Nas primeiras páginas de seu volumoso alegato, Roso de Luna dogmatiza em caracteres destacados: “As Mil e Uma Noites não são, como Mardrus afirma, a grande obra imaginativa dos contistas árabes, mas um destroçado resto da obra iniciática dos ários da Bactriana ou da Armênia, melhor ou pior refletido já no Hasar Afsanah persa, que se crê perdido, como este o foi a seu turno no Muruchu-z-Zahab do século XI atribuído ao historiador Abul-Hanah Alí-Al-Marudi, e no Kitabu-l-Fihrist de Mohammed ben Ishak Al-Nadim do século X, com base nos quais os semitas posteriores formaram o livro que conhecemos, tão plagado de sensualismo corânico e bíblico e tão afastado da pureza prístina dos jains, parsis, hindus, budistas, essênios e demais instituições iniciáticas.”