No último ato da tragédia “Joannes Princeps”, Philanax, Eubularchus, a rainha e depois o rei lamentam a desgraça da morte do príncipe.
Escutam-se as reflexões dos coros fúnebres e as palavras de Eubularco acerca da inconstância da Fortuna e da inanidade de todos os esforços.
Um belo destino naufraga como um barco que se afunda à vista do porto: “Ó falsa spes mortalium! ó rerum omnium Fortuna fragilis! ó labores irriti! Medio ut soletis saepe spatio labier, Medioque cursu, ut naufragae cymbae, obrui. Tumidis superba quas procellaflictibus Evertit, ante laeta quam adeant littora.”
A morte sem coração roubou o príncipe, e o corpo jaz deitado num pequeno leito; pergunta-se quem poderá fiar-se nas coisas humanas, pois é tudo caduco.
Como a viração, assim ele passou, semelhante a um sonho ou a um ligeiro fumo; como a rosa que floresce alegremente na Primavera, assim desabrochou pela manhã e ao anoitecer murchou: “Ut laeta verno tempore exiens rosa, Quae mane flore pulchra conspicuo nitet, Vespere decorem prorsus amittit suum.”
O príncipe entregou cedo a alma a Deus, sem fazer 17 anos, vindo ao pensamento os versos de Malherbe: “Rose, elle a vêcu ce qui vivent les roses / l'espace d'un matin.”
Philanax cita as palavras do rei ao filho moribundo, recordando que somos todos peregrinos neste mundo e temos de partir quando Deus quiser; aqui tudo passa, no Céu nada passa.
O rei diz ao filho: “His, nate, terris tam diu facimus moram Peregrina turba, quandiu placet Deo, Qui cuncta nutu volvit ac regit suo, Si te ille nunc accersat, ut jungat suis, Terrena linques ac petes coelestia Jam regna felix, sorte meliori fruens: Meliora quo sunt sempiterna his infimis Quae sunt caduca, fluxa et inconstantia.”