Se a jornada do herói mapeia uma narrativa de busca marcada por um aventureiro destemido que vai ao mundo, a missão da heroína é algo muito diferente: no caso de “O Rei Sapo”, é a transformação do anfíbio que interessa a
Campbell, mas a princesa — que nunca sai de casa — arremessa o sapo eroticamente ambicioso contra a parede, e ele se transforma em príncipe; essa insubordinação da menina não interessa a
Campbell, que prefere marcar o contraste entre as meninas dos contos de fadas — que aspiram a pouco mais do que cruzar o limiar entre a infância e a vida adulta — e os heróis reais, que lutam por glória e algum significado transcendente.