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Aubéron e Huon
LECOUTEUX, Claude. Les nains et les elfes au Moyen Age. Paris: Imago, 1988.
- Aubéron faz sua primeira aparição em Huon de Bordeaux, romance escrito entre 1220 e 1260, e sua figura literária resulta da confluência de múltiplas influências que, em certa medida, adulteraram o personagem original; o Roman d'Aubéron, escrito entre 1260 e 1311 como prólogo ao romance, fornece a genealogia do pequeno príncipe das fadas sem acrescentar informações pertinentes sobre sua natureza arcaica.
- Aubéron é uma criação literária construída a partir de fragmentos tomados de empréstimo de quase toda parte
- O prólogo amplifica certos elementos, apaga outros e embaralha ainda mais as trilhas da tradição
- A intriga de Huon de Bordeaux articula uma missão épica impossível imposta por Carlos Magno ao cavaleiro Huon, filho dos senhores de Bordeaux, após uma série de traições e julgamentos que culminam no assassinato involuntário de Charlot, filho do imperador.
- Amauri é o traidor da história — induz Charlot a preparar uma emboscada contra Huon e seu irmão Gérard numa floresta próxima a Paris
- Huon mata Charlot em combate honesto e é condenado a realizar tarefas impossíveis: viajar à Babilônia — na verdade o Cairo — apresentar-se ao emir Gaudisse durante o jantar, degolar o primeiro conselheiro que vir, beijar três vezes Esclarmonde, filha do rei pagão, e trazer de volta reféns, presentes, o bigode e quatro molares de Gaudisse
- Huon recebe absolvição de seu primo o papa e embarca de Brindisi em direção à Terra Santa
- A jornada de Huon atravessa terras fabulsosas — a Femênia, onde o sol nunca brilha e os cães não ladram; a terra dos Comanos, povo histórico exterminado pelos mongóis em 1238—1239, cujos habitantes são mais peludos que javalis e se escondem em suas próprias orelhas; e a Terra da Fé, paraíso de abundância comunitária onde ninguém morre e nenhum homem mente.
- Os Panoteens de Plínio, o Velho — chamados Otifal no Romance de Alexandre — são os Homens-Orelha: os Otolicnianos têm orelhas do tamanho de cestos; os Enotocóitios dormem sobre uma orelha e se cobrem com a outra
- Ctésias de Cnido e Megastenes também descreveram essas criaturas
- A Terra da Fé é tomada de empréstimo da Carta do Preste João, endereçada ao imperador Manuel Comneno por um rei asiático mítico: “Não há pobres em nossa terra, nem furto, nem crime hediondo, nem avareza; nossos súditos têm abundância de tudo. Ninguém mente nem pode mentir; se isso acontece, o mentiroso perece imediatamente”
- Os panos incombustíveis da Terra da Fé eram identificados na Idade Média como peles de salamandra — os bestiários ensinavam que a salamandra moldava seu pelo em brasa para criar um tecido que abandonava após purificá-lo nas chamas
- O eremita Gériaume revela a Huon a existência de Aubéron — rei dos anões e grande mago que governa a floresta que separa os viajantes de Babilônia — e o adverte de que responder ao chamado do ser equivale a cair em seu poder, segundo superstição medieval amplamente difundida.
- O texto descreve Aubéron: “Nesta floresta há um anão que não mede mais de três pés de altura, mas cuja beleza eclipsa a do sol de verão. Seu nome é Aubéron. Uma vez entrados neste bosque, ninguém pode escapar dele…”
- Aubéron possui três grandes poderes: pronuncia o nome de Deus majestoso de tal forma que ninguém pode ficar indiferente; pode desencadear vento e tempestade e partir as árvores; e pode fazer surgir um rio tão largo que um grande barco poderia navegar por ele — mas tudo não passa de ilusão
- Aubéron revela sua própria genealogia e os dons que as fadas lhe conferiram ao nascimento — numa narrativa que mescla César, Morgana e um destino de santidade final ao lado de Deus.
- “Júlio César é meu pai e me criou com ternura, e a Fada Morgue, de tão grande beleza, é minha mãe…”
- Uma fada mal-humorada lançou sobre ele o dom de permanecer anão e corcunda — Aubéron parou de crescer aos três anos; outra fada compensou concedendo-lhe ser o homem mais belo depois do Senhor
- A segunda fada lhe concedeu conhecer os pensamentos e sentimentos de todos os seres, bem como seus pecados mais secretos
- A terceira fada concedeu-lhe a capacidade de estar instantaneamente em qualquer lugar da terra que desejar, acompanhado de quantos homens precisar
- A quarta fada concedeu-lhe o dom de atrair para si todos os pássaros, bestas e javalis com um simples gesto da mão, além do conhecimento de todos os segredos do paraíso e da capacidade de ouvir os anjos cantando no céu — e a certeza de que ao fim, quando desejar morrer, seu trono estará ao lado de Deus
- Aubéron funciona como verdadeiro deus ex machina na narrativa — oferece hospitalidade, um hanap mágico, sua amizade e auxílio a Huon sob a condição de que o cavaleiro permaneça virtuoso, e ao final lega-lhe seu reino antes de desaparecer.
- Aubéron auxilia Huon a libertar os cristãos aprisionados em Tormont
- O sprite Malabron, vassalo de Aubéron condenado a ser espírito do mar por trinta anos, transporta Huon através do Mar Vermelho
- Huon entra no palácio de Gaudisse, beija Esclarmonde, é aprisionado e condenado à morte em um ano — mas Esclarmonde promete converter-se e facilita sua resistência
- Huon rompe a promessa feita a Aubéron de não compartilhar o leito de Esclarmonde antes de casar-se com ela em Roma — uma tempestade destrói seu navio e ele perde Esclarmonde, capturada por piratas
Os Objetos Mágicos
- A cadeira de Aubéron é um trono de pés de ouro puro entalhado com o arco do deus do Amor, fabricado pelas fadas numa ilha — provavelmente Avalon — e que passou por Alexandre, o Grande, e Júlio César antes de chegar ao pequeno rei das fadas; suas virtudes são a imunidade ao fogo e a proteção contra venenos.
- A ilha das fadas remete a Avalon — a Ilha das Maçãs da Vita Merlini, para onde o Artur mortalmente ferido foi levado; de lá partem as fadas em busca dos eleitos numa barca de vidro
- Alexandre, o Grande, é considerado o espelho de toda cavalaria desde que Leão de Nápoles traduziu sua vida lendária para o latim no século X; no início do século XIII, César tornara-se o modelo do rei cavaleiro
- O arco do Amor é provavelmente uma reminiscência ovidiana — os séculos XI e XII foram chamados de Época Ovidiana — aetas Ovidiana
- A virtude de detectar e neutralizar venenos é geralmente atribuída a pedras preciosas nos lapidários medievais — Damigeron no século IX e Arnoldus Saxo por volta de 1220 atribuem essa proteção à pedra aetite; Bartolomeu Anglicus, Tomás de Cantimpré e Vicente de Beauvais no século XIII atribuem o mesmo poder ao diamante, ao jacinto e à draconite
- O motif do assento perigoso — o Siege Perilous arturiano, em que só o eleito pode sentar — é provavelmente incorporado aqui pelo autor
- O arco de Aubéron, que jamais erra o alvo, não pertence à tradição cortês nem épica, mas remete a tradições mitológicas célticas e germânicas, e representa um motivo vestigial que conecta o personagem a suas origens — assim como a cota de malha, objeto que atesta a ligação de Aubéron com a raça dos ferreiros anões germânicos.
- Marguerite Rossi compara o arco ao de Tristão, chamado “Infalível” — mas esse tipo de arma não pertence originalmente ao romance ou à epopeia
- O arco se compara à lança mágica Gae Bolga do deus celta Lugh — que pega fogo, sempre acerta o alvo e retorna à mão de quem a lançou — e ao martelo do deus germânico Thor, que também nunca erra e volta como um bumerangue
- Os motivos cegos — aqueles que não desempenham papel ulterior na narrativa — são vestígios de versões mais antigas cujo sentido se perdeu; uma lei das adaptações enuncia: “Adicionar frequentemente, subtrair raramente”
- Em toda a área germânica medieval, os anões são primariamente ferreiros — no Eckenlied (ca. 1250) eles forjam a espada do rei Duodlieb; no romance arturiano Garel do século XIII, o poeta Der Pleier apresenta Albewin, rei dos anões, que oferece ao cavaleiro Garel um anel que confere a força de doze homens, uma espada e uma armadura forjada por ele mesmo
- Walberan, soberano dos anões das montanhas armênias, possui uma cota de malha de ouro árabe temperada em sangue de salamandra
- Nas crenças folclóricas do início da Idade Média, dizia-se que esses seres disparavam suas flechas contra homens e bestas, causando doenças e epizootias
- A cota de malha roubada por Orgueilleux a Aubéron submete seu portador a uma prova de virtude — apenas um homem puro e sem pecado mortal, cuja mãe jamais desejou outro homem que não seu esposo, pode vesti-la — e revela uma contradição narrativa que aponta para um motivo truncado no texto.
- Orgueilleux é um gigante — e na literatura cortês e germânica, os gigantes são sinônimos de soberba, o pecado mais grave, e de desmedida; que ele tenha podido vestir a cota contradiz as condições enunciadas, o que pode indicar descuido do autor ou intervenção de um clérigo para cristianizar um elemento pagão
- Huon, Aubéron e Orgueilleux são de alturas completamente diferentes — anão, homem e gigante — o que torna impossível que a mesma peça de roupa sirva aos três, a menos que ela se ajuste ao tamanho do usuário; mas o texto silencia sobre esse ponto
- A cota torna Huon invulnerável diante da serpente que guarda a fonte do jardim do emir Gaudisse — cujas águas vêm do rio do Éden e restituem a virgindade às mulheres
- Antes de enfrentar Roldão, Oliveiro recebeu do judeu Joaquim uma cota que nenhuma espada podia traspassar; o fragmento germânico Abor und das Meerweib apresenta uma camisa de poderes semelhantes
- Dimitri Scheludko propôs — sem provas conclusivas — que a cota que não arde nem se dissolve na água seria um eco da lenda da túnica inconsútil de Cristo, difundida no início do século XIII graças à sua localização na Catedral de Trier
- O hanap de Aubéron — recipiente inesgotável que se enche por um gesto circular e o sinal de Deus, e que recusa o vinho a quem não for virtuoso — é reconhecível como forma secularizada da cornucópia da Antiguidade clássica e como expressão de um tema presente em todo o domínio indo-europeu, com raízes célticas particularmente identificáveis.
- “Huon, olhe este hanap; está completamente vazio, não está? […] Você vê este precioso hanap de ouro; está absolutamente vazio, mas voltará a se encher.” — Aubéron faz três círculos com a mão direita e o sinal de Deus; o hanap enche-se imediatamente de vinho e néctar
- O hanap recusa a bebida ao pecador: “No momento em que um homem mau pousar a mão sobre ele, o poder do hanap fugirá imediatamente”
- Os mais antigos testemunhos desse tipo de objeto foram reunidos entre os ossetas da região do Cáucaso, nas grandes coleções épicas conhecidas como Sagas dos Nart
- Entre os treze tesouros da Ilha da Bretanha figuram uma cesta de alimentos inesgotável, um caldeirão que se reabastece continuamente e um chifre que nunca se esvazia e é capaz de testar a coragem dos homens e a fidelidade das mulheres
- Objetos similares aparecem no conto mitológico irlandês sobre a missão imposta pelo deus Lugh aos três filhos de Tuirenn e no conto galês medieval Culhwch ac Olwen
- O cesto de Gwyddneu Garanhir alimenta o mundo inteiro em grupos de três vezes nove homens; o chifre de Gwlgawt Gogodin é ao mesmo tempo discriminante e inesgotável; a tigela Dysgl, atribuída a Rhyderch, o Sábio, oferece a cada um o que deseja comer
- O caldeirão de Dagda — divindade construtora assemelhada a um Dis Pater — e o de Penn Annwn e Tyrnog, que não coze os alimentos do covarde, e a taça de Manannán mac Lir, rei ou deus do mar, que se parte quando alguém mente, completam o quadro céltico
- O chifre de Aubéron concentra em si poderes múltiplos que provavelmente derivam da fusão de diversas tradições — cura doenças, sacia a fome e a sede, provoca o canto e a dança em quem o ouve, desencadeia tempestades ao toque de um dedo, chama os servos quando golpeado pelo arco e pode ser ouvido em toda a superfície da terra — mas ao passar para as mãos de Huon, perde a maior parte de suas virtudes, o que sugere que poderes pertencentes a Aubéron foram transferidos ao objeto.
- No Roman d'Aubéron, o chifre já não possui o papel de distribuir alimentos
- Uma análise funcional dos objetos mágicos revela que cada um pertence não a uma única das três funções indo-europeias, mas a várias — o hanap, por exemplo, é ao mesmo tempo do domínio da Terceira Função — abundância — e da Primeira Função — discriminação mágica e reconhecimento das qualidades de um bom soberano
- Tomados isoladamente, os motivos são de grande antiguidade; mas tal como apresentados em Huon de Bordeaux, são incapazes de fornecer base sólida para a pesquisa sobre a verdadeira natureza de Aubéron e dos anões medievais
Parentescos
Picolet, Gringalet e Malabron
- Na Bataille Loquifer, romance escrito por Graindor de Brie no último terço do século XIII, o espírito Picolet — apresentado como irmão de Aubéron e herdeiro do trono de Montnuble após sua morte — revela por seu próprio nome do lugar a conexão entre Aubéron e o mundo da água e da névoa, pois Montnuble corresponde exatamente ao alemão antigo nibel que aparece no nome Nibelungos.
- Picolet nada e corre com grande velocidade, comporta-se como ladrão — o que evoca Álfrikr — e como raptor de crianças; possui três olhos, um dos quais na nuca; é feio, peludo, escuro como um diabo e desgrenhado
- Sua morfologia é tomada de empréstimo da dos gigantes, o que sugere que esses traços não são autênticos — Graindor de Brie os acrescentou por gosto pelo maravilhoso para evidenciar o paganismo e a natureza sobrenatural do personagem
- Na Folie Tristan de Berne, aprende-se que Picolet é filho de uma baleia
- Picolet parece capaz de desencadear uma tempestade como Aubéron — embora em Huon de Bordeaux o pequeno rei das fadas precise golpear seu chifre com o dedo para libertar os elementos
- Graindor de Brie introduz ainda o espírito Gringalet, pai de Chapalu — monstro com cabeça de gato e corpo de cavalo, idêntico ao Cath Paluc das lendas célticas, o gato de Paluc, que segundo Li Romanz des Franceis, escrito por André antes de 1204, teria matado o rei Artur; segundo o Vulgate Livre d'Artus, Capalu pescava no Lago de Genebra e Artur o matou numa montanha hoje chamada Dent du Chat — tudo isso reforça os laços entre as águas e os espíritos
- Em Huon de Bordeaux, Malabron se assemelha a um nuiton — espírito —, nada mais rápido do que um salmão, retira a pele que o cobre ao aproximar-se de Huon e aparece como o homem mais belo imaginável — o autor do romance, bom cristão, adultéra a metamorfose em peixe explicando que Malabron foi punido a ser espírito do mar por trinta anos por ter cumprido mal as ordens de Aubéron
- O cavalo é a forma mais frequentemente assumida pelos espíritos das águas; Malabron, Picolet e Gringalet são espíritos aquáticos que podem assumir forma de animais ou de humanos
O Malabron do Romance de Gaufrey
- No romance Gaufrey do século XIII, Malabron — designado pelos termos follet e luiton — é pai do herói Robastre e manifesta uma natureza complexa de espírito aquático e ser metamórfico com traços ctônicos, revelando parentesco tipológico com os Alberîchs e lançando luz sobre aspectos da figura do anão medieval.
- Malabron aparece durante a vigília fúnebre que Robastre faz junto ao caixão de seu escudeiro morto Aleaume — apaga as velas, coloca o caixão de pé e grita; quando Robastre o agarra, o espírito o abraça com os braços do morto que ele faz mover
- Malabron transforma-se então em um cavalo negro com olhos que brilham como brasas — quando Robastre tenta montá-lo, o animal se transforma em touro; a batalha dura até o amanhecer, quando Malabron rola três vezes pelo chão e assume a forma de um jovem belo
- Malabron declara a Robastre: “Sou verdadeiramente seu pai… Posso percorrer o mundo quando me apraz, desde que não cause dano a cristãos — é um dom mágico que recebi de Deus. Você nasceu perto de Monglane e sua mãe morreu no próprio dia de seu nascimento… Conheço sua vida e seus feitos”
- Malabron conhece o passado e o futuro; oferece ao filho um dom: basta fazer o sinal da cruz três vezes e chamar seu nome para que apareça e o liberte de qualquer perigo
- Durante uma tempestade, Malabron aparece em forma de peixe, carrega Robastre nas costas até uma ilha e mergulha no fundo do mar para recuperar o machado perdido pelo herói
- Usando um manto que o torna invisível, Malabron resgata Robastre dos gigantes de Morhier transformando os galhos de uma oliveira em serpentes que os põem em fuga
- Malabron declara: “Saiba que não sou nem diabo nem espírito mau. Sou de Deus, de quem tenho o dom de percorrer o mundo a meu prazer e em todas as formas, mas sem poder causar dano a nenhum cristão” — fórmula consagrada nas histórias de fantasmas de mortos no Purgatório que vêm buscar sufrágios dos vivos para serem finalmente libertados
- Malabron encontra Robastre junto ao caixão, transforma-se em cavalo — animal ctônico e psicopompo por excelência — e sua metamorfose termina ao amanhecer, quando ele rola três vezes pelo chão
- A insistência com que os autores de Huon de Bordeaux e Gaufrey recorrem à expressão “dons de Deus” — ausente dos textos germânicos — sugere que estão disfarçando elementos que cheiram a enxofre
Zéfiro
- No romance Perceforest do século XIV, o espírito Zéfiro — que se apresenta como um dos anjos que tropeçaram com Lúcifer — encarna a síntese literária das crenças folclóricas sobre os espíritos travessos, reunindo os traços fundamentais da transformação e das travessuras sem intenção maligna.
- Zéfiro possui corpo e o dom da metamorfose — aparece geralmente como um velho vestido com tecido grosseiro negro, mas assume também a forma de asno, cervo, urso ou bela jovem que, abraçada, se transforma em velha horrível
- Possui o poder de transportar-se para onde quiser; é malicioso, provocador, afetivo e alegre; nunca perde de vista os interesses de seus amigos — ajuda-os, transporta-os, liberta-os e é generoso com excelentes conselhos
- Gervásio de Tilbury, em seu Otia imperialia — escrito entre 1211 e 1220 —, dedicou o décimo oitavo capítulo do primeiro livro a uma figura chamada folletus: habitava as moradias dos camponeses, nenhum exorcismo ou água benta podia expulsá-lo, escondia-se em pedras e bosques e atormentava os servos domésticos — descrição que representa uma confluência de espíritos com anões e sátiros
- Gervásio também menciona um espírito travesso chamado neptunus ou portunus: “É lei de sua natureza que possam ser úteis mas não causar dano. Porém têm uma maneira de ser algo incomodativos” — jogando peças nos humanos
- Os espíritos dos romances têm sua origem em crenças folclóricas reais e conservam seus traços fundamentais além de todas as transformações literárias
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