O termo jnana é um substantivo formado sobre a raiz verbal jna — que denota de maneira geral a ação de conhecer — e embora seja frequentemente traduzido por “conhecimento”, pode significar conforme o contexto “consciência”, “cognição”, “saber”, “ciência” ou mesmo “gnose”, remetendo sempre a uma forma de conhecimento.
Jnana: cognição, conhecimento, consciência — termo sânscrito polissêmico que designa qualquer forma do ato de conhecer
Os filósofos budistas e os da Pratyabhijna entendem por jnana antes de tudo a ação de conhecer — conformando-se a um modelo filosófico indiano nascido da análise praticada pelos gramáticos, segundo a qual “conhecer”, como todo verbo, exprime uma forma de ação
O ato designado pela raiz jna é antes de tudo um ato de manifestação — pois o próprio da consciência é tornar as coisas manifestas, fazê-las aparecer
Ser consciente de um objeto — seja percebendo-o, imaginando-o, conceitualizando-o, lembrando-o ou sonhando-o — é antes de tudo fazer dele um fenômeno para a consciência
Por essa razão, a consciência é frequentemente designada nos textos indianos como prakasa — termo que em seu sentido mais literal designa a “luz”, pois jnana é o ato que “ilumina” o objeto
Prakasa: luz, manifestação — designação da consciência como aquilo que ilumina ou torna manifesto o objeto