A ma'seh merkabah (“obra do carro”) e a ma'seh bereshith (especulação sobre os primeiros capítulos do Gênesis) são disciplinas místicas que remontam aos fariseus do Segundo Templo.
Circulando sob os nomes dos grandes mestres Yohannan b. Zakkay, Eliézer b. Hirkanos, Aqiba b. Joseph e Yishmael o Grande Sacerdote, essa “gnose judaica” foi inicialmente respeitada pelo judaísmo “exotérico”.
O Tannaíta Yehoshua b. Qarha lamenta que Moisés tenha escondido o rosto no Monte Sinai, pois do contrário Deus teria revelado o que há acima, abaixo, antes e depois.
Mais tarde, a gnose judaica é associada às doutrinas dos minim (hereges) e a atitude dos rabinos torna-se intolerante: quem se ocupa do que há acima, abaixo, diante ou atrás teria feito melhor em não ter nascido.
Os autores de relatos visionários fazem parte dos doreshe halaqot, “propagadores de interpretações errôneas”, contra quem se dirige a polêmica rabínica.