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Enevoamento
- A doutrina de Ruzbehan sobre a transmutação do amor e a natureza do “enevoamento”
- A referência à “sofrimento” mencionada por Rûzbehân ao seu discípulo, que não se alivia com “um bálsamo deste mundo”
- A transmutação do amor humano em amor divino como uma metamorfose da visão e acesso ao “tawhid” esotérico
- O “Livro do Enevoamento” como obra inspirada para explicar os Véus entre o Amado divino e os fiéis
- A citação do dito profético: “Enevoa-se meu coração; na verdade, peço perdão a Deus setenta vezes por dia”
- A interpretação do “enevoamento” como a prova pela qual Deus faz passar profetas e espiritualistas
- A caracterização da meditação de Rûzbehân como uma teosofia ou fenomenologia do Espírito
- A cosmogonia e a instauração primordial dos Espíritos-santos
- A tradição do Tesouro Oculto como símbolo da cosmogonia divina
- A primazia do Espírito primordial na cosmogonia de Rûzbehân em contraste com outras doutrinas
- A cena pré-eterna do Pacto divino: “Não sou eu o seu Senhor?” e a aclamação unânime dos Espíritos-santos
- A criação dos Véus como Prova para os Espíritos-santos e o sentido de sua descensão à condição terrestre
- A Prova do Véu como reveladora do tormento secreto de Deus em seu próprio ser
- O primeiro Véu: o estatuto ontológico dos Espíritos-santos
- A anterioridade eterna do não-ser como o primeiro Véu para a realidade sutil do Espírito
- O postulado comum aos filósofos avicenianos sobre a insuficiência ontológica dos seres
- A afirmação de Rûzbehân: “Não estou dizendo que o não-ser é algo, mas que essa eterna anterioridade de seu não-ser é, para essa realidade sutil que é o Espírito, o primeiro dos Véus.”
- A origem de todas as más interpretações sobre o verdadeiro Sujeito de todo ato de ser neste primeiro Véu
- A intuição extraordinária de Rûzbehân: o teofanismo e a contemplação primordial
- Cada átomo de ser diferenciado como um “olho” produzido por um teofanismo que manifesta um Atributo divino
- A contemplação de cada átomo de ser totalmente absorto na Luz que lhe dá origem
- A inveja divina que surge quando Deus tem uma Testemunha “fora” de si mesmo
- O desvio do “olho” do Espírito primordial para contemplar a si mesmo como o segundo Véu
- A citação: “Então ela contemplou a si mesma e se afastou da contemplação do Ser Original. E essa visão de si mesma por si mesma é para ela o segundo Véu”
- O segundo Véu e a gênese dos mundos pela inveja divina amorosa
- A origem do segundo Véu no primeiro, que é a própria condição criatural
- A noção capital do “Testemunho-de-contemplação”
- A Prova do autoconhecimento e sua saída vitoriosa na máxima: “Aquele que conhece a si mesmo conhece seu Senhor”
- A manifestação divina sob o Atributo da Beleza e a produção dos mundos invisíveis e do “Anthropos” celeste
- A produção do microcosmo humano e seus órgãos psicossomáticos como convites a desviar o olhar
- As estações e moradas espirituais como Véus interpostos durante a remontada
- O discernimento psicológico de Rûzbehân e a recensão de setenta Véus
- A inveja divina, o “tawhid” exotérico e a idolatria metafísica
- A inveja divina como causa do “enevoamento” do coração
- A limitação de ser alcançado apenas nas teofanias, que, para um olhar que se afirma outro, são outras que Ele
- A acusação de que o “tawhid” exotérico equivale à pior das idolatrias metafísicas
- A crítica aos teólogos oficiais que chamam essa consciência de monismo ou panteísmo
- A teofania como Véu e Prova, levando à “démence de l’inaccessible” de que fala Rûzbehân
- A superação da prova quando o véu se torna um espelho
- A conduta do Profeta como modelo: “Son regard n’a pas dévié ni outrepassé”
- O segredo da metamorfose: a transferência da atividade testemunhal
- A inversão de papéis quando a criatura se torna transparente
- Deus quem-se-regarda a si mesmo no e pelo olhar da criatura
- A compreensão da religião de amor em Rûzbehân como resposta à teofania na Beleza
- A inconsciência da maioria dos homens sobre a Prova do Véu e sua alienação
- A necessidade de considerar o coração da criação, centrado na profetologia
- A hierarquia mística e a função cosmológica dos iniciados
- A hierarquia mística de iniciados invisivelmente distribuídos na Terra e em outros mundos
- A consciência de Rûzbehân de ser um dos sete “Abdal” de sua época
- A afirmação teosófica de que o mundo terrestre subsiste por esses seres que triunfaram da Prova do Véu
- A função de salvação cósmica que transcende qualquer “papel social” reconhecido
- Os atos da criação como contemplações divinas e a teofania adâmica
- Os atos da criação como “olhares” ou contemplações divinas
- Cada átomo de ser individualizado como um “olho” pelo qual a Luz divina se contempla
- Adão como “o olho da totalidade reunida”, onde convergem todos os Olhares divinos
- A Criação como o próprio órgão da contemplação divina, sendo, portanto, uma teofania
- A reflexão da teofania de Enviado em Enviado, de profeta em profeta, de Amigo de Deus em Amigo de Deus
- Os trezentos e sessenta pontos de mira do Olhar divino entre os Terrestres
- A relação com o tema xiita do Imame e sua transposição no sufismo sunita
- O tema essencial do Imame como a Face pela qual Deus olha o homem e o homem olha Deus
- O deslize no sufismo sunita que faz desaparecer a pessoa do Imame, mas mantém seu lugar marcado
- A citação da “Queixa da Terra” e a promessa divina de criar um “Amigo tutelar” após cada profeta
- A homologação do ciclo da “walayat” ao ciclo da profecia e sua origem na ideia xiita do Imame
- A pessoa do Imame como a chave de abóbada da hierarquia mística
- A estrutura detalhada da hierarquia mística e seus fundamentos
- A hierarquia dos trezentos e sessenta, com corações conformes aos de figuras proféticas e angélicas
- O solitário com o coração conforme ao de Seraphiel como o polo místico do mundo
- O reconhecimento do posto místico do Imame oculto como “Selo da walayat maometana”
- A questão de uma “imamologia que não ousa dizer seu nome” no sufismo de Rûzbehân
- As consequências da transferência da prerrogativa do Imame para a profetologia
- A simbolização cósmica e os fundamentos dos trezentos e sessenta Nomes divinos
- A completação do número trezentos e sessenta com figuras como Cristo, Khezr, Elias e Edris=Enoque=Hermes
- A correspondência de cada uma das trezentos e sessenta pessoas com um dos Nomes divinos
- A ligação do número trezentos e sessenta com a divisão da Esfera celeste e a duração do nictêmero
- A citação do dito profético: “Todo dia e toda noite Deus tem trezentos e sessenta olhos”
- A interpretação de que Deus olha apenas para seus próprios “olhos”, e não para o mundo profano
- A intuição mística fundamental: a identidade do olhar de Deus e do homem
- A doutrina de que esses seres são os “olhos” pelos quais Deus contempla o mundo e se contempla nele
- A intuição fundamental que reaparece em místicos como Mestre Eckhart
- A fórmula de Mestre Eckhart: “o olhar pelo qual conheço Deus, é o mesmo olhar pelo qual Deus me conhece”
- O segredo das teofanias e a vitória sobre a Prova do Véu
- A função de salvação cósmica: o colapso do mundo se esse Olhar divino se fechasse
- A persistência da Prova do Véu em todos os graus espirituais
- A inacessibilidade permanente da Essência divina, acessível apenas nas teofanias
- A existência de um Véu para cada grau da hierarquia mística, para cada etapa no Caminho
- A análise penetrante de Rûzbehân: o Véu é desviar o olhar do que a teofania mostra
- A citação do imperativo: “Ó alma pacificada, retorne a teu Senhor”
- A advertência de Abû Yazîd Bastâmî de que até os carismas podem ser um Véu
- A opacidade do ser que para em seu não-ser, fazendo o mundo perder sua transparência
- A afirmação de que Deus nunca olhou para esse mundo sem transparência
- A relatividade do Véu: o que para um avançado é um véu, para um iniciante pode ser seu ponto extremo
- O caso do discípulo de Abû Torâb Najashî e os perigos da experiência mística
- O adolescente com capacidade extática e estado espiritual superior
- A pretensão do discípulo: “Vejo o Deus de Abu Yazid; não tenho nenhuma necessidade de Abu Yazid”
- A réplica do mestre: “Vês Deus com teu olho. Se visses Abu Zaid, verias Deus com o olho de Abu Yazid”
- O encontro com Abû Yazîd, o desmaio e a morte do jovem discípulo
- A explicação de Abû Yazîd: ““Pobre criança! não pudeste ver Deus!” e a referência a um segredo não suportado
- O ensinamento sobre o perigo de forçar outra forma ou nível de contemplação
- A suposição de uma transposição da ideia xiita do Imame como “Testemunha”
- O relato visionário de Sarî al-Saqatî e a Prova dos Véus nos Céus
- A transmissão do relato por Jonayd sobre a extase de seu mestre, Sarî al-Saqatî
- A ascensão de Sarî através dos Céus e dos Véus de luz
- O chamado divino por trás do Véu da Potência: “Ó Sarî, sabes como minha criação coexiste comigo?”
- A evocação da cena pré-eterna do Pacto e as sucessivas provas eliminatórias por décimos
- O diálogo dramático entre Deus e o último décimo dos fiéis perseverantes
- A pergunta divina: “Então, o que queres? O que buscas?”
- A resposta dos fiéis: “Queremos apenas Tu. Não buscamos nada além de Ti. És Tu nossa meta”
- A advertência divina sobre um tormento insuportável que Ele mesmo projetaria
- A aceitação incondicional dos fiéis: “Isto nos basta”
- A proclamação divina: “Sois Sinceros” e sua eleição como “vasos de meu Conhecimento, lugares de meu segredo”
- A declaração de intimidade: “Sou a vós e sois a mim. Comunico-vos meus segredos e me comuniqueis vossos segredos”
- A ordem a Sarî: “Faze conhecer isto que tens de mim mesmo”
- O comentário final de Jonayd sobre a veracidade de sua transmissão
- O comentário de Rûzbehân sobre o relato de Sarî e a natureza do “enevoamento”
- A citação da visão sublime para a meditação do contemplativo
- O objetivo de compreender os Véus e os Desvelamentos nas vias do conhecimento místico
- A referência ao “enevoamento” mesmo na estação do amor e da realização
- A afirmação de que nos corações dos Esoteristas há velamento e teofania
- A meta dos gnósticos: “a descoberta da visão da visão na contemplação do Misericordioso”
- A interpretação da Prova como um fogo de ardentes desejos na estação da separação
- A súplica de Sarî: “não me lance na miséria do Véu”
- A citação: “A impossibilidade de alcançar é pior que a morte”
- A vitória sobre a Prova: o olhar que não desvia e a “visão da visão”
- O retorno admirável no diálogo celestial como resultado do olhar que não desviou
- O segredo do fiel de amor: nem se desviar da beleza humana, nem se desviar para ela
- Manter o olhar direito, “sem desviar nem ultrapassar”
- O “enevoamento” como ver apenas o exotérico e provocar a inveja divina
- Ver o esotérico como ver o olhar de Deus que é a própria criatura
- Ser o “olho” desse olhar como a suprema realização, a “visão da visão”
- A realização do “tawhid” esotérico e a libertação de Deus de sua inveja
- A atitude do crente exotérico equiparada à do infiel que se apega ao visível
- A metáfora de Rûzbehân sobre a criança que tenta agarrar a Lua atrás da montanha de Qâf
- O lamento de Rûzbehân: “Contemplei a nova Lua da unidade, mas um ciúmes pré-eterno me impede de alcançá-la”
- A afirmação de ter escrito seu livro “sob o ditame de uma consciência ferida e um coração machucado”
- A oscilação experiencial de Rûzbehân entre a alegria visionária e o tormento do inacessível
- As oscilações desde a infância, com as primeiras “tocadas divinas”, até a morte
- O encanto e a alegria diante de rostos de beleza celeste
- A consciência do olhar puro como o próprio órgão da visão divina, a “visão da visão”
- A emergência ocasional do medo de uma infidelidade à “shari’a” e à constraints do “tawhid” exotérico
- A contradição entre o “tanzih” e o testemunho “Vi meu Deus sob a mais bela das formas”
- A resolução da contradição na experiência mística do amor humano como essência do amor divino
- A necessidade de conhecer os horizontes e figuras que povoam a transconsciência de Rûzbehân
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