O crente verdadeiro deve ser como uma espada: suave como água em tempos de paz, mas cortante como fogo contra o mal.
Esse ideal combina majestade (jalāl) e beleza (jamāl), assemelhando—se ao mard—i momin de Iqbal, “suave como seda e afiado como aço”.
Nãsir trabalhou no aperfeiçoamento das pessoas buscando a verdade interior das promessas divinas, longe de teólogos exteriores comparados a burros.
Se a carne apodrece, aplica—se sal; se o sal apodrece — o que pode então ser feito?.
O autor insta à propagação das palavras de Haydar ('Alī), mesmo sob o risco de aprisionamento em Yumgān.
O Dīvān reflete esperanças, tristezas e fé inabalável na causa fatímida, sendo um edifício vasto de pensamento religioso—filosófico.
Diferente de outros poetas, Nãsir coloca a razão no papel central da vida humana, e o termo “amor” ('ishq) está ausente de sua obra.
A sobriedade do raciocínio e a técnica técnica magistral ao descrever jardins e estrelas compensam a falta de êxtase místico.
Esta tradução busca preservar a dicção e formas retóricas originais, sem envolver as palavras de sabedoria em trajes modernos injustos.