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O Empíreo e o Limite da Manifestação

O Peregrino apresenta sua petição diante do Empíreo, reconhecendo-o como a fronteira última entre o corpo e a alma e o receptáculo da luz que banha os paraísos.

O Empíreo responde com um relato de exaustão e precariedade, revelando que sua majestade é apenas nominal e que sua existência flutua sobre as águas como uma bolha.

O Sábio define o Empíreo como um mundo de clemência e luz pura, servindo de canal para que a misericórdia divina se espalhe sobre a Terra.

A magnanimidade terrena é apresentada como um reflexo da Luz celeste, sendo a misericórdia para com o inferior o meio de preservação contra o horror infernal.

A Justiça de Malekshah e a Prece da Viúva

Malekshah é confrontado por uma viúva cujos filhos ficaram órfãos de sustento após os soldados do rei abaterem sua única vaca durante uma caçada.

Um sonho revela que a salvação de Malekshah e a queda do peso de seus ombros decorreram exclusivamente da intercessão daquela mulher humilde.

A Generosidade como Sinal da Fé

O perdão de Mahmud a um agente que dilapidou seus bens ilustra como a consciência da abundância do senhor permite a clemência para com o desprovido.

A libertação das quatrocentas servas por Faraó demonstra que o esforço e a intenção de servir merecem recompensa, mesmo quando o objetivo final é atingido por apenas uma pessoa.

A abertura da Via depende de uma decisão pré-eterna da divindade, que pode abrir cem portas a cada instante para aquele a quem escolheu agraciar.