RĀMĀNUJA. Vedārthasaṃgraha (Compendiosa exposición del sentido de los Vedas). Introduction, texte sanskrit établi, traduction française et notes par Anne-Marie Esnoul. Paris: Adrien Maisonneuve, 1956. (Institut Français d'Indologie de Pondichéry, n. 3).
MAITRĀYAṆĪYA UPANIṢAD. Maitrī Upaniṣad. Traduction et annotations d'Anne-Marie Esnoul. Paris: Adrien Maisonneuve, 1954. (Les Upanishad: Texte sanskrit et traduction sous la direction de Louis Renou, v. 15).
ESNOUL, Anne-Marie. Rāmānuja et la mystique vishnouite. Paris: Éditions du Seuil, 1964. (Collection Maîtres Spirituels, n. 32).
İŚVARAKṚṢṆA. Les Strophes de Samkhya (Sāṃkhya-kārikā). Avec le commentaire de Gauḍapāda. Texte sanskrit établi et traduit avec une introduction et des notes par Anne-Marie Esnoul. Paris: Les Belles Lettres, 1964. (Collection de l'Association Guillaume Budé).
ESNOUL, Anne-Marie. L'Hindouisme: Textes et traditions des origines à nos jours. Paris: Fayard-Denoël, 1972.
ESNOUL, Anne-Marie; LACOMBE, Olivier. La Bhagavad Gītā. Traduction, introduction et commentaires par Anne-Marie Esnoul et Olivier Lacombe. Paris: Fayard, 1972. (Reedição: Paris: Seuil, 1976. Collection Points Sagesses).
ESNOUL, Anne-Marie (Dir.). L'Inspiration: L'homme et le souffle créateur dans les traditions orientales. Paris: Dervy-Livres, 1982.
Pioneirismo na Recepção Ocidental de Rāmānuja: Pesquisadora de destaque do Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) e membro atuante da escola indológica francesa ao lado de Louis Renou e Olivier Lacombe, Esnoul foi responsável pela primeira edição crítica completa e tradução ocidental comentada do Vedārthasaṃgraha de Rāmānuja (1956). Seu trabalho desmontou a hegemonia quase exclusiva que o monismo estrito de Śaṅkara exercia nos estudos europeus, concedendo dignidade analítica e metafísica autônoma ao Viśiṣṭādvaita (o não-dualismo qualificado).
A Articulação entre Mística e Teologia no Shivaísmo e Vaishnavismo: Em sua monografia clássica Rāmānuja et la mystique vishnouite, articulou as categorias teológicas formais dos teólogos sânscritos com o ardor devocional popular dos santos poetas da Índia do Sul (os Āḻvārs), delineando como a noção de Bhakti em Rāmānuja não é mero sentimentalismo piedoso, mas uma disciplina intelectiva amorosa rigorosa orientada pela graça divina (prasāda).
Filologia Clássica do Sāṃkhya: Sua edição das Sāṃkhya-kārikā de Īśvarakṛṣṇa para a prestigiada Collection Budé (Les Belles Lettres) permanece como um dos marcos filológicos de língua francesa para o estudo do dualismo primordial entre a Consciência imutável (Puruṣa) e a Natureza dinâmica primordial (Prakṛti). O aparato crítico de Esnoul elucidou minuciosamente o comentário antigo atribuído a Gauḍapāda (Gauḍapādabhāṣya).
Tradução e Hermenêutica da Bhagavad Gītā: Em colaboração com o filósofo Olivier Lacombe, produziu para a editora Fayard uma das traduções mais limpas, elegantes e filosoficamente equilibradas do Gītā no século XX, harmonizando a precisão filológica da escola de Paris com a sensibilidade aos desdobramentos metafísicos do poema épico.