POSTSCRIPTUM

HCARV

Posfácio

O intervalo necessário para a impressão da obra permitiu a incorporação de novos estudos bibliográficos sobre a filosofia oriental de Ibn Sina.

O estudo de S. Pinès sobre a filosofia oriental e sua polêmica contra os bagdadianos reexamina o problema a partir de manuscritos inéditos.

A tese de Pinès identifica os orientais como nativos de Khorasan, em oposição aos filósofos de Bagdá, vistos como o ocidente islâmico.

O Kitab al-Insaf estabelece uma identidade entre a filosofia dos orientais e a filosofia oriental ensinada na Hikmat mashriqiya.

A sobrevivência da alma e a preservação de suas faculdades após a morte definem as características fundamentais da filosofia oriental.

Ibn Sina sugere a existência de uma tradição científica não helênica que não deriva diretamente dos gregos.

A origem da ciência não grega na filosofia oriental pode ser atribuída à meditação pessoal ou a uma tradição recebida.

O significado topográfico do oriente na filosofia de Ibn Sina e Suhrawardi possui um caráter eminentemente metafórico.

Louis Massignon analisa o alfabeto filosófico de Ibn Sina como uma tentativa de conciliar a filosofia grega com a sabedoria semítica.

O estudo do alfabeto filosófico insere-se na série de exegeses de Ibn Sina sobre o Alcorão e suas letras misteriosas.

A espontaneidade da consciência profética investida por um poder transconsciente invalida reconstruções artificiais do vocabulário alcorânico.

A unidade da personalidade de Ibn Sina reside em uma intuição central que ordena todas as suas experiências.

A transição para a senda oriental vinculada às tradições do Irã antigo inicia-se em Ibn Sina através da música.