As características essenciais de cada mundo refletem-se integralmente no ser que lhe é central e, de modo fragmentário, nos seres que ocupam posições periféricas.
O estado central, sendo uma totalidade em sua própria ordem, constitui algo como um mundo autônomo em si mesmo — um microcosmo — e esse é o caso do homem no sistema de mundos humano
Conhecendo o estado do homem em determinado momento, pode-se quase dizer que se conhece o estado do mundo, tão estreitamente vinculados estão os dois
Daí decorre logicamente uma transposição do simbolismo séxtuplo do grande mundo para o microcosmo humano: certas propriedades da natureza humana correspondem a certas classes de seres
Na medida em que um homem se identifica com tal propriedade em vez de tal outra, exibe em sua vida humana algo do caráter de uma das classes não humanas
É fácil reconhecer o tipo que se conforma o mais possível ao estado de animalidade humana — o dos homens considerados principalmente em massa como alimentadores e reprodutores em sentido quantitativo
Nenhum menosprezo dos animais está implícito nessa referência — animais e plantas em estado natural vivem seu karma com instinto seguro e exibem qualidades de dignidade e beleza que o homem só pode emular permanecendo fiel à sua própria vocação, de outra ordem por causa de sua posição central no mundo