A profecia é tornada possível nos sonhos pela iluminação do intelecto agente sobre nossa alma.
A alma intelectiva é única em todos os homens.
O homem atinge a felicidade última quando o intelecto agente está inseparavelmente ligado ao intelecto possível, enquanto forma; ligação que alguns autores latinos que se leu compreenderam de maneira errônea e pervertida, e particularmente Jean de Jandun que, não somente nisso, mas absolutamente para todas as questões filosóficas, corrompeu e deformou a doutrina de Averroes.
Ao se admitir a unidade do intelecto, é possível que minha alma, que me é particularmente própria enquanto não é comum aos outros, subsista após a morte.
Tudo o que é abstrato depende do primeiro abstrato nos três gêneros de causas: formal, final e eficiente.
É impossível que uma mesma espécie seja engendrada por propagação e por putrefação.
Deus move o primeiro móvel não somente enquanto fim, mas também enquanto motor próprio e realmente eficiente.
O motor de cada céu é a alma de seu orbe próprio formando com ele uma unidade mais substancial que aquela formada pela alma do boi com sua própria matéria. Corolário: a alma do céu dá a seu orbe o ser móvel e perfeito antes de lhe dar o movimento.
O céu é um corpo simples que não é composto de matéria e de forma.
Três modos por si são úteis à demonstração: o primeiro, o segundo e o quarto.
Em toda demonstração, exceto na demonstração “propriamente dita”, pode haver circularidade.
Os corpos pesados e os corpos leves movem-se por acidente ao porem em movimento o meio por si.
Os céus não são idênticos em gênero e diferentes em espécie, como acreditava
Avicena.
Nenhuma ciência demonstra a existência de seu próprio objeto, nem as partes principais de seu objeto.
Os universais não estão senão em potência a partir da coisa, mas estão em ato pela operação da alma.
As dimensões ilimitadas são coeternas à matéria e precedem nela toda forma substancial, qualquer que ela seja.
Fora da primeira inteligência, toda inteligência não compreende senão a primeira inteligência.
Não há nenhum meio de se demonstrar absolutamente a existência do abstrato, a não ser graças ao movimento eterno.
Tudo o que é em geral é corruptível.
O ser enquanto ser é o assunto da metafísica.
As definições das substâncias naturais nada afirmam da matéria, a não ser quanto às suas consequências.
A demonstração do sétimo livro da Física segundo a qual tudo o que é movido é movido por outra coisa que si, é uma demonstração do signo e em nenhum caso da causa.
Nenhuma potência ativa, quer seja puramente neutra e indiferente a agir ou a não agir, pode de si mesma se determinar a agir em vista de algo.
A maneira mais conveniente de se definir um relativo é defini-lo por um outro relativo.
O exemplo de Aristóteles, no segundo livro da Metafísica, concernente aos olhos dos morcegos em relação ao sol, não designa uma impossibilidade, mas uma dificuldade, sem o que a natureza teria agido em vão.
A proposição necessária, que Aristóteles distingue nos Primeiros analíticos da proposição possível e hipotética, é aquela que é constituída de termos necessários.
Para se obter um termo necessário, é preciso um termo que seja por si mesmo unívoco.
Quando Aristóteles disse que de uma maior necessária e de uma menor hipotética se tira uma conclusão necessária, é preciso compreender de uma menor hipotética por si e de uma maior necessária por acidente.
Não pode haver habitação natural para os seres vivos sob o equador.
No céu, há naturalmente uma reta e isso não muda, mesmo se as partes do orbe se deslocam.
Quem admite que a alma é uma forma dotada de uma complexão, nega a causa agente.
O Um metafísico designa a privação da divisibilidade, não em ato, mas em aptidão.
O Um metafísico é o fundamento do um aritmético.
O número, no sentido estrito, encontra-se nas coisas abstratas como nas coisas materiais.
A essência e a existência de cada coisa são realmente idênticas.
A quididade e a essência se diferenciam em cada coisa, exceto no primeiro princípio.
A substância precede o acidente, não somente por natureza, mas também no tempo.
O físico examina a matéria, enquanto matéria.
A essência de toda inteligência é substancialmente relativa a algo.
Se, por impossível, a matéria e a forma não fossem o princípio da corrupção, e se o céu fosse verdadeiramente composto de uma tal matéria e de uma tal forma, não poderia ser eterno.
O fim não é causa final enquanto é um ser concebido, mas enquanto é um ser real.