===== 4 ===== //[[.:start|Poemas Místicos de Rumi]]// A cada instante, uma revelação do céu chega às almas mais íntimas dos homens: \\ "Até quando permanecereis como resíduos na terra? Subi!" \\ \\ Quem tem a alma pesada, no fim prova ser resíduo; \\ Só sobe ao topo do tonel quando seus resíduos se purificam. \\ \\ Não revolvas a argila a todo momento, \\ Para que tua água se torne límpida, \\ Para que teus resíduos se iluminem, \\ Para que tuas dores se curem. \\ \\ É espiritual, como uma tocha, \\ Mas sua fumaça é maior que sua luz; \\ Quando a fumaça ultrapassa os limites, \\ Já não brilha na casa. \\ \\ Se diminuíres a fumaça, desfrutarás da luz da tocha; \\ Tanto esta morada quanto aquela se iluminarão com tua luz. \\ \\ Se olhares para água turva, \\ Não verás nem a lua nem o céu; \\ Sol e lua desaparecem quando as trevas dominam o ar. \\ \\ Uma brisa norte sopra, \\ Clareando o ar; \\ É por esse polimento que a aurora sopra a brisa. \\ \\ A brisa espiritual polpeja o peito de toda dor; \\ Se a respiração parar por um instante, \\ A aniquilação sobrevirá ao espírito. \\ \\ A alma, estrangeira no mundo, \\ Anseia pela cidade do sem-lugar; \\ Por quê, ah, por quê o espírito bestial pastará tanto tempo? \\ \\ Alma pura e bela, até quando viajarás? \\ És o falcão do Rei; \\ Voa de volta ao assobio do Imperador! \\