A filosofia Ju de Confúcio e seus seguidores constitui um personalismo tradicional fundado nas relações e obrigações sociais essenciais à vida humana, por meio das quais o homem desenvolve seu potencial interior de amor, compreensão, reverência e sabedoria.
O “Homem Superior” ou “Homem de Mente Nobre” da filosofia Ju é aquele em plena harmonia com o céu, a terra, seu soberano, seus pais e filhos e seus semelhantes pela obediência ao Tao
O caráter desse homem é construído em torno de quatro virtudes fundamentais
Jen — compaixão amorosa e devotada, carregada de empatia e sinceridade, às vezes traduzida como “coração humano” — é a primeira dessas virtudes
Yi — senso de justiça, responsabilidade, dever e obrigação para com os outros — é a segunda virtude, e tanto Jen quanto Yi são completamente desinteressadas
Li — mais do que correção exterior e ritual, é a capacidade de usar formas rituais para expressar plenamente o amor e a obrigação que ligam o homem aos outros e ao Céu-e-Terra; é uma contemplação litúrgica da estrutura religiosa e metafísica da pessoa, da família, da sociedade e do cosmos
Os antigos liturgistas chineses “faziam observações de todos os movimentos sob o céu, dirigindo sua atenção às interpenetrações que neles ocorrem, com vistas a pôr em efeito os rituais corretos”
Li conduz ao “eu litúrgico” superior, animado pela compaixão e pelo respeito diante do Céu — Tien
Chih — sabedoria — abraça todas as outras virtudes em uma compreensão madura e religiosa que as orienta para sua realização viva
Confúcio declarava que só aos setenta anos alcançara o ponto em que podia seguir os desejos mais íntimos do coração sem desobedecer ao Céu — o equivalente ao “Ama e faz o que quiseres” de Santo Agostinho