A corte de Ghazna abrigou diversos poetas, entre os quais Unșurī, mencionado por Nãsir.
Unșurī destacou—se como autor de panegíricos, mas a relevância de seu colega Farrukhī persiste pela elegância de suas qasīdas.
A forma da qasīda originou—se na poesia árabe pré—islâmica, com as Mu'allaqāt sendo reconhecidas como obras—primas insuperáveis.
A adoção da qasīda pelos persas serviu como veículo para panegíricos voltados a patronos em busca de recompensas financeiras.
A estrutura usual inicia—se com uma parte romântica dedicada à descrição das estações, conduzindo ao louvor do patrono ou à sátira.
O encerramento da obra geralmente inclui a assinatura do poeta por meio de seu pseudônimo e a solicitação de uma recompensa.
Nãsir—i Khusraw e E.G. Browne manifestam intenso desprezo pelos poetas cortesãos que seguem tal modelo de solicitação.
A elegância na abertura, husn—i matla, e na solicitação, husn—i talab, define a qualidade da composição.