O presente volume endereça-se a questões pragmáticas individuais — e não à sociologia e à política de tempos passados — pela simples razão de que é apenas enfrentando as praticidades em nível individual que o elemento vivo do Taoísmo pode ser trazido da história passada e da cultura localizada para a realidade presente da vida cotidiana, buscando o essencial em vez do incidental, os fundamentos em vez dos desdobramentos, o que se aplica à mente humana em si em vez de a uma mentalidade específica apenas.
Os Escritos Transformacionais — obra do século X de Tan Jingsheng — resumem a visão taoísta da evolução e da involução de maneira ilustrativa de uma abordagem essencialista abstrata característica para compreender tanto os processos individuais quanto os coletivos: “O desvanecimento do Tao é quando a abertura se transforma em espírito, o espírito se transforma em energia e a energia se transforma em forma. Quando a forma nasce, tudo fica paralisado. O funcionamento do Tao é quando a forma se transforma em energia, a energia se transforma em espírito e o espírito se transforma em abertura. Quando a abertura está clara, tudo flui livremente”
Os Escritos Transformacionais de Tan Jingsheng continuam: “Portanto, os sábios antigos investigavam os começos do fluxo livre e da paralisia, encontravam a fonte da evolução, esqueciam a forma para cultivar a energia, esqueciam a energia para cultivar o espírito e esqueciam o espírito para cultivar a abertura”
O texto descreve o processo de involução: “Quando a abertura se transforma em espírito, o espírito se transforma em energia, a energia se transforma em forma e a forma se transforma em vitalidade, então a vitalidade se transforma em atenção. A atenção se transforma em gesticulação social, a gesticulação social se transforma em elevação e humilhação. A elevação e a humilhação se transformam em posicionamento alto e baixo, o posicionamento alto e baixo se transforma em discriminação. A discriminação se transforma em status oficial, o status se transforma em carros. Os carros se transformam em mansões, as mansões se transformam em palácios. Os palácios se transformam em salões de banquete, os salões de banquete se transformam em extravagância. A extravagância se transforma em aquisitividade, a aquisitividade se transforma em fraude. A fraude se transforma em punição, a punição se transforma em rebelião. A rebelião se transforma em armamento, o armamento se transforma em conflito e pilhagem, o conflito e a pilhagem se transformam em derrota e destruição”