Quase todos os fenômenos de memória incomum e imaginação reprodutora são colocados em relação estreita com o sistema ganglionar.
Ao tentar reencontrar impressões sensíveis e atividades do sentido interior, uma grande parte das emoções passadas centradas no sistema ganglionar é necessariamente perdida para a memória, porque a vontade não pode renovar a propósito emoções ligadas a esse sistema devido à barreira.
Na juventude, com vitalidade vegetativa no ápice, a natureza sensível consegue fazer junção entre sistemas e eliminar rapidamente a barreira; no envelhecimento, a fronteira se estreita até cortar o acesso da vontade à região das sensações.
A obtusidade senil é descrita como esquecimento de eventos decisivos e de conhecimentos antes profundos, com exemplos de grandes intelectuais que não compreenderiam suas próprias obras e de perda de habilidades linguísticas elementares, e até o piedoso inspirado conservaria pouco além de prece de juventude.
Contudo, não se perderia de fato o patrimônio adquirido na infância, e experiências mostram que, frequentemente, à hora da morte, em sonho e em estados análogos, e em menor medida na embriaguez alegre, lembranças e sentimentos apagados reaparecem, e a razão perdida retorna pouco antes da morte junto de memória biográfica e de eventos da vida.
Afirma-se que a loucura pode desaparecer como pesadelo, e que loucos ao dormir têm sonhos sensatos e coerentes, com a série de estados despertos prosseguindo por intermédio do sonho.
É dito ainda que, em certos casos, por meio da loucura ou no meio dela, pode haver evolução e desenvolvimento de forças psíquicas superiores, com melhorias morais e intelectuais após cura.
Um caso de mulher com loucura de vinte anos que desperta quatro semanas antes da morte e exibe elevação e sublimação de faculdades e expressão nobre é usado para afirmar que errâncias do espírito na velhice ou em estados obscuros não provam a tese materialista de perda definitiva.