A vasana é a “impregnação” presente na consciência que explica não apenas a lembrança de experiências passadas, mas também o surgimento de fenômenos novos — abhinava — que se apresentam como objetos de experiência, sendo esse mecanismo “sem começo” — anādi — de modo que é inútil tentar remontar a cadeia de vasanas na esperança de encontrar um objeto original que não seja ele próprio um mero aspecto da consciência determinado pela impregnação.
Vasana: impregnação ou traço latente — o resíduo que experiências passadas deixam na consciência e que determina experiências futuras
Abhinava: novo — o caráter de novidade dos fenômenos que surgem na experiência e que a vasana deve explicar sem recorrer a objetos externos
Anādi: sem começo — qualificativo do mecanismo das vasanas como processo causal circular que não remonta a um ponto de origem
Samskara: traço residual — termo frequentemente sinônimo de vasana, que designa o resíduo de experiências passadas na consciência
Não há necessidade de recorrer à hipótese de um objeto externo para explicar a variedade de aspectos assumidos pelas cognições, pois diversas cognições e diversas impregnações são reciprocamente causas, e essa causalidade circular não constitui uma falha lógica precisamente porque o processo é sem início