Se o mundo, regido por Heimarmene, é mau, tudo aquilo que, no homem, é do mundo, é mau, pelo menos manchado de mal. Ora a parte cósmica do homem não é somente o corpo, hílico por definição, mas também sua alma ligada ao corpo, e nesta alma, a razão raciocinante, a qual é bem capaz de conhecer aquilo que está no interior do mundo, mas não se elevar, acima do mundo, até a apreensão do verdadeiro Deus hipercósmico. O pessimismo a respeito do mundo conduz assim a um pessimismo, mais ou menos radical, a respeito da razão humana. O homem não pode portanto se salvar apenas pelas forças da razão: lhe é necessário uma ajuda estrangeira, uma graça divina.