7 Deus, luz eterna

Paracelsus. Selected Writings. Ed. Jolande Jacobi. Princeton: Princeton University Press, 1973

1. A criação do homem foi necessária para que a sabedoria, o poder e a glória de Deus, desconhecidos até dos anjos, viessem à luz, manifestando-se no ato criador o próprio ser e a natureza divina.

2. O céu, sem princípio nem fim e cujo meio ninguém conhece, escapa a toda medida, número e arte, de modo que o homem guiado pela luz da natureza só pode saber que ignora o princípio e o fim das coisas, tendo-lhe sido infundido o impulso de formar ideias sobre tudo apenas para que contemple a Deus, que, sendo incompreensível, torna também impossível compreender todo o resto.

3. A vida terrena deve reger-se por um único número, o Um, no qual a própria Trindade se compreende e para o qual Deus se transforma, residindo nele o repouso e a paz, ao passo que contar além do Um gera inquietação, conflito e a angústia de não saber onde parar, sendo melhor caminhar sempre na via do Um.