Seguindo uma prática encontrada na antiga Índia, nas escolas medievais ocidentais, entre os pitagóricos e hermetistas, nas guildas iniciáticas medievais, entre os rosacruzes e em alguns autores monásticos e parcialmente nos jesuítas, foi adotado o princípio do anonimato.
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A personalidade do colaborador não importa, pois tudo o que ele tem de significativo e válido a oferecer não é sua criação ou descoberta, mas reflete um ensinamento superindividual e objetivo.
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Os editores procuraram impedir que os ensaios ecoassem as correntes particulares com que seus autores eram mais familiarizados, focando as “constantes” presentes em toda disciplina iniciática autêntica.
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A maior concessão feita foi o uso da palavra magia no título, que aqui assume sentido metafórico, caracterizando apenas uma assunção particularmente ativa das disciplinas tradicionais e iniciáticas.
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Os colaboradores compartilham a oposição às variedades do “espiritualismo” moderno, das sessões espíritas vulgares à Teosofia anglo-indiana, ao “ocultismo”, à Antroposofia e tendências similares.
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Essas correntes são vistas como desvios sem relação com o ensino iniciático tradicional autêntico, sendo misturas híbridas de fragmentos de verdades antigas, distorções mentais modernas, correntes visionárias e filosofia de segunda categoria com verniz moralista e evolutivo-humanitário.
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O leitor desta obra não encontrará facilmente em outro lugar tal riqueza de ensinamentos especializados apresentados com precisão e clareza, e caberá a ele decidir até onde limitar-se a uma leitura informativa ou, descobrindo uma vocação superior, ousar, trabalhar e silenciar.
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Segundo um ensinamento iniciático, os que se esforçam com seriedade interior e fervor raramente serão deixados sozinhos.
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Para alguns, o contato com UR poderá ser apenas o primeiro, a ser seguido por outros no momento adequado, em virtude de uma lei inescapável: os que, tendo deixado uma margem para trás e ainda debatendo-se nas “águas”, já lutam para alcançar a outra margem.