Aubéron ou Oberon — também chamado Alberîch — é o mais célebre dos anões medievais e percorreu uma longa trajetória literária e musical que atravessou séculos e fronteiras, desde sua aparição na França do século XII até óperas e melodramas do século XIX e início do XX.
A primeira aparição de Aubéron se dá em Huon de Bordeaux, texto do século XII de autor desconhecido que alcançou enorme popularidade
Sir John Bourchier traduziu o romance para o inglês após sua versão flamenga
Chaucer menciona Aubéron nas Histórias de Cantuária; Robert Greene o leva ao palco na História Escocesa de Jaime IV; Edmund Spenser lhe confere genealogia magnífica na Rainha das Fadas
Shakespeare consagrou o personagem ao introduzir Oberon em Sonho de uma Noite de Verão
O Conde de Tressan (1705—1783) redescobriu a figura chamada de “pequeno rei das fadas” e a adaptou para a série literária Bibliothèque universelle des romans
C. M. Wieland inspirou-se nessa adaptação para escrever seu Oberon (1780), sobre o qual Goethe emitiu o seguinte juízo: “Amaremos o Oberon de Wieland enquanto a poesia for poesia, o ouro for ouro e o cristal for cristal”
Carl Maria von Weber transformou Oberon em ópera, estreada no Covent Garden em 12 de abril de 1826 e apresentada pela primeira vez em Paris em 25 de maio de 1830
Émile Roudié adaptou o tema para uma peça em 1912; Alex Arnoux escreveu um melodrama com Oberon como herói em 1922