ALMA ALADA

NOIREAU, Christiane. La lampe de Psyché. Paris: Flammarion, 1991.

** L'AME AILÉE (A ALMA ALADA) **

A necessidade humana de não abandonar o corpo à destruição pós-morte levou ao surgimento da sepultura no Paleolítico Médio.

** IMAGES ANTÉRIEURES (IMAGENS ANTERIORES) — Lumières (Luzes) **

O mito do duplo surge da necessidade de explicar a presença e a ausência do morto que retorna nos sonhos.

** Souffles (Sopros) **

A psyché homérica é concebida como o sopro vital que se torna imagem eidolon no momento da morte.

** Passages (Passagens) **

A iconografia cristã representa a alma como um pequeno ser alado (eidolon) que se desprende do corpo na morte, mantendo sua imagem e movimento.

** Corps (Corpos) **

No mito de Perseu, a decapitação de Medusa permite a manifestação do duplo como a alma alada do herói iniciado.

** REPRÉSENTATIONS PALÉOCHRÉTIENNES (REPRESENTAÇÕES PALEOCRISTÃS) — Catacombes (Catacumbas) **

Nas catacumbas, a representação de Psiquê e Cupido era inicialmente decorativa, mas pôde adquirir um sentido simbólico mais elevado relacionado à esperança cristã.

** Eaux (Águas) **

Em um sarcófago infantil, a travessia de barco de Psiquê simboliza a migração da alma para a vida eterna, combinando os elementos água e fogo.

** Sables (Areias) **

Na África cristã, Psiquê atravessa o deserto montada em um camelo, adaptando-se à crença local na transmigração das almas.

** Palimpsestes (Palimpsestos) **

A imagem de Psiquê evolui de uma alegoria amorosa grega para uma figura da alma cristã em busca de purificação, conforme interpretações medievais.

** Clartés (Claridades) **

Na Idade Média, a alma perde suas asas para os anjos e é representada como uma criança ou um bebê, mantendo a função de duplo corporal.