4 Compreensão

U. G. Mind is a Myth: Conversations with U.G.. Edited by Terry Newland. Goa: Dinesh Vazirani, 1988. (Reedição: New Delhi: Penguin Books, 2003).

U.G.: Jamais haverá libertação do egoísmo, pois ele constitui uma condição permanente e inescapável da existência humana tal como é vivida.

Q: Santos, salvadores e religiões de todas as épocas exortaram à abnegação, à humildade e à mansidão, o que pareceria comprovar a possibilidade de superar o egoísmo e tornaria questionável qualquer certeza em sentido contrário.

U.G.: A ideia de abnegação (selflessness) foi inventada como mecanismo de proteção contra o fato concreto do egoísmo, e sua perseguição, adiada sempre para o amanhã ou para outra vida, consome uma energia que, uma vez liberada, tornaria simples qualquer problema no plano material, o único plano existente.

Q: Resta saber o que ocorre com aqueles que não procuram abstrações ilusórias, mas apenas a felicidade comum.

U.G.: A busca da felicidade não difere em nada da busca espiritual, pois ambas são perseguição do prazer, sendo a espiritualidade apenas o prazer supremo e derradeiro.

Q: Disso decorreria que essa busca precisaria ser abandonada.

U.G.: Querer que o egoísmo desapareça já faz parte da própria busca egoísta de um estado mais prazeroso chamado abnegação, e como nenhum dos dois existe, essa busca é a causa da infelicidade permanente, sendo idênticos o objetivo espiritual e a procura da felicidade.

Q: A grande maioria das pessoas, contudo, frequenta o templo.

U.G.: A preocupação com o que faz a maioria é irrelevante, pois o problema é individual e precisa ser resolvido por quem o tem, sem consideração pela humanidade e por seus bilhões de habitantes.

Q: A condenação implacável de tudo o que foi dito até hoje pode, com o tempo, voltar-se contra quem a profere, que também acabará condenado e demolido.

U.G.: Quem tiver coragem (guts) de refutar o que está sendo dito sem apoiar-se em livros sagrados e autoridades merece a primeira saudação, mas a dependência do Bhagavad Gita e de outras fontes impede essa refutação, e o que se oferece não é solução alguma, pois não há soluções, apenas problemas.

Q: Haveria tanta legitimidade em descartar essas afirmações quanto a que se arroga ao descartar os ensinamentos e esforços alheios.

U.G.: O apego à autoridade religiosa impede qualquer questionamento, e por isso essas afirmações geram uma situação instável e neurótica, impossível de aceitar ou rejeitar, enquanto as escrituras funcionam como armadura que mantém tudo a salvo.

Q: Diante disso, torna-se incompreensível a razão de continuar falando.

U.G.: Nada está sendo vendido, prometido ou oferecido, nem mesmo paz de espírito; trata-se apenas de cantar a própria canção e seguir o próprio caminho, sendo o interlocutor quem vem perturbar essa paz.

Q: Se alguém pode ajudar, seria precisamente quem fala dessa maneira.

U.G.: Qualquer tentativa de ajuda só acrescentaria mais miséria às já existentes, pois quem deseja moksha aqui e agora pode tê-la, mas raiva, egoísmo e demais tendências constituem o próprio indivíduo, e seu desaparecimento significa uma morte física real, não abstrata.

Q: Surge a dúvida sobre a possibilidade de isso acontecer agora, considerando o que outros afirmaram.

U.G.: Pouco importa o que outros disseram; a libertação pode ocorrer agora, mas ninguém a deseja de fato, e como raiva e egoísmo são o próprio eu, sua extinção implica o fim imediato do indivíduo tal como se conhece, algo que não está em mãos humanas e atinge quem bem entender.

Q: Permanece a questão de como descobrir algo por si mesmo sem repetir as palavras dos supostos especialistas.

U.G.: É preciso tocar a vida num ponto jamais tocado por ninguém, algo que ninguém pode ensinar, pois enquanto se repete o que outros disseram não há saída, e ouvir e crer no alheio não é o caminho, não existindo nenhum outro.

Q: Disso decorreria a necessidade de livrar-se das próprias crenças.

U.G.: Toda tentativa de abandonar uma crença apenas a substitui por outra, pois o indivíduo nada mais é que crença, e quando ela morre ele morre; por isso não convém tentar libertar-se do egoísmo, da ganância, da raiva, da inveja, do desejo e do medo, sob pena de criar opostos fictícios.

Q: A condição de quem está perdido parece exigir gurus, sadhana, escrituras ou alguma orientação.

U.G.: Quem quiser pode voltar a seus gurus e fazer o que desejar, pois o estado de que se fala acontece aos afortunados por pura sorte, sem depender de ninguém.

Q: Afortunado ou não, a tradição ensina que a vida é transitória e que tudo está em fluxo.

U.G.: A grande tradição da Índia é a da mudança, e não a tradição invocada, que é a da não mudança, já que a vida inteira de quem a invoca nega a realidade da mudança e busca apenas continuar e renascer para continuar.

Q: A remoção de todos os apoios revela de súbito a necessidade de seguir sozinho, sem ajuda de ninguém.

U.G.: Não existe real certeza de que ninguém possa ajudar, de modo que a esperança persiste orientada para alguma conquista, quando a pergunta essencial seria se existe algo a ser alcançado, uma vez que só se busca o que já se conhece e é o objetivo inventado que sustenta a busca.

Q: Se tudo isso for verdadeiro, a situação é grave, pois não é possível aceitar nem rejeitar tais afirmações, e fica sem sentido a continuidade da conversa.

U.G.: O diálogo não tem significado algum nem visa a autorrealização ou ajuda, e o único motivo, direto e temporário, é deixar claro que não há nada a compreender, já que as perguntas brotam de respostas já possuídas e a liberdade consiste não em encontrar respostas, mas na dissolução de todas as perguntas.

Q: A descoberta dessa realidade exigiria relacionamento verdadeiro e comunicação aberta com os outros.

U.G.: Diálogo e conversa não têm sentido, e o simples retorno para discutir prova que nada foi ouvido, pois uma vez havendo compreensão tudo termina de vez, sem mais gurus, livros ou mestres, e toda repetição de santos e salvadores é eliminada do organismo.

Q: Praticamente todos os gurus, ao menos os orientais, enfatizaram a necessidade de libertar-se do condicionamento e do passado.

U.G.: O passado permanece enquanto houver desejo, e mesmo a supressão dos desejos recorre ao passado para dizer como suprimi-los, não havendo distinção entre desejos espirituais, exaltados na Índia, e materiais, predominantes no Ocidente.

Q: Permanece a questão central de como deixar de desejar.

U.G.: Perguntar como é evitar a questão, pois não existe como algum, e essa pergunta, ardilosa por excelência, condena quem a faz; a indagação sobre como viver, que atormenta a humanidade há séculos e que religiões e mestres pretendem responder mediante pagamento, desdobrou-se em milhões de perguntas.

Q: Afastada a questão do como, parece evidente a necessidade prévia de libertar-se da influência do passado ou da memória.

U.G.: Tentar suprimir o passado para viver no chamado presente leva à loucura, pois não se trata apenas do pequeno passado pessoal, mas de todo o passado da humanidade e de todas as formas de vida, e o eu nada mais é que a continuidade do pensamento, que deseja apenas transformar-se e continuar.

Q: Cabe entender como funciona esse processo de acumulação.

U.G.: O eu acumula conhecimento e experiência ao repetir sem fim a pergunta sem sentido sobre como viver, e quando se ouve que essa continuidade deve terminar, pergunta-se de novo como, recaindo na mesma armadilha e pedindo o mesmo tipo de conhecimento.

Q: O interesse está apenas em saber se a iluminação é possível.

U.G.: O desejo de saber se existe iluminação, quem a possui, como obtê-la e como se comportaria um iluminado revela que já se sabe muito sobre ela, pois do contrário não seria possível procurá-la.

Q: Nem todos são ingênuos a ponto de buscar diretamente Deus, iluminação ou nirvana, aceitando a natureza ilusória desses objetivos, mas buscam coisas mais práticas e tangíveis.

U.G.: Buscar um carro novo ou paz de espírito é igualmente uma procura dolorosa, e enquanto se procura paz de espírito a mente permanece atormentada, sendo necessário parar, o que não se faz porque significaria o próprio fim.

Q: Nunca há certeza absoluta de que não exista alguma saída, por mais fantástica ou improvável que seja.

U.G.: Enquanto houver a esperança de sair da selva de algum modo, a busca continuará e com ela a sensação de estar perdido, pois só se está perdido porque se busca, não havendo meio de sair da selva.

Q: Bastaria, então, simplesmente parar.

U.G.: Ainda se espera que algo aconteça, e essa expectativa, parte do desejo de mudar tudo, integra o próprio problema, quando nada precisa mudar e a vida deve ser aceita como é, sendo esta vida suficiente e cabendo descobrir se é possível estar em paz consigo mesmo agora, sem aguardar um renascimento hipotético.

Q: Todas as aspirações, materiais ou espirituais, parecem moldadas por sociedades corruptas, e a vida é determinada não só por objetivos e atributos pessoais, mas pelas oportunidades que a sociedade permite.

U.G.: Desejam-se muitas coisas sem clareza sobre o que de fato se quer, e só quando o desejo é plenamente reconhecido cabe descobrir como obtê-lo, podendo-se consegui-lo ou não, sem necessidade de separar objetivos em baixos e elevados, prática que jamais trouxe êxito.

Q: Todos parecem presos na mesma armadilha de busca e luta incessantes, o que tornaria necessário sentar-se em conjunto e comunicar-se a respeito.

U.G.: Não há ilusões sobre a comunicação, pois cada indivíduo vive em mundos separados sem ponto de referência comum, e o desejo de comunicar integra a estratégia geral de conquista, ocultando a dependência de um poder externo que resolva os problemas.

Q: Tudo isso é demais para ser compreendido e posto em prática de imediato, talvez em algum momento futuro, com mais preparo.

U.G.: O futuro é criado pela esperança de atingir objetivos, alcançar a iluminação ou sair do carrossel (merry-go-round), e o ponto de onde se projeta o futuro parece o presente, mas só o passado está em operação, criando a ilusão de presente e futuro e colocando a felicidade sempre fora de alcance, no amanhã, quando um homem feliz não buscaria a felicidade, assim como um homem bem alimentado não procura comida.

Q: A verdadeira compreensão, de que todos seriam mais ou menos capazes, ocorre não no futuro, mas agora, no presente.

U.G.: Só existe o passado, e a ideia de que ele deve cessar para permitir agir livremente no presente foi incutida pelos autoproclamados guardiões da alma, sendo na realidade algo perigoso e calamitoso, pois toda tentativa de pôr fim ao passado se serve do próprio passado e apenas o perpetua.

Q: A maioria parece compreender que a verdadeira felicidade é subproduto de outra coisa e não pode ser alcançada por si mesma.

U.G.: A abordagem da felicidade funda-se em interesse próprio e ingenuidade, sendo a busca do prazer sem dor, e quando esse absurdo é percebido, Deus ou a iluminação tornam-se nova meta, enquanto toda ação vem do passado e reforça o domínio do prazer e da dor, e o indivíduo, mero produto da sociedade, só se torna verdadeiro indivíduo ao queimar dentro de si todo o acumulado da humanidade.

Q: Nem todos estão obcecados pela felicidade e salvação pessoais, havendo quem tenha consciência social e política e deseje apenas uma sociedade mais humana, livre de pobreza e injustiça.

U.G.: O desejo de mudar o mundo deriva do desejo de mudar a si mesmo, que nunca se realiza, e busca-se um mundo diferente apenas para ser feliz nele, de modo que a preocupação com a humanidade é pura falácia, e somente quando cessa a exigência interna de ser outro cessa também a exigência neurótica de mudar a sociedade.

Q: A paz no mundo é uma necessidade muito urgente.

U.G.: Sem paz consigo mesmo não pode haver paz no mundo, e mesmo havendo-a não existe garantia de que a sociedade se torne pacífica, mas estar em paz consigo mesmo encerra a questão.

Q: Existe apenas a ideia de uma sociedade pacífica, enquanto a relação real com os outros é bastante violenta, restando saber como transpor esse abismo entre ideal e realidade.

U.G.: As relações permanecem harmoniosas apenas enquanto servem à felicidade pessoal e respondem à pergunta sobre o que se pode obter delas, e como se exige que essa felicidade seja permanente num mundo em fluxo constante, inventam-se sentimentos, romance e emoções dramáticas para dar continuidade às relações, gerando conflito permanente.

Q: Talvez fosse o caso de abandonar a busca de relações perfeitas e concentrar-se na compreensão de si mesmo.

U.G.: A compreensão de si mesmo é uma das maiores piadas impostas aos crédulos de toda parte, tanto pelos vendedores da sabedoria antiga quanto pelos cientistas modernos e psicólogos, com suas noções de autoconhecimento, autorrealização e viver o momento, apresentadas como se fossem novidade.

Q: Deve ser entediante responder às mesmas velhas perguntas em toda parte.

U.G.: As pessoas são iguais no mundo inteiro e as perguntas nunca variam, mas o tédio é impossível para quem não procura nada nem busca perguntas novas e melhores, enquanto quem pergunta não tem meio de descobrir por si se está entediado.

Q: O tédio decorre da própria mediocridade, que torna a vida vazia e enfadonha.

U.G.: Ser como os outros, ser medíocre, exige muita energia, ao passo que ser si mesmo é fácil e dispensa esforço e vontade, e o tédio e a inquietação existem apenas porque se pensa que se deveria fazer algo mais interessante e valioso, pensamento que se incorpora ao complexo autoconhecimento e torna impossível a humildade e a sensibilidade, pois não há humildade enquanto se sabe algo.

Q: Algo interno dificulta a simplicidade diante de tudo isso, como se houvesse um medo.

U.G.: Todos os medos conduzem ao medo da morte física, empurrado para o fundo a fim de garantir a continuidade, e enquanto houver medo não faz sentido discutir o significado da vida, que talvez não tenha sentido algum ou tenha um sentido próprio jamais cognoscível.

Q: Viver simplesmente não parece suficiente, pois há aspirações e objetivos, e a sensação de que deve existir um modo de vida mais são e significativo.

U.G.: Em vez de viver, há obsessão pela pergunta sobre como viver, dilema implantado pela cultura e responsável por muitos problemas, porque quem está morto se preocupa com o modo de viver, e mesmo livrando-se da ideia de uma vida mais nobre e significativa, ela será substituída por outra crença, restando encarar o fato de que nada se sabe sobre a vida.

Q: Apesar de não se estar vivendo de fato, há pavor da morte.

U.G.: O corpo responde à vida circundante por meio de batimentos e processos fisiológicos, e quando estes cessam ocorre a morte clínica, seguida da decomposição em elementos que assumem novas formas de vida, continuidade que não consola quem deseja prosseguir na forma atual, pois enterrado o corpo os vermes se fartam e lançado à água os peixes se banqueteiam, mas ninguém estará lá para experimentar a morte, que só existe no sentido clínico.

Q: Se não se vive, se a morte é incognoscível, se a sociedade pouco importa, se a vida carece de sentido e se o autoconhecimento é ignorância, então a realidade seria apenas projeção da própria mente.

U.G.: Não existe mente individual, mas uma esfera do pensamento (thought sphere) presente em toda parte como o ar, captada pelo cérebro como antena, e a patologia surge quando há comunicação incessante consigo mesmo sem demanda externa, monólogo interior que constitui o próprio eu.

Q: Seja por sociedade, genes, evolução ou astros, todos estão profundamente condicionados e precisam libertar-se desse condicionamento para funcionar de modo natural e livre.

U.G.: É impossível existir sem condicionamento, e o descondicionamento pregado pelos gurus é uma farsa vendida no mercado do negócio sagrado, sendo necessário libertar-se apenas do desejo de libertar-se do condicionamento, já que condicionamento é inteligência, a capacidade de responder adequadamente ao ambiente, sem relação com fantasias, ideações e mentalizações (mentations) tidas como o ápice da inteligência.

Q: Se investigação, autoconhecimento e descondicionamento não resolvem o dilema básico, talvez a ciência possa ajudar com técnicas de prolongamento da vida ou engenharia genética.

U.G.: A engenharia genética não serve ao benefício da humanidade, pois seu êxito será entregue ao Estado, que a usará para controlar tudo e todos, tornando obsoleta a lavagem cerebral secular, já que uma simples injeção de substâncias geneticamente modificadas poderá transformar cidadãos em soldados sanguinários, burocratas descerebrados ou qualquer tipo desejado.

Q: Talvez a complicação se deva à superficialidade do pensamento, à falta de visão e alcance mental.

U.G.: As ações são necessariamente destrutivas dos interesses últimos do homem por nascerem do pensamento, coisa morta e mecanismo de proteção programado para defender seus próprios interesses a qualquer custo, sendo a dificuldade básica forçar a vida a ajustar-se a ideias mortas, e nem sequer há meio de saber se existem pensamentos ou se se está pensando agora.

Q: Compreender o pensamento parece tarefa sobre-humana, e religiões e filosofias apresentam figuras quase sobre-humanas que transcenderam o mundo relativo, ao passo que os homens comuns não são capazes de atos colossais ou intrépidos.

U.G.: Libertando-se do objetivo do super-homem perfeito, divino ou verdadeiramente religioso, o que é natural no homem começa a se expressar, pois enquanto a natureza cria indivíduos absolutamente únicos, a cultura religiosa e secular inventou um molde único ao qual todos devem se conformar, o que é grotesco.

Q: Surge a dúvida sobre a condição de homem perfeito atribuída por alguns.

U.G.: Não há meio nem interesse em descobrir tal coisa, e se houvesse seria uma tragédia para o mundo, pois se faria disso um modelo de vida, gerando um desastre para a humanidade, que já tem gurus suficientes.

Q: Sem ser mestre ou guru, a fala parece transmitir alguma instrução ou ensinamento útil à humanidade.

U.G.: Trata-se apenas de cantar a própria canção e partir, sem preocupação com quem ouve, sendo a fala incidental e não destinada a libertar ninguém, indiferente a assistir televisão ou ler romances policiais, apenas apontando que, no ritmo atual, a engenharia genética acabará nas mãos do sistema político para controle e subjugação completos do homem.

Q: Diante desse perigo iminente, seria urgente que outros tropeçassem no estado natural, ao menos para provar a existência de uma alternativa ao totalitarismo genético.

U.G.: O estado natural não pode servir a cruzada alguma nem a satisfazer curiosidades, e trata-se de um mecanismo automático, livre da interferência do pensamento, que opera apenas funcionalmente sob demanda do ambiente, liberando uma energia que torna fácil funcionar no mundo de modo são e inteligente.

Q: Mesmo sem reivindicações especiais, os ouvintes percebem certeza e autoridade nas palavras, o que indicaria tratar-se de um homem livre.

U.G.: Está completamente ausente o conhecimento de ser isto ou aquilo, feliz ou infeliz, realizado ou não, e não há meio de saber se alguém é livre, pois o pensamento só funciona a partir de estímulo externo, sem ninguém separado do funcionamento capaz de declarar o que é real, já que a realidade é imposta pela cultura, pela sociedade e pela educação.