Plotino transpõe o mito da queda para termos de experiência pessoal, confessando a estranheza de sentir-se descer da contemplação do inteligível para a atividade discursiva e corporal, o que o leva a investigar, recorrendo a Heraclito, Empedocles e
Platão, como a alma, sendo incorpórea e divina, pôde adentrar o corpo, deparando-se com a aparente contradição nos textos platônicos que ora condenam o corpo como prisão, ora exaltam o mundo como um deus beato que necessita de alma.