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ESCATOLOGIA MUÇULMANA NA DIVINA COMÉDIA

Original: La escatología musulmana en la Divina comedia. Versão em inglês: Islam and the Divine comedy. Miguel Asín Palacios. Tr. Harold Sunderland. New York: E.P. Dutton & Co, 1926

Publicada pela primeira vez em 1919 se tornou a obra mais conhecida de Palacios, e talvez a mais controvertida.

DISCURSO DE D. MIGUEL ASÍN PALACIOS

I. A LENDA DA VIAGEM NOTURNA E ASCENSÃO DE MAOMÉ CONFRONTADA COM A DIVINA COMÉDIA.

  • I. A gênese da lenda.
    • 1. Seu germe alcorânico
    • 2. Evolução desse germe em três ciclos ou redações diversas.
  • II. Ciclo primeiro: Redações da Viagem Noturna ou Isrá.
    • 1. Caráter comum às duas redações deste ciclo.
    • 2. Redação A. Sua análise.
    • 3. Seu confronto com a Divina Comédia. Coincidência nas linhas gerais.
    • 4. Idem em pormenores descritivos.
    • 5. Redação B. Sua análise.
    • 6. Seu confronto com a Divina Comédia. Analogias gerais.
    • 7. Idem em pormenores descritivos.
  • III. Ciclo segundo: Redações da ascensão ou Mirach.
    • 1. Caráter comum às três redações deste ciclo.
    • 2. Data e autor de cada uma.
    • 3. Redação A. Sua análise.
    • 4. Seu confronto com a Divina Comédia. Coincidência com as linhas gerais da ascensão dantesca.
    • 5. Redação B. Primeiro esforço de fusão da viagem ao inferno com a ascensão celestial.
    • 6. Análise desta redação B.
    • 7. Seu confronto com a Divina Comédia.
    • 8. Coincidência com a arquitetura do inferno dantesco.
    • 9. Idem com as cenas dantescas em que os guardiões infernais fecham a passagem ao viajante.
    • 10. A cidade de Deus e o primeiro nível do inferno islâmico.
    • 11. Analogia de alguns suplícios infernais.
    • 12. Redação C. As visões paradisíacas, tema principal desta redação.
    • 13. Sua análise.
    • 14. Seu confronto com a Divina Comédia. Advertências preliminares.
    • 15. Coincidência genérica na pintura imaterial do paraíso, mediante os mesmos elementos luminosos e acústicos.
    • 16. Analogia no emprego dos mesmos tópicos: o da velocidade na ascensão; o da impossibilidade de descrever o visto; o da ofuscação do olhar.
    • 17. Identidade na concepção do ofício de guia para Gabriel e para Beatriz.
    • 18. O galo celestial, esboço da águia dantesca. Outras visões angélicas.
    • 19. A pequenez do cosmos, contemplada desde o cume do céu em ambas as ascensões.
    • 20. Identidade da apoteose final: Deus, foco de luz, rodeado de nove círculos angélicos, luminosos, que giram enquanto entoam cantos de glória. A visão beatífica e o êxtase.
  • IV. Ciclo terceiro: Redações fundidas do Isrá e do Mirach.
    • 1. Caráter e data da redação única deste ciclo.
    • 2. Sua análise.
    • 3. Seu confronto com a Divina Comédia. Observação preliminar.
    • 4. O elemento alegórico-moral nas visões dantescas e na lenda deste ciclo.
    • 5. A visão da mulher feia, símbolo da falsa felicidade mundana, no purgatório dantesco e na lenda islâmica.
    • 6. A tríplice ablução da alma no jardim de Abraão e no purgatório dantesco.
  • V. Comentários teológicos da lenda.
    • 1. A redação única do ciclo 3.º, tema de comentários teológicos. Origem e caráter geral destas obras.
    • 2. Episódios novos que oferecem e seu confronto com a Divina Comédia.
    • 3. O ifrit que persegue Maomé e o diabo que persegue Dante.
    • 4. A escala celestial na lenda islâmica e no paraíso dantesco.
    • 5. Analogia na riqueza de personagens episódicos e na complexidade da trama.
  • VI. Adaptações, principalmente alegórico-místicas, da lenda.
    • 1. Gênese e caráter destas obras.
    • 2. Ideia geral de algumas adaptações.
    • 3. A ascensão da alma ao sair do corpo.
    • 4. A ascensão do anjo da guarda com as boas obras de seu protegido.
    • 5. A ascensão real ou simbólica do místico.
    • 6. O livro da viagem noturna do murciano Abenarabi, e suas analogias com a Divina Comédia como obra alegórica.
    • 7. A ascensão alegórica do filósofo e do teólogo, obra do murciano Abenarabi. Sua análise.
    • 8. Seu confronto com a Divina Comédia: coincidência geral na interpretação da alegoria.
    • 9. Semelhanças concretas: na distribuição dos bem-aventurados pelas esferas, segundo critério astrológico-moral; no prurido didático dos autores; em seu estilo enigmático.
  • VII. Imitações literárias da lenda.
    • 1. Caráter geral destas obras.
    • 2. Tratado do perdão, de Abulala El Maarri. Seu duplo objetivo teológico e literário.
    • 3. Sua análise.
    • 4. Seu confronto com a Divina Comédia. Analogia geral no caráter realista.
    • 5. Coincidência no uso de idênticos recursos literários.
    • 6. Analogia de episódios concretos: o encontro das duas donzelas celestiais.
    • 7. O encontro do leão e do lobo no caminho do inferno.
    • 8. O encontro de Adão.
    • 9. O encontro da amada do poeta Imrulcáis.
    • 10. Coincidência na perfeição artística da obra literária.
  • VIII. Síntese de todos os confrontos parciais.
    • 1. Agrupamento sistemático das analogias advertidas entre a Divina Comédia e as várias redações, adaptações e imitações da lenda islâmica.
    • 2. Analogias no inferno.
    • 3. Analogias no purgatório.
    • 4. Analogias no paraíso.
    • 5. Analogias no sentido alegórico.
    • 6. Outras analogias secundárias.
    • 7. Conclusões provisórias.
    • 8. Influências extra-islâmicas na lenda maometana.

II. A DIVINA COMÉDIA CONFRONTADA COM OUTRAS LENDAS MUÇULMANAS DE ALÉM-TÚMULO.

  • I. Introdução.
    • 1. Necessidade deste novo confronto.
    • 2. Sua divisão em cinco partes: limbo, inferno, purgatório, paraíso terrestre e céu.
    • 3. Paralelo prévio entre as escatologias cristã e islâmica.
  • II. O limbo muçulmano na “Divina Comédia”.
    • 1. Nome, localização, habitantes e suplício do limbo dantesco.
    • 2. Os elementos desta concepção, sem precedentes cristãos, derivam da escatologia muçulmana?
    • 3. Nome, localização, habitantes e suplício do limbo islâmico. Sua identidade com o dantesco.
  • III. O inferno muçulmano na “Divina Comédia”.
    • 1. Suposta originalidade da arquitetura do inferno dantesco.
    • 2. O inferno islâmico, segundo o Alcorão e os hadices, coincide em sua topografia geral com o dantesco.
    • 3. O inferno islâmico, segundo a descrição e as plantas do murciano Abenarabi, coincide em sua arquitetura com a descrição dantesca e com as plantas traçadas pelos dantistas.
  • IV. O inferno muçulmano na “Divina Comédia” (continuação).
    • 1. Origem islâmica de episódios concretos: a marcha em direção sinistra.
    • 2. O suplício dos adúlteros.
    • 3. A cidade de Dite.
    • 4. A chuva de fogo e o encontro de Bruneto Latini.
    • 5. Os três primeiros vales de Malebolge.
    • 6. O suplício dos adivinhos no quarto vale.
    • 7. O suplício dos hipócritas.
    • 8. O suplício dos ladrões.
    • 9. O suplício dos cismáticos.
    • 10. O último vale de Malebolge.
  • V. O inferno muçulmano na “Divina Comédia” (conclusão).
    • 1. Os gigantes do inferno dantesco.
    • 2. O suplício do gelo.
    • 3. A pintura dantesca de Lúcifer e sua suposta originalidade.
    • 4. Seus precedentes islâmicos.
  • VI. O purgatório muçulmano na “Divina Comédia”.
    • 1. Concepção dantesca do purgatório.
    • 2. Sua suposta originalidade.
    • 3. Seus precedentes islâmicos na topografia, segundo os hadices.
    • 4. Idem, segundo a concepção do murciano Abenarabi.
    • 5. Os suplícios do antepurgatório.
    • 6. Idem do purgatório propriamente dito.
  • VII. O paraíso terrestre do Islã na “Divina Comédia”.
    • 1. O episódio dantesco do paraíso terrestre e a suposta originalidade de sua topografia.
    • 2. Localização do paraíso terrestre, segundo o Islã, numa montanha altíssima em meio ao oceano.
    • 3. O jardim paradisíaco situado entre o purgatório e o céu, segundo as lendas islâmicas.
    • 4. Confronto do episódio dantesco do paraíso terrestre com a lenda de Xáquir Benmóslem de Orihuela.
    • 5. Origens islâmicas da cena do encontro de Dante e Beatriz.
    • 6. Análise das principais lendas muçulmanas do mesmo tema e seu confronto com o episódio dantesco.
    • 7. Resumo dos confrontos parciais.
  • VIII. O paraíso celestial islâmico na “Divina Comédia”.
    • 1. O sensualismo do paraíso alcorânico, interpretado espiritualmente pelos hadices.
    • 2. Concepção idealista dos deleites paradisíacos, segundo Algazel, Averróis e Abenarabi.
    • 3. Possibilidade de um confronto entre o paraíso muçulmano e o dantesco.
    • 4. A topografia geral do paraíso dantesco e seus precedentes islâmicos.
    • 5. A sede efetiva dos eleitos e sua vida gloriosa, segundo a concepção dantesca.
    • 6. Precedentes desta concepção no Islã.
  • IX. O paraíso celestial do Islã na “Divina Comédia” (conclusão).
    • 1. A arquitetura do paraíso, segundo o murciano Abenarabi.
    • 2. Coincidência da planta geométrica do paraíso, desenhada por este, com a planta que os dantistas traçam da rosa mística de Dante.
    • 3. Coincidência entre Dante e Abenarabi nos símiles que aplicam ao paraíso.
    • 4. Idem na estrutura moral do paraíso.
    • 5. Descrição da vida gloriosa, segundo Abenarabi.
    • 6. Análise de suas ideias cardeais, idênticas às dantescas: 1.ª A visão beatífica da divina luz.
    • 7. 2.ª A diversidade de graus na visão. 3.ª O brilho exterior dos bem-aventurados. 4.ª O deleite extático. 5.ª A falta de inveja.
    • 8. O esquema dantesco da Trindade divina, comparado com outros esquemas análogos de Abenarabi.
  • X. Síntese de todos os confrontos parciais.
    • 1. Conclusões gerais sobre as analogias resultantes.
    • 2. Analogias na arquitetura de além-túmulo, entre as plantas de Abenarabi e as dantescas.
    • 3. Analogias na decoração topográfica.
    • 4. Analogias na simetria da concepção.
    • 5. Analogias nos episódios e cenas.
    • 6. Conclusão total das duas primeiras partes de nosso estudo: a literatura islâmica explica por si só mais enigmas dantescos do que todas as literaturas juntas.
    • 7. Transição para a terceira parte.

III. ELEMENTOS MUÇULMANOS EM LENDAS CRISTÃS PRECURSORAS DA DIVINA COMÉDIA

  • I. Introdução.
    • 1. Influência difusa exercida por ditas lendas na gênese do poema dantesco.
    • 2. São essas lendas fruto espontâneo da fantasia popular ou derivam de outras literaturas?
    • 3. Sintoma geral de suas origens islâmicas.
    • 4. Advertência prévia sobre a documentação e método desta parte de nosso estudo.
  • II. Lendas de visões infernais.
    • 1. A lenda dos três monges do oriente, ou de São Macário.
    • 2. Seus elementos muçulmanos na topografia e suplícios infernais.
    • 3. Origem islâmica do episódio das almas-pássaros.
    • 4. A lenda da visão de São Paulo.
    • 5. Episódios de origem islâmica: suplícios análogos aos da viagem noturna de Maomé; o sirat ou ponte alcorânica; a roda ígnea.
    • 6. O desfecho da visão paulina, o repouso dos réprobos e as lendas islâmicas análogas.
  • III. Lendas de visões infernais (continuação).
    • 1. A lenda de Tundal.
    • 2. Episódios de origem islâmica: o inferno, personificado numa besta monstruosa; o aaraf ou limbo muçulmano; o castigo do sepulcro.
    • 3. O diabo das cem mãos.
    • 4. O céu mostrado aos réprobos ut magis doleant.
    • 5. O pecador atormentado pela vaca que roubou.
    • 6. A lenda do purgatório de São Patrício.
    • 7. Seus traços islâmicos, comuns a outras lendas já conhecidas.
  • IV. Lendas de visões infernais (conclusão).
    • 1. A visão de Alberico: episódios de origem islâmica já estudados.
    • 2. O Solar Liod: sua topografia infernal e outros traços islâmicos.
    • 3. A visão de Turcill: o suplício muçulmano do ladrão, obrigado a engolir o que roubou.
    • 4. A visão do abade Joaquim: o trânsito do sirat.
    • 5. A visão do cantor de Régio Emília.
    • 6. Origem islâmica de sua topografia infernal.
  • V. Lendas da ponderação das almas.
    • 1. Tema comum a todo este ciclo lendário.
    • 2. O mito egípcio-persa da psicostasia no Islã e seu influxo nas lendas cristãs deste ciclo.
    • 3. A iconografia de São Miguel com a balança, como comprovação deste influxo.
    • 4. Digressão sobre outros casos de influência islâmica na iconografia cristã do juízo final: a intercessão dos santos; a nudez dos réus.
  • VI. Lendas paradisíacas.
    • 1. Caráter antropomórfico das lendas deste ciclo e sua semelhança geral com outras islâmicas.
    • 2. Episódios particulares de linhagem muçulmana: a visão de Adão na lenda de Turcill.
    • 3. Precursores islâmicos das lendas cristãs que descrevem o paraíso como uma festa cortesã ou como uma função religiosa.
  • VII. Lendas de viagens marítimas.
    • 1. Caracteres comuns a todas as lendas deste ciclo e sua classificação em três grupos.
    • 2. Preexistência de um ciclo lendário de idênticos caracteres na literatura muçulmana.
    • 3. Hipótese do influxo do ciclo muçulmano sobre o cristão.
    • 4. Episódios islâmicos na Navegação de São Brandão; a mesa disposta; a ilha peixe; os pássaros angélicos; a ilha dos monges; as vides monstruosas; a coluna cristalina; o suplício de Judas; o eremita marítimo; a ilha paradisíaca.
    • 5. Conclusão sobre o caráter oriental desta lenda.
    • 6. Elementos islâmicos de outras navegações cristãs.
  • VIII. Lendas de dormentes.
    • 1. Caracteres comuns às lendas deste ciclo, e análise sumária das principais.
    • 2. Preexistência de dois grupos lendários, de iguais caracteres, na literatura muçulmana.
    • 3. Análise das três lendas do primeiro grupo.
    • 4. Análise das do segundo grupo.
    • 5. Sua analogia com as lendas cristãs medievais pode ser atribuída a influxo daquelas sobre estas.
  • IX. Lendas do repouso dos réprobos.
    • 1. Tema essencial a estas lendas: seu caráter extra-católico.
    • 2. Análise da mais típica lenda deste ciclo.
    • 3. Origem islâmica de seus principais elementos: o repouso no suplício das almas, encarnadas em pássaros negros.
    • 4. Outras lendas cristãs análogas: a mitigação da pena expiatória, por restituição de dívidas. Seus precedentes islâmicos.
    • 5. Outras lendas cristãs análogas: a mitigação da pena infernal, mediante sufrágios. Seus precedentes islâmicos.
  • X. Lendas do debate entre anjos e demônios pela posse da alma.
    • 1. Tópicos das lendas deste ciclo.
    • 2. Caráter extra-cristão de alguns destes tópicos.
    • 3. Lendas islâmicas em que aparecem: A) e B) a disputa dos anjos e dos demônios; C) o contraste dos dois livros, das ações boas e más; D) a intervenção das virtudes e vícios, personificados como testemunhas; E) a acusação dos membros do réu; F) a alma conduzida à sua morada por anjos ou demônios.
    • 4. Síntese de todos os confrontos desta terceira parte e conclusão que deles flui: a literatura islâmica explica a gênese de muitas lendas cristãs escatológicas, precursoras da Divina Comédia.
    • 5. Transição para a quarta parte.

IV. PROBABILIDADE DA TRANSMISSÃO DOS MODELOS ISLÂMICOS À EUROPA CRISTÃ EM GERAL E A DANTE EM PARTICULAR.

  • I. Introdução.
    • 1. Tríplice questão implicada em todo problema de imitação literária: a semelhança entre o modelo e a cópia; a anterioridade daquele respecto a esta; a comunicação.
    • 2. Valor decisivo da semelhança nas representações fantásticas de além-túmulo.
    • 3. Colocam-se as três questões que a comunicação envolve.
  • II. Comunicação entre o Islã e a Europa cristã durante a Idade Média.
    • 1. O comércio; as peregrinações à Terra Santa; as cruzadas; as missões.
    • 2. As expedições dos normandos e a conquista da Sicília. Intensa islamização da corte siciliana sob a dinastia normanda.
    • 3. A comunicação pela Espanha: os moçárabes; os eslavos; os judeus; outros instrumentos de contato.
    • 4. Os mudéjares e a corte de Toledo: a escola de tradutores do Arcebispo Raimundo.
    • 5. A corte de Afonso, o Sábio, e as escolas interconfessionais de Múrcia e Sevilha.
  • III. Transmissão das lendas escatológicas do Islã à Europa cristã e a Dante.
    • 1. Probabilidade de sua transmissão por qualquer um dos canais enumerados.
    • 2. Idem pela Espanha muçulmana.
    • 3. Erudição dos escritores moçárabes acerca das lendas islâmicas.
    • 4. Provável existência da lenda do mirach na Summa de Roberto de Retines.
    • 5. A lenda do mirach na Historia Arabum do Arcebispo Dom Rodrigo, e na Estoria d'Espanna de Afonso, o Sábio.
    • 6. A lenda do mirach e outras lendas escatológicas na Impugnación de la secta de Mahoma de São Pedro Pascual.
    • 7. Provável transmissão da lenda até Itália por este canal.
    • 8. Erudição arábica de Bruneto Latini, mestre de Dante.
    • 9. Como pôde conhecer a lenda do mirach, durante sua embaixada à corte de Afonso, o Sábio, e transmiti-la a seu discípulo.
  • IV. A afeição de Dante pela cultura arábica comprova a hipótese da imitação.
    • 1. Necessidade deste último contraste.
    • 2. Dante, pela insaciável e universal curiosidade de seu espírito, não podia ser refratário à cultura arábica.
    • 3. Indícios de sua simpatia pelas línguas semíticas.
    • 4. Indícios de sua erudição na história do Islã: o suplício dantesco de Maomé e Ali.
    • 5. Indícios de simpatia pela cultura islâmica: Dante aproveita as ideias dos astrônomos árabes e isenta do inferno Saladino, Avicena e Averróis.
    • 6. Siger de Brabante, patriarca do averroísmo latino, no paraíso dantesco.
    • 7. Explicação deste enigma, segundo Bruno Nardi: a filosofia dantesca é avicenista-averroísta, melhor que tomista.
  • V. As estreitas analogias entre Dante e o místico murciano Abenarabi comprovam igualmente a hipótese da imitação.
    • 1. Planteio provisório desta exploração.
    • 2. Paralelo geral entre as imagens iluministas de ambos os pensadores.
    • 3. Idem entre seus recursos literários de caráter alegórico: cabala alfabética e numérica; astrologia judiciária; personificação de ideias abstratas; oneirocrítica.
    • 4. Paralelo particular da visão dantesca do Amor (Vita Nuova, XII) e de análogas visões de Abenarabi.
    • 5. Semelhanças concretas do Cancioneiro dantesco e seu comentário alegórico, Il Convito, com o cancioneiro de Abenarabi, O intérprete dos amores, e seu comentário alegórico, Os tesouros dos amantes.
    • 6. A poesia do dolce stil nuovo e a hipótese de Vossler acerca de sua origem.
    • 7. Precedentes deste gênero de poesia erótica no Islã: o amor romântico da mulher na literatura profana; O colar da pomba ou Livro do amor do cordobês Abenházam.
    • 8. O amor místico da mulher na literatura dos sufis: a mulher como anjo e como símbolo da sabedoria divina; análise dos fenômenos eróticos e sua interpretação alegórica, no Fotuhat de Abenarabi.
    • 9. Epílogo: a escatologia do Islã e as concepções de Abenarabi como chave dos enigmas dantescos e reflexo remoto do espiritualismo cristão.

APÊNDICE. TEXTOS DA LENDA DA ASCENSÃO DE MAOMÉ.

  • Ciclo 1.º Redação A.
  • Ciclo 1.º Redação B.
  • Ciclo 2.º Redação A.
  • Ciclo 2.º Redação B.
  • Ciclo 2.º Redação C.
  • Ciclo 3.º Redação única.

CONTESTAÇÃO DE D. JULIÁN RIBERA TARRAGÓ

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