Orientalismo

R. CANSINOS ASSENS, in Libro de las mil y una noches: el de los conocimientos maravillosos y las historias entretenidas, peregrinas … 5 ̇ed ed. Madrid: Aguilar, 1992.

Para completar o estudo literário de As mil e uma noites, procede tocar no ponto do ambiente de formação das histórias e suas tangências com literaturas exóticas

Mitos e tradições populares da Índia reaparecem no ciclo de Artur, introduzidos pelos celtas

Na Pérsia, devem ser sinalizadas, em relação a As mil e uma noites, as obras de Mirjond e Najschabi

Os rapsodos introduziram na obra livros inteiros, como o famoso Sindbad-Námeh ou Livro de Sindibad

Os sete viajes de Simbad, o marinho, chamado por Burton de Odisseia árabe, descendem de um manuscrito copta intitulado O marinheiro náufrago

As mil e uma noites realizam uma labor de absorção, mostrando-se no centro de uma corrente de inspirações exóticas

Na literatura ibérica, há tangências mil-e-uma-noitescas no Livro de Alexandre, no Cavaleiro Cifar, no Arcipreste de Hita e no Quixote

São inumeráveis as aderências da obra com o Talmude hebraico

Da lenda talmúdica de Alexandre Magno, os contistas tiraram a visão do grande conquistador como instrumento de Deus

Somem-se a esses influxos alienígenas os irradiados pelos sufis

Entre os árabes estão também os judeus, banqueiros natos de moedas e ideias, distribuidores universais