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NAJMODDIN KOBRA
- Shaykh Najm al-Din Kubra é um dos principais mestres da via sufi (Tariqa) — seu nome é Ahmad, seu título é “al-Tammat al-Kubra” e seu lugar de nascimento foi Khwarazm; sua vida frutífera durou cerca de setenta e oito anos e diz-se que morreu em 618/1221.
- Em sua juventude, partiu em viagem; no Egito, ingressou no círculo do Shaykh Ruzbahan Misri, que o amou como filho e mais tarde lhe deu sua filha em casamento
- Após algum tempo, o jovem salik retomou a jornada e se beneficiou dos principais shaykhs de cada cidade; ao retornar ao Egito, Ruzbahan constatou que ele havia se tornado um homem perfeito, conhecedor do segredo do suluk e capaz de guiar outros
- Ruzbahan aconselhou-o a retornar a sua cidade natal, Khiyuk, em Khwarazm, para guiar os buscadores do caminho e difundir os ensinamentos sufis
- Em Khwarazm, Najm al-Din fundou uma hospedaria (khaniqah) e as ordens sufis Dhahabiyyah e Qurbaniyyah, entre outras; formou muitos discípulos que se tornaram santos (wali) e mestres (murshid), como Majd al-Din Baghdadi, Shaykh Attar, Sa'd al-Din Hamawi e Najm al-Din Razi
- Os biógrafos são unânimes em afirmar que o Shaykh foi martirizado, junto com seus discípulos, no décimo dia de Jamadi al-Awwal de 618/1221, defendendo sua cidade contra o ataque dos mongóis
- Entre as oito obras atribuídas ao Shaykh pelos historiadores, o presente tratado é o Adab al-Suluk ila Hadrat Malik al-Muluk, composto de duas seções — uma sobre a jornada espiritual em direção a Deus (Haqq) pela remoção dos véus da negligência e da distância, outra sobre a jornada física na vasta terra de Deus.
- Existe também um pequeno tratado em persa intitulado Fi adab al-salikin (“As Regras dos Caminhantes”), conservado no Museu Asiático
- A tradução presente baseia-se num manuscrito da Biblioteca Central da Universidade de Teerã e foi dedicada por Husayn Muhyi al-Din Qumshehi àqueles imersos no misticismo e embriagados pelo vinho do Tawhid
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