ASCENSÃO

MORA, Fernando. Ibn ’Arabi: vida y enseñanzas del gran místico andalusí. 1. ed ed. Barcelona: Ed. Kairós, 2011.

A Viagem Espiritual no Islam

O muçulmano é, acima de tudo, um viajante; o Islam é uma jornada que conduz de Deus ao homem, pela revelação, e do homem a Deus, graças ao despertar e ao pleno desenvolvimento do potencial interior que cada indivíduo possui.

A Jornada Noturna e a Ascensão de Muhammad

Partindo da Mesquita Sagrada (Meca), passando pela Mesquita Mais Distante (Jerusalém) e, a partir daí, atravessando as esferas material, imaginal e espiritual da existência, a Jornada Noturna e a Ascensão conduziram Muhammad “à distância de dois arcos ou menos” da suprema fonte da existência.

A Jornada Noturna e a Ascensão de Ibn Arabi

A principal obra sobre a experiência pessoal de Ibn Arabi é o Livro da Jornada Noturna, escrito em Fez em abril de 1198, pouco depois de ele próprio ter vivido tal experiência; dois capítulos das Iluminações da Meca também abordam o tema — os capítulos 367 e 167.

As Esferas Celestes e os Profetas na Ascensão

Cada esfera celeste é governada por um profeta correspondente e transmite ao viajante ensinamentos específicos sobre a natureza da realidade divina e da criação.

O Cume da Ascensão e o Retorno

Além da Jujuba do Limite — que marca o fim do mundo de geração e corrupção —, o viajante percorre esferas ainda mais sutis até atingir o conhecimento supremo da realidade, para depois retornar às criaturas.

A Estação do Abandono da Jornada

O capítulo 175 das Iluminações da Meca — um dos mais breves, embora não menos profundo — é intitulado “Sobre o conhecimento espiritual da estação do abandono da jornada” e constitui o contrapeso indispensável de todo o discurso sobre a viagem.