Uma quantidade surpreendente de contos simples contados por pessoas iletradas em todo o mundo trata de tolos e suas absurdas ações.
Povos primitivos e camponeses britânicos ou dinamarqueses têm suas próprias tradições de histórias de tolos.
A anedota do simplório que pensa que uma abóbora é um ovo de asno e que um coelho é seu poldro é contada na Turquia, Europa, Ásia e Virgínia.
A história do camponês que confunde um navio a vapor com o diabo é conhecida na Finlândia e, recentemente, na Virgínia, sugerindo ampla distribuição.
A anedota do tolo que mata sua vaca porque acha que ela está o imitando ao ruminar é popular nos países bálticos e conhecida até na Índia.
Histórias de tolos compassivos incluem alimentar repolhos com carne, encher rachaduras no chão com manteiga e enviar um queijo para buscar outro que rolou morro abaixo.
O conto literário “O Boi como Prefeito”, que aparece nas “Mil e Uma Noites”, é popular como conto oral principalmente no norte da Europa.
A anedota do tolo que leva sua vaca para pastar no telhado, amarrando a corda na própria perna, é amplamente conhecida na Europa e na América.
A história de marinheiros tolos que marcam no barco o local onde um objeto caiu na água para procurá-lo depois aparece na literatura budista chinesa.
O tolo que tenta cavar um poço para levá-lo para casa ou o homem que fica na frente do espelho de olhos fechados para ver como dorme são exemplos de absurdos literários.
Anedotas modernas contam sobre o pai que recebe o pedido de botas do filho e as pendura num poste telegráfico, seguindo o conselho de um vigarista.
Histórias sobre tolos que não se reconhecem após mudanças na barba ou nas roupas são conhecidas, incluindo a de um grupo que conta seus membros sem se incluir.
A anedota do casal que briga sobre planos futuros e destrói o que lhes traria riqueza, como quebrar o pote de mel, é popular na literatura oriental e medieval.
A história de “Helena, a Esperta”, que chora na adega por causa de um possível acidente futuro com um machado, tem ampla distribuição oral e provável origem literária oriental.
A anedota do homem que troca seu cavalo por uma vaca, e assim por diante, até não ter nada, mas recupera a prosperidade apostando que sua esposa não ficará zangada.
Contos sobre tolos que queimam a casa para se livrar de um gato ou que cortam o galho da árvore em que estão sentados são de origem literária oriental.
A história do tolo que deixa o vinho escorrer na adega enquanto pensa ou persegue um cão, tentando depois secá-lo com farinha, é bem conhecida como anedota oral.
A anedota do homem que acredita estar morto por engano da esposa, comendo geleia que acredita estar envenenada, é principalmente literária.
A história do padre que é levado a crer que dará à luz um bezerro, devido a um erro médico com urina de vaca, tem alguma circulação oral.
Anedotas de imitação tola incluem o filho do médico que diagnostica mal uma doença por ver uma sela de burro e o homem que ganha uma beterraba gigante de presente do rei.
O conto do marido que troca de tarefas com a esposa e falha miseravelmente nas lidas domésticas é amplamente aceito como conto popular e balada, especialmente em países de língua inglesa.
A história do filho que segue instruções da mãe de forma tão literal que arrasta um bacon com uma corda ou carrega uma gradinha na mão tem origem budista chinesa.
A anedota do noivo tolo que segue instruções à risca, como atirar olhos de carneiro na noiva e jogar a mobília para fora, tem origem literária no livro de piadas de Heinrich Bebel.
A aposta do silêncio entre marido e mulher, que tem origem budista, é conhecida em contos, comédias, baladas e contos orais da Inglaterra ao Japão.
Na Finlândia, um ciclo popular de histórias conta sobre um tolo desastrado que mata o cachorro, afoga a parteira e mata a criança, ou que se cobre de alcatrão e penas.