JANAKA: Oh! sim, aquele que se conhece com clareza, que joga porque as formas são um jogo, não se pode compará-lo aos homens iludidos, vagantes acabrunhados da torrente universal.
O estado que todos os deuses, com Indra à frente, tanto esforço despendem para alcançar, o homem esclarecido, por certo, nele se encontra sem cair em exaltação.
Quem conhece este estado não é atingido em si pelo bem e pelo mal, tal como o céu, a despeito das aparências, não é atingido pelo fumo.
Consciência, em verdade, é todo este universo. A alma que sabe disso, quem poderia entravar a sua ação natural?
Na profusão de tudo o que existe, do deus Brama à modesta folha de relva, o homem esclarecido, em verdade, é o único a possuir a capacidade de se emancipar do desejo e de seu contrário.
O ser não é dual. Aquele que sabe que o ser é o senhor do mundo, o que sabe, ele o faz; jamais para ele o medo existe.