EGO NO ADVAITA TARDIO

PEPIC

O interesse do debate sobre a natureza e a função do ego se esgota na fase final do desenvolvimento do Advaita, com um declínio visível a partir da segunda geração de pensadores.

Os primeiros Advaitins se admiravam diante do fenômeno do ego e buscavam surpreender a própria operação da nesciência, enquanto seus sucessores tendem a ver no ego apenas uma estrutura inerte e sem mistério.

O Advaita tardio não se reduz a uma escolástica estéril; sua história, ainda por escrever, parece dominada pela interferência crescente entre o corrente especulativo (quase-dualista e teísta) da escola de Vivaraṇa e o corrente antiespeculativo (ascético e dialético) de Sureśvara.

Na fase última, a rivalidade tradicional entre os prasthāna (escolas) se esvai, e os autores (Madhusūdana Sarasvatī, Appaya Dīkṣita) não se envolvem mais pessoalmente, limitando-se a determinar o conteúdo das várias opções possíveis.

Um sistema de pensamento voltado para a realização mística da não-dualidade não se deixa julgar em termos de progresso.