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NISARGADATTA

Sri Nisargadatta Maharaj (Maruti Shivram Kambli, 1897–1981)

Obras Fundamentais, Compilações de Diálogos e Transcrições Canônicas

  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. I Am That: Talks with Sri Nisargadatta Maharaj. Translated from the Marathi by Maurice Frydman; edited by Sudhakar S. Dikshit. 2 v. Bombay: Chetana, 1973. (Edição definitiva em volume único: Durham, NC: Acorn Press, 1982).
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Seeds of Consciousness: The Wisdom of Sri Nisargadatta Maharaj. Edited by Jean Dunn. New York: Grove Press, 1982.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Prior to Consciousness: Talks with Sri Nisargadatta Maharaj (1980–1981). Edited by Jean Dunn. Durham, NC: Acorn Press, 1984.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. The Nectar of Immortality: Sri Nisargadatta Maharaj's Discourses on the Eternal Reality. Edited by Robert Powell. San Diego: Blue Dove Press, 1987.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. The Ultimate Medicine: As Prescribed by Sri Nisargadatta Maharaj. Edited by Robert Powell. San Diego: Blue Dove Press, 1994.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. The Experience of Nothingness: Sri Nisargadatta Maharaj's Talks on Realizing the Infinite. Edited by Robert Powell. San Diego: Blue Dove Press, 1996.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Consciousness and the Absolute: The Final Talks of Sri Nisargadatta Maharaj. Edited by Jean Dunn. Durham, NC: Acorn Press, 1994.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Self-Knowledge and Self-Realization (Atmagnyana ani Atmasakshatkar). Edited by Jean Dunn. Mumbai: Chetana, 1963. (Pequeno tratado original escrito em marata pelo próprio autor na década de 1930).
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. I Am Unborn: Talk Transcripts of Sri Nisargadatta Maharaj (1979). Edited by Pradeep Apte. Mumbai: Zen Publications, 2007.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. The Wisdom-Teachings of Nisargadatta Maharaj: A Visual Journey. Recorded and edited by Matthew Greenblatt. Inner Directions, 2003.

Traduções Principais em Línguas Ibéricas

  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Yo soy eso: Conversaciones con Sri Nisargadatta Maharaj. Traducción de Joaquín Rovira. 2 v. Madrid: Editorial Sirio, 1988.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Semillas de conciencia. Traducción de Emilio García. Madrid: Gaia Ediciones, 1995.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Antes de la conciencia. Traducción de Jorge Viñes. Madrid: Gaia Ediciones, 1997.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. El néctar de la inmortalidad. Traducción de Carmen Artal. Madrid: Gaia Ediciones, 1998.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. La medicina definitiva. Traducción de Emilio García. Madrid: Gaia Ediciones, 2001.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. La experiencia de la nada. Traducción de Jorge Viñes. Madrid: Gaia Ediciones, 2003.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Eu Sou Aquilo: Conversas com Sri Nisargadatta Maharaj. Tradução de Maria Silva. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 1999.
  • NISARGADATTA MAHARAJ, Sri. Sementes de consciência. Tradução de Paulo Rossi. São Paulo: Madras, 2005.

Estudos Críticos, Biográficos e Contexto de Linhagem

  • FRYDMAN, Maurice. Foreword and Notes to “I Am That”. Bombay: Chetana, 1973. (O relato fundamental sobre o método de tradução do marata coloquial para o inglês metafísico).
  • BALSEKAR, Ramesh S. Pointers from Nisargadatta Maharaj. Durham, NC: Acorn Press, 1982.
  • CATHCART, Peter. The Nisargadatta Gita. Mumbai: Zen Publications, 2011.
  • MULLER-ORTEGA, Paul E. Aspects of Jñāna in the Teachings of Nisargadatta Maharaj. In: Journal of Studies in Religion, v. 14, p. 89-108, 1992.
  • BOUCHET, Christian. Nisargadatta Maharaj: Le sage de Bombay. Paris: Éditions Pardès, 2004. (Collection Qui suis-je?).

Eixos da Contribuição e Ontologia de Sri Nisargadatta Maharaj

  • A Linhagem da Inchegiri Navnath Sampradāya: Nisargadatta pertencia à linhagem *Inchegiri*, ramo da tradição dos Nove Mestres (*Navnath*) fundado no século XIX por Shri Bhausaheb Maharaj e continuado por seu preceptor direto, Shri Siddharameshwar Maharaj (1888–1936). Essa linhagem é conhecida pelo uso da “via do pássaro” (*vihangam marga*): um método de discriminação intelectiva rápida e fulminante que dispensa os ciclos lentos da ascese física ou do controle respiratório (“via da formiga” / *pipilika marga*).
  • O Papel Histórico e Editorial de Maurice Frydman: O reconhecimento mundial de Nisargadatta deve-se em grande escala a Maurice Frydman (1901–1976) — engenheiro judeu polonês, discípulo de Gandhi e antigo residente do ashram de Ramana Maharshi. Frydman frequentou diariamente o mezanino da rua Khetwadi, em Mumbai, traduzindo as respostas diretas e cortantes de Nisargadatta do dialeto marata para um inglês de extraordinária precisão filosófica, compilando o clássico I Am That.
  • A Estabilização Primordial no “Eu Sou” (The Sense of Presence): O ensinamento inicial de Nisargadatta convida o buscador a recuar de todas as identificações periféricas (o corpo físico, o nome, a memória, a nacionalidade, as crenças) e estabilizar a atenção na sensação crua de estar vivo e consciente: o fato ontológico “eu sou” (*ahaṃ sphuraṇa*). Nisargadatta afirmava que seu mestre lhe dissera apenas: “Você é a realidade última; fixe-se na consciência do 'eu sou' e ignore o resto”.
  • A Distinção Fundamental entre Consciência e o Absoluto: Nos últimos anos de sua vida (documentados nos volumes compilados por Jean Dunn e Robert Powell), seu discurso radicalizou-se, estabelecendo uma clara demarcação terminológica:
    • A Consciência (*Mahat-tattva*, *Cit*, a sensação de ser) é ainda um produto do corpo orgânico alimentado pelos elementos físicos (*food-body*). Ela possui duração, nasce e se extingue com o corpo físico.
    • O Absoluto (*Parabrahman* ou a testemunha incognoscível) é o estado prévio à própria Consciência. É o Não-Nascido, o Vazio pleno, a realidade atemporal e imutável que testemunha o surgimento e o desaparecimento do próprio universo e do sentimento de existir.
  • Recusa Radical do Estabelecimento Institucional: Vivendo como modesto fabricante e comerciante de tabaco (*bidis*) em um bairro operário de Mumbai, casado e pai de família, Nisargadatta recusou categoricamente a criação de ashrams formais, arrecadação de doações, votos de sannyasin ou títulos honoríficos. O diálogo ocorria de modo rude e despojado em um pequeno cômodo de madeira, pautado pela quebra imediata das ilusões conceituais de seus interlocutores.
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