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Farīd al-Dīn ’Aṭṭār. Il Poema celeste. A cura di MARIA TERESA GRANATA. Biblioteca Universale Rizzoli.

Resposta do pai

* a necessidade biológica do desejo carnal é apresentada pelo filho como o fundamento da continuidade da espécie humana e da estabilidade das estruturas sociais e regais.

* a superação do desejo efêmero é defendida pelo califa como o caminho para atingir a intimidade eterna e a união mística com o amado.

A mulher e o príncipe

* a beleza arrebatadora de um príncipe é descrita como uma força que cativa a terra inteira e subjuga o coração de todos os que contemplam seu rosto.

* a obsessão amorosa de uma mulher pobre a conduz ao desespero absoluto, manifestado em lamentos noturnos e na disposição de sofrer qualquer castigo para seguir o amado.

* a sentença de morte por despedaçamento é proferida pelo rei para livrar o filho do incômodo causado pela mendicante.

* a súplica final da condenada revela a profundidade do seu amor ao solicitar que o carrasco seja o próprio objeto de seu desejo.

O descendente de Ali, o discípulo e o eunuco

* o dilema entre a apostasia forçada e a morte é enfrentado por três prisioneiros capturados por infiéis em direção a bizâncio.

* a firmeza espiritual de um eunuco destaca—se como o verdadeiro exemplo de coragem masculina diante da ameaça de decapitação.

Salomão e a formiga

* a determinação de uma formiga em remover uma colina de terra é apresentada como um modelo de firmeza e fidelidade ao amor.

O Príncipe dos Crentes, ’Alī, e a formiga

* o remorso de Alī por ferir acidentalmente uma formiga sob o sol intenso ilustra a sensibilidade que o fiel deve ter para com todas as criaturas de deus.

* a necessidade de vigilância constante em cada passo na via espiritual é enfatizada como garantia contra a ruína e o sofrimento na tumba.

Anūshīrvān e o velho agricultor

* a sabedoria de um velho agricultor ao plantar árvores cujos frutos não colherá é louvada pelo rei Anūshīrvān como um ato de responsabilidade geracional.

O cachorro está com dor de barriga.

* a recusa de Khwāja Jandī em considerar—se superior a um cão demonstra a humildade radical necessária diante das incertezas do destino e da fé.

Ma’shūq de Tūs, o cão e o cavaleiro

* a repreensão de um cavaleiro a Ma’shūq de Tūs após este apedrejar um cão reforça a ideia de que todas as criaturas derivam do mesmo modelo divino.

Abū Sa’īd, o sufi e o cão

* a queixa de um cão ferido perante Abū Sa’īd revela que a aparência de piedade em um homem pode mascarar uma natureza maligna e violenta.

Abū’l Faḍl Hasan em agonia

* o desejo de Abū’l Faḍl ḥAsan de ser sepultado entre pecadores e taverneiros exemplifica a esperança na misericórdia divina que se volta para os abandonados.