Segundo os velhos contadores, a água que corre sobre a terra é semelhante à nuvem que voa no céu — mesma natureza, aparência diferente —, e é a umidade que fecunda o universo, assim como a via do céu fecunda o pensamento dos homens, mas sem a união das duas águas, nem a água do céu age sobre a terra, nem a água da terra age sobre a nuvem do céu; quando, porém, a tempestade eleva as águas ou o calor as evapora, e uma leve névoa desce ao solo ou um grande vento precipita as nuvens, as duas águas se unem, o pássaro Hac desce como as nuvens, o peixe se eleva como a água do rio, e de seu encontro nasce o Grande Peixe em cujo dorso estão escritos os preceitos secretos da Lei, que ao tocar as nuvens torna-se o Dragão Long e desaparece nos ares.
O pássaro Hac é descrito como a garça simbólica e lendária.
O veículo universal é aqui simbolizado pela água evaporada — infinitamente sutil, mas sempre material.
O Grande Peixe, ao emergir da união das duas águas, traz inscrito em seu dorso os preceitos secretos da Lei, antes de transformar-se no Dragão Long.