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esoterismo:yates:1969:2

2 John Dee e Vitrúvio

YATES, Frances A. Theatre of the World. London: Routledge & Kegan Paul; Chicago: University of Chicago Press, 1969.

1. O desenvolvimento do Renascimento europeu foi acompanhado pela expansão de uma arquitetura de inspiração clássica, fundamentada na recuperação de Vitrúvio e enriquecida pelos trabalhos de Alberti, Daniele Barbaro e Palladio, cujos princípios transformaram palácios, igrejas e edifícios públicos em expressões particularmente visíveis da ruptura com a Idade Média.

2. Na Inglaterra de 1570, Londres conservava uma aparência medieval e as novas residências senhoriais empregavam ornamentos clássicos sem assimilar os princípios de proporção que deveriam orientar sua concepção, de modo que o florescimento literário elisabetano não encontrava um desenvolvimento arquitetônico equivalente.

3. A ausência de construções comparáveis aos monumentos renascentistas continentais favoreceu a suposição de que a Inglaterra Tudor desconhecia tanto a teoria da proporção e da simetria como fundamentos das artes e das ciências quanto a concepção vitruviana do arquiteto como homem universal.

4. O prefácio de John Dee à tradução inglesa de Euclides contraria essa suposição, pois apresenta ao público elisabetano os princípios de proporção e projeto, recupera Vitrúvio e Alberti e organiza as disciplinas matemáticas em torno da arquitetura, antecipando em quase cinquenta anos a atividade de Inigo Jones.

5. A análise do prefácio matemático de Dee permite reconhecer uma difusão da teoria arquitetônica renascentista na cultura elisabetana que modifica as interpretações habituais acerca do conhecimento inglês dessa tradição.

6. A fundamentação pitagórico-platônica do número sustenta uma organização das ciências em que aritmética, álgebra e geometria se prolongam nas práticas militares, jurídicas e mecânicas, assim como na geografia, hidrografia, perspectiva, astronomia, música, astrologia e estática, reunidas por sua dependência de relações matemáticas.

7. A antropografia estende ao ser humano os princípios de número, medida e peso presentes no universo, compreendendo sua constituição como microcosmo que reflete a harmonia do macrocosmo e fornece às artes, especialmente à pintura, à escultura e à arquitetura, um fundamento proporcional associado à dignidade de sua criação à imagem divina.

8. A relação entre proporções humanas e arquitetura encontra sua referência explícita no primeiro capítulo do terceiro livro de Vitrúvio, cuja consulta permite verificar o fundamento clássico das orientações apresentadas por Dee.

9. A simetria dos templos deriva das proporções do corpo humano, representado por sua inscrição no quadrado e no círculo, e essa correspondência entre geometria, humanidade e cosmos, consagrada por Leonardo e pela arquitetura religiosa renascentista, era apresentada por Dee como um conhecimento acessível aos leitores ingleses de 1570.

10. A teoria da proporção reúne em Dee a autoridade arquitetônica de Vitrúvio, sua aplicação artística em Dürer e sua interpretação astrológica e mágica em Agrippa, cujas figuras humanas associadas aos signos e planetas e cuja concepção da harmonia da alma ampliam o significado cosmológico do quadrado e do círculo.

11. As artes matemáticas abrangem aplicações técnicas relativas ao movimento circular, às espirais, à pneumática, ao deslocamento de pesos, às medições subterrâneas, à condução de água e à determinação do tempo, oferecendo fundamentos para rodas, moinhos, mecanismos de mineração, instrumentos, guindastes, máquinas militares e relógios.

12. A pintura depende de conhecimentos de geometria, aritmética, perspectiva e proporção humana que constituem o fundamento numérico da verdadeira criação artística, enquanto a escultura participa dessa mesma família de artes cuja excelência técnica pode adquirir uma aparência de poder divino.

13. A arquitetura ocupa o núcleo dessa organização das artes matemáticas, por concentrar os princípios gerais que articulam conhecimento abstrato, concepção formal e realização técnica.

14. A materialidade dos edifícios não impede que a arquitetura se fundamente nas ciências abstratas do número, pois sua superioridade decorre da integração de todas as artes e disciplinas necessárias à formação do arquiteto, conforme a autoridade de Vitrúvio, associada por Dee ao nascimento de Cristo durante o reinado de Augusto.

15. A formação de um arquiteto excelente exige conhecimentos de línguas, pintura, geometria, perspectiva, aritmética, história, filosofia, música, medicina, direito e astronomia, porque cada uma dessas disciplinas responde a necessidades específicas da concepção e da realização arquitetônicas.

16. A geometria constitui um fundamento indispensável da arquitetura ao ensinar o emprego da régua e do compasso, permitir a elaboração de plantas e oferecer métodos para resolver os problemas de simetria e proporção.

17. O conhecimento musical integra a formação arquitetônica por orientar a disposição dos dispositivos acústicos dos teatros antigos, cuja explicação foi disponibilizada em inglês pela tradução de Dee da passagem correspondente de Vitrúvio.

18. Os vasos de bronze distribuídos matematicamente sob os degraus dos teatros, segundo relações musicais de quarta, quinta e oitava, destinavam-se a reforçar a voz dos atores e torná-la mais clara e agradável aos espectadores.

19. A apresentação dos aspectos acústicos e musicais do teatro antigo ao público artesanal elisabetano introduziu conhecimentos potencialmente relevantes para a formação dos espaços teatrais que acolheriam o drama shakespeariano.

20. A amplitude da educação arquitetônica corresponde à diversidade efetivamente presente na obra de Vitrúvio, na qual os conhecimentos necessários ao arquiteto recebem desenvolvimento articulado.

21. A arquitetura vitruviana reúne geometria, aritmética, astronomia, música, estudo das proporções humanas, condução de água e medição do tempo, constituindo um amplo repertório de conhecimentos aplicáveis aos diversos trabalhos técnicos.

22. A obra de Vitrúvio integra cálculos, fortificações, abastecimento de água, conhecimentos celestes e dispositivos mecânicos destinados à guerra, à construção e aos espetáculos, incluindo rodas, bombas, parafusos, órgãos hidráulicos, mecanismos pneumáticos e efeitos cênicos que pertencem às atribuições do arquiteto.

23. A unidade das disciplinas apresentadas no prefácio de Dee decorre simultaneamente de seu caráter matemático e de sua presença na tradição vitruviana, que orienta a organização do conjunto.

24. A influência de Vitrúvio sobre Dee ultrapassa a passagem expressamente dedicada à educação do arquiteto e alcança todo o prefácio, vinculando o movimento técnico das classes artesanais elisabetanas à recuperação da arquitetura antiga antes da atuação de Inigo Jones.

25. A associação de Vitrúvio e Alberti como autoridades arquitetônicas permitiu a Dee introduzir em inglês passagens fundamentais do tratado florentino sobre a construção, muito antes de sua tradução integral para esse idioma.

26. A função própria do arquiteto consiste em conceber mentalmente o projeto do edifício segundo relações abstratas de matemática e proporção, de modo que o desenho antecede e governa sua execução material, confirmando a arquitetura como arte eminentemente matemática.

27. O arquiteto distingue-se do carpinteiro por determinar na mente e na imaginação a organização completa da construção e dirigir sua realização para os usos humanos mais elevados, estabelecendo lugares, números, formas e relações ordenadas independentemente dos materiais empregados.

28. A primazia do projeto abstrato, característica da arquitetura florentina, tornou-se acessível em inglês por meio de Dee, cuja escolha da passagem sobre o carpinteiro como instrumento do arquiteto também admite a madeira como suporte material de uma construção regida por verdadeiros princípios de desenho.

29. A perfeição matemática da arquitetura reside na ordem, no número, na forma, na figura e na simetria concebidos mentalmente, cuja definição pode ser estabelecida sem consideração imediata dos materiais sensíveis.

30. A superioridade da arquitetura fundamenta-se nas formas matemáticas que antecedem a construção e na autoridade do arquiteto sobre os executantes, permanecendo válida a exigência de sua excelência mesmo quando poucos profissionais conseguem realizá-la plenamente.

31. A aproximação entre Alberti e Vitrúvio demonstra a familiaridade de Dee com o movimento arquitetônico italiano, enquanto a associação entre o reinado de Augusto e o nascimento de Cristo sugere a influência de Daniele Barbaro e da incorporação cristã da tradição vitruviana que sustentava a nova arquitetura eclesiástica europeia.

32. A conclusão da seção arquitetônica do prefácio revela a pressão da urgência editorial e a expectativa de críticas hostis, que acompanham a necessidade de tornar conhecidos os poderes da matemática antes de prosseguir para outras disciplinas.

33. A brevidade e a incerteza da vida, os perigos do tempo, a espera do impressor e a experiência da ingratidão impõem uma exposição apressada, cuja intenção é oferecer uma advertência útil e uma primeira compreensão das possibilidades do conhecimento matemático.

34. A sequência das disciplinas alcança a navegação, a taumaturgia e uma arte abrangente denominada “Archmastrie”, cuja definição permanece pouco esclarecida.

35. A taumaturgia aproxima as atividades de Dee da figura do mago, mas também pertence ao domínio vitruviano dos mecanismos extraordinários e dos efeitos teatrais incluídos nas competências do arquiteto.

36. A taumaturgia produz obras sensíveis capazes de suscitar admiração mediante mecanismos pneumáticos, cordas, molas e rodas ocultas, mas sua extensão às imagens falantes atribuídas a Hermes Trismegisto e Alberto Magno reúne explicações técnicas e concepções de animação mágica das estátuas.

37. Os exemplos de movimentos artificiais incluem uma imagem aparentemente autônoma observada em Saint-Denis, o modelo celeste de Arquimedes, a pomba de madeira de Arquitas e os animais mecânicos de Nuremberg, além de efeitos de perspectiva que ampliam as possibilidades de produzir maravilhamento.

38. A proximidade entre os repertórios de Dee e Agrippa evidencia uma concepção da matemática em que mecanismos explicáveis coexistem com imagens investidas de poder mágico, expressando a zona de transição renascentista na qual conhecimentos científicos emergentes permanecem associados à magia hermética.

39. A admiração que os mecanismos extraordinários podiam despertar até mesmo em seus conhecedores favorecia sua interpretação como magia diabólica pelo público ignorante, tornando Dee alvo de acusações de conjuração que atingiam sua reputação.

40. A realização de efeitos naturais, matemáticos e mecânicos não justifica que um estudioso honesto e um filósofo cristão seja tratado como conjurador, pois a busca da sabedoria divina e da verdade não deveria ser desacreditada pela ignorância e pela malícia.

41. A demanda teatral por maravilhas mecânicas, reconhecida por Vitrúvio como parte do trabalho arquitetônico, esteve na origem da admiração e das suspeitas provocadas por Dee quando organizou, em Cambridge, a representação da comédia A paz, de Aristófanes, em 1547.

42. A encenação do escaravelho que voava até o palácio de Júpiter transportando um homem e seus mantimentos causou grande espanto na universidade e originou rumores infundados acerca dos meios empregados para realizar o efeito.

43. O escaravelho voador pode ter constituído a primeira máquina cênica inglesa de tipo renascentista, vinculada à tradição clássica, e sua repercussão serviu posteriormente como termo de comparação para o êxito das demonstrações geométricas de Dee em Paris.

44. A apresentação visual das quatro primeiras definições fundamentais de Euclides, cujo rigor pertence propriamente à concepção imaginativa, despertou nos espectadores uma admiração ainda maior que a produzida pelo voo do escaravelho em Cambridge.

45. A primeira notoriedade de Dee esteve associada à produção teatral e ao domínio de técnicas cênicas atualizadas, cuja novidade provocava simultaneamente assombro e inquietação em uma sociedade pouco familiarizada com os desenvolvimentos continentais.

46. O desenvolvimento da técnica teatral dependia de conhecimentos de máquinas, roldanas, perspectiva e movimentos artificiais encontrados entre filósofos herméticos, pois as universidades inglesas privilegiavam uma formação humanista que excluía Vitrúvio e as ciências mecânicas ligadas à arquitetura, fazendo desses estudiosos os técnicos de uma época em que a ciência emergia da magia.

47. A presença de textos dramáticos clássicos na biblioteca de Dee reforça a relação entre sua formação intelectual e seu interesse pela produção de espetáculos.

48. O prefácio de Dee omite a descrição dos edifícios e das ordens clássicas, concentrando-se nos fundamentos geométricos da proporção e nas disciplinas necessárias ao arquiteto, característica que ajuda a explicar tanto o desconhecimento historiográfico de sua matriz vitruviana quanto a difusão de uma cultura científica e tecnológica sem correspondente arquitetônico neoclássico imediatamente visível.

49. A beleza arquitetônica depende da concepção mental de um projeto que expresse matematicamente as proporções do edifício, princípio plenamente compreendido por Dee e oposto ao emprego de ornamentos clássicos nas mansões Tudor sem uma organização proporcional do conjunto.

50. O catálogo da biblioteca de Dee permite reconstruir os conhecimentos arquitetônicos que sustentaram seu prefácio, por registrar obras provavelmente utilizadas na elaboração de suas considerações sobre a arquitetura.

51. A presença da edição veneziana de 1567 da Arquitetura de Vitrúvio com os comentários de Daniele Barbaro documenta o acesso de Dee a uma referência central da interpretação renascentista da arquitetura antiga.

52. Essa edição oferecia a Dee e aos frequentadores de sua biblioteca um texto vitruviano particularmente qualificado, um comentário erudito e a planta do teatro antigo elaborada por Palladio, tornando disponível um importante modelo de concepção teatral.

53. O acervo vitruviano de Dee incluía também a edição florentina de 1522, publicações associadas a Philander em Estrasburgo e Paris e a tradução francesa de Jean Martin publicada em 1572, reunindo diferentes vias de acesso ao tratado antigo.

54. As edições reunidas no catálogo abrangiam a tradição editorial de Fra Giocondo, os comentários do estudioso e arquiteto francês Philander e a segunda edição da tradução de Jean Martin, demonstrando a diversidade das referências disponíveis.

55. O tratado arquitetônico de Alberti estava representado na biblioteca por uma edição latina publicada em Paris em 1523 e pela tradução francesa de Jean Martin, publicada em 1553.

56. A presença das versões latina e francesa de Alberti ampliava as possibilidades de consulta de sua teoria arquitetônica segundo os conhecimentos linguísticos dos leitores.

57. A reunião de Barbaro, Philander e Jean Martin oferecia acesso ao comentário vitruviano mais atualizado, a interpretações permeadas de hermetismo e cabala e a traduções francesas capazes de aproximar Vitrúvio e Alberti de leitores menos familiarizados com o latim, inclusive de ambientes poéticos ligados a Ronsard.

58. A ausência dos tratados de Serlio e Palladio no catálogo era parcialmente compensada pela reprodução de cenas de Serlio na tradução de Jean Martin e pela presença de obras de Martino Bassi e Silvio Belli sobre arquitetura, perspectiva e proporção, vinculadas a debates próximos de Palladio e ao ambiente da Academia Olímpica de Vicenza, sugerindo a continuidade do interesse de Dee pelas teorias italianas depois de 1570.

59. O interesse arquitetônico de Dee incidia sobre os aspectos matemáticos e simbólicos da proporção, sobre a correspondência entre o corpo humano e o edifício e sobre a unidade das artes e das ciências, exigindo que as ordens clássicas participassem da organização proporcional do conjunto.

60. Entre as obras decisivas para essa orientação encontrava-se a edição parisiense de 1545 de A harmonia do mundo, de Francesco Giorgi, registrada no catálogo de sua biblioteca.

61. A harmonia do mundo relaciona a música do macrocosmo à constituição harmoniosa do microcosmo, desenvolvendo sob influência de Pico della Mirandola e Reuchlin uma tradição que encontra expressão arquitetônica nas proporções e na imagem vitruviana do ser humano inscrito no quadrado e no círculo.

62. A biblioteca de Dee também continha a edição italiana de 1509 de Sobre a divina proporção, de Luca Pacioli, obra fundamental para a articulação entre matemática e teoria artística renascentista.

63. A defesa das disciplinas matemáticas por Pacioli, acompanhada de ilustrações de Leonardo e aplicada às artes militares, à construção, à astrologia e à arquitetura, aproxima o prefácio de Dee de uma das principais correntes renascentistas, na qual a proporção constitui o fundamento comum de desenvolvimentos artísticos, arquitetônicos e científicos.

64. A formação vitruviana de Dee pode ter sido favorecida por seus estudos em Lovaina, suas conferências em Paris e suas viagens posteriores à Flandres e à Itália, permanecendo em aberto a contribuição específica desses contatos para conhecimentos que dificilmente decorreriam apenas da leitura de livros.

65. A afinidade de Dee com Juan de Herrera e Filipe II manifesta-se no interesse por matemática, magia, astrologia, hermetismo, lulismo e técnicas mnemônicas, bem como na aplicação prática dos conhecimentos vitruvianos à fortificação, à mecânica, à hidráulica e à navegação, sendo reforçada pela presença da Mônada hieroglífica nas bibliotecas espanholas.

66. A aproximação entre Herrera e Dee reúne a promoção da matemática racional, o interesse pela matemática mística e a aplicação das ciências à construção de instrumentos e mecanismos, associadas a uma religiosidade profunda e ao cultivo do hermetismo e da cabala, embora um encontro entre ambos permaneça desconhecido.

67. As semelhanças entre Dee e Herrera permitem situá-los em uma fase do vitruvianismo renascentista na qual a intensificação das influências herméticas confere à arquitetura e às proporções humanas significados mágicos e cosmológicos, sem autorizar conclusões definitivas acerca de contatos diretos.

68. O domínio de Dee sobre a teoria vitruviana e sua influência na divulgação das artes matemáticas tornam plausível a busca de consequências arquitetônicas concretas em Londres, onde uma corrente intelectual dessa força dificilmente teria permanecido sem expressão construída.

69. A difusão em inglês das teorias matemáticas e arquitetônicas e a abertura da biblioteca de Dee dirigiam-se principalmente aos artesãos e às camadas médias interessados no aperfeiçoamento profissional, de modo que os efeitos de seu vitruvianismo devem ser procurados entre esses novos praticantes de técnicas e ciências, mais que na corte, nas mansões aristocráticas ou no clero estabelecido.

70. A construção do teatro de madeira de James Burbage em Shoreditch, em 1576, por um carpinteiro e ator pertencente ao público alcançado por Dee, inaugurou a tradição dos teatros públicos londrinos e permite levantar a hipótese de uma adaptação popular do teatro antigo, transmitida por Vitrúvio, Alberti e Barbaro, que posteriormente acolheria o drama shakespeariano.

71. A compreensão dessa possível origem dos teatros londrinos exige acompanhar os desdobramentos da influência vitruviana de Dee em Robert Fludd e Inigo Jones, estabelecendo os fundamentos necessários para reinterpretar a arquitetura teatral inglesa a partir de sua relação com a tradição matemática renascentista.

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