quando o erro é dissipado. Enquanto a verdade absoluta é Brahman, a verdade empírica não é falsa. A mais alta representação do ser absoluto através das categorias lógicas é Ishvara, o criador ou saguna Brahman (Brahman com qualidades), | ||
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| + | O si-mesmo individual é o agente da atividade. É o Si-mesmo universal ou Atman limitado ou individualizado pelo objeto. Está conectado como buddhi ou compreensão, | ||
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| + | Pela prática das virtudes éticas e pela busca da devoção e do conhecimento alcançamos a meta de auto-realização (moksha). Moksha (auto-realização ou liberdade) é a realização direta da verdade que lá estava desde a eternidade. No alcance da liberdade nada acontece para o mundo; somente nossa visão dele muda. Moksha não é uma dissolução do mundo mas é o deslocamento de uma percepção falsa (avidya) pela justa percepção, | ||
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