GHYKA, Matila C. Esthétique des proportions dans la nature et dans les arts. Paris: Gallimard, 1927. (Collection La Pensée Contemporaine).
GHYKA, Matila C. Le Nombre d'or: Rites et rythmes pythagoriciens dans le développement de la civilisation occidentale. Précédé d'une lettre de Paul Valéry. 2 v. Paris: Gallimard, 1931.
Tome I: Les Rythmes.
Tome II: Les Rites.
GHYKA, Matila C. Pluie d'étoiles. Paris: Gallimard, 1933. (Romance de corte cosmopolita e diplomática).
GHYKA, Matila C. Essai sur le rythme. Paris: Gallimard, 1938.
GHYKA, Matila C. Tour d'horizon philosophique. Paris: Payot, 1946.
GHYKA, Matila C. The Geometry of Art and Life. New York: Sheed & Ward, 1946. (Reedição integral: New York: Dover Publications, 1977).
GHYKA, Matila C. A Practical Handbook of Geometrical Composition and Design. Translated by H. E. Foster. London: Alec Tiranti, 1952.
GHYKA, Matila C. Philosophie et mystique du nombre. Paris: Payot, 1952. (Aux Confins de la Science).
GHYKA, Matila C. Couleur du monde. 2 v. Paris: Éditions du Vieux Colombier, 1955–1956. (Memórias autobiográficas).
Reabilitação Moderna do Número de Ouro ($\Phi$): Matemático, diplomata romeno e professor em Marymount e na Universidade da Califórnia (USC), Ghyka resgatou o estudo da proporção áurea ($1,618…$), conectando a geometria euclidiana, a botânica (filotaxia), a biologia do crescimento orgânico e a teoria clássica da arte. Estabeleceu uma morfologia comparada demonstrando a presença do princípio harmônico na natureza e na arquitetura tradicional.
Pitagorismo, Ritmo e Geometria Sagrada: Em suas duas obras magnas — Esthétique des proportions e Le Nombre d'or —, investigou os fundamentos metafísicos do pitagorismo e do platonismo tardio. Defendeu a continuidade subterrânea dessas tradições nas guildas de construtores medievais e nos tratados renascentistas de Luca Pacioli, demonstrando como ritos iniciáticos e ritmos formais partilham de uma mesma intuição cosmológica da ordem geométrica do universo.
Impacto Decisivo na Arquitetura e nas Vanguardas Artísticas: A leitura de Ghyka pelo círculo de escritores e arquitetos europeus foi basilar: influenciou profundamente o poeta Paul Valéry (que lhe dedicou a famosa carta-prefácio), o arquiteto Le Corbusier (fornecendo o arcabouço matemático e estético que deu origem ao sistema do Modulor) e pintores como Salvador Dalí (especialmente na composição áurea de obras como Leda Atômica e A Santa Ceia).
Síntese entre Mística Matemática e Ciências da Matéria: Em Philosophie et mystique du nombre e Tour d'horizon philosophique, articulou uma noologia onde os números não são abstrações quantitativas convencionais, mas princípios dinâmicos de inteligibilidade e beleza, antecipando debates sobre a teoria da forma (Gestalt), simetria e dinâmica cristalográfica na filosofia natural do século XX.