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budismo:waldberg:zen

ZEN

MWFZ

  • O budismo japonês do século doze foi marcado pela introdução do Tch’an por Yosai em um cenário dominado pelas escolas Tendai e do País Puro.
    • Yosai, também identificado como Eisai.
    • Caráter aristocrático, especulativo e ritualista da escola Tendai, equivalente à chinesa T’ien—tai.
    • Natureza popular da escola do País Puro voltada à prática do nembutsu.
    • Termo nien—fo como equivalente chinês para o ato de pensar em Buda.
    • Influência de Honen na transformação da meditação na recitação vocal denominada chomyo.
    • Fórmula de recitação Na—mu—a—mi—da—bu—tsu.
  • Shinran sucedeu Honen e estabeleceu um retorno a formas simplificadas de devoção como denúncia contra as estruturas aristocráticas vigentes.
    • Honen e Shinran como proponentes da simplicidade devocional.
    • Rejeição das armadilhas rituais e intelectuais da linhagem Tendai.
  • Nichiren tornou—se célebre pela defesa da verdadeira lei e pela crítica rigorosa a qualquer desvio doutrinário em relação ao Sutra do Loto.
    • Nichiren e o tratado sobre o Sadharma Pundarika.
    • Conceito de sad—dharma como a lei autêntica.
    • Persistência de sua influência e associação posterior com o nacionalismo.
  • A trajetória espiritual de Yosai envolveu o abandono do Monte Hiei e duas viagens fundamentais à China para a obtenção de textos e autoridade linhística.
    • Iniciação no budismo Tendai aos treze anos de idade.
    • Crítica à atmosfera de tirania, orgulho e desmesura no Monte Hiei.
    • Primeira incursão à China em 1167 e retorno com textos iniciais do Tch’an.
    • Segunda viagem em 1187 e discipulado sob a orientação do mestre Hiu—ngan.
    • Recebimento do título oficial de mestre do Zen da escola Lin—tsi.
    • Fundação do monastério Jufuku—ji em Kamakura no ano de 1199.
  • Yosai é reconhecido como o precursor da linhagem Rinzai no Japão, caracterizada pela aplicação sistemática dos paradoxos conhecidos como koans.
    • Equivalência entre o termo japonês Rinzai e o nome chinês Lin—tsi.
    • Generalização do uso de kuang—an sob a influência de Lin—tsi no século nove.
    • Oposição metodológica entre o Zen Rinzai e a prática do za—zen ou meditação sentada da escola Soto.
  • Dogen estabeleceu as bases do Soto Zen após sua formação inicial com Koin e um período de aprofundamento monástico no continente chinês.
    • Abandono do Monte Hiei em 1214 para seguir o monge Koin.
    • Menção elogiosa a Yosai na obra Notas conforme o Tesouro da Verdadeira Lei.
    • Viagem à China em 1223 acompanhando Myosen, sucessor de Yosai.
    • Permanência de cinco anos adicionais no continente após a morte de Myosen.
    • Redação das regras do Soto Zen e da obra monumental Sho—bo—gen—zo.
  • A história do Zen no arquipélago japonês é sintetizada pelas contribuições de figuras como Muso, Bankei, Tetsugen e Hakuin.
    • Muso Kokushi, Bankei, Tetsugen e Hakuin como os mestres mais influentes selecionados.
  • O despertar de Muso ocorreu de forma súbita após o mestre recusar o fornecimento de explicações doutrinárias ou auxílio compassivo.
    • Diálogo sobre a inexistência de palavras ou leis para expressar o despertar na escola.
    • Queda ao solo durante a meditação noturna ao tentar apoiar—se em um tabique inexistente.
    • Versos — Durante muitos anos cavei a terra, para descobrir o céu azul. Cada dia me embaraçava mais, até que uma noite fiz saltar pelo ar as pedras e as telhas. Sem dor alguma destruí o esqueleto do vazio.
    • Atuação de Muso como teórico fundamental da jardinagem japonesa.
  • Bankei formulou a doutrina do não nascimento das coisas a partir de uma vivência de superação da enfermidade e do reconhecimento da iluminação no cotidiano.
    • Prática alternada de za—zen e nembutsu sem a compreensão da virtude luminosa.
    • Momento de lucidez durante uma crise de saúde grave com hemoptise.
    • Proposição de que todas as coisas são nonatas.
    • Defesa da busca pela iluminação nas tarefas humildes e na vida diária.
  • O ensinamento de Bankei sobre a unidade do espírito de Buda descarta a distinção entre os estados de vigília e sono durante a prática espiritual.
    • Intervenção em favor de um monge que adormeceu durante o exercício coletivo.
    • Citação — Por que bates em quem dorme docemente? Quando este monge dorme, acaso é outro? Nem repreendo nem louvo quem dorme, mas também não louvo nem repreendo quem não dorme. Quando se dorme está—se no espírito de Buda, tal como quando se está acordado. Quando se está acordado permanece o espírito de Buda, tal como quando se dorme. Se se pensa que se tem o espírito de Buda apenas quando se está acordado e que quando se dorme a coisa é diferente, não se alcançou a verdade última, mas uma transmigração incessante.
  • A simplicidade e o desprendimento absoluto de Bankei elevaram sua estatura espiritual apesar da resistência causada por sua postura antiformalista.
    • Rejeição de toda intelectualidade e do formalismo ritual.
  • A atuação de Tetsugen consolidou o budismo japonês através da edição de textos canônicos e do fortalecimento da seita Obaku.
    • Publicação da primeira coleção completa de livros búdicos com 6.956 volumes.
    • Erudição associada a um espírito profundamente compassivo.
    • Comentário do Prana—paramita—hridaya sutra como obra essencial.
  • Hakuin revitalizou a escola Rinzai por meio da meditação sistemática sobre koans e da produção de ensaios que exploravam a realidade.
    • Hakuin como a figura mais célebre da linhagem Rinzai.
    • Obras Tasen—kanva ou Conversação vazia sobre uma barca nocturna e Orate—gama ou A vasilha Orate.
  • A estrutura institucional do Zen japonês é sustentada pelas escolas Rinzai, Soto e Obaku ao lado de diversas outras seitas e linhagens menores.
    • Escolas Bankei, Kegon e Ummon.
    • Referência ao Sutra Avatamsaka e aos discípulos de Yun—men.
  • A distinção metodológica entre as escolas principais baseia—se na busca pela dúvida enorme no Rinzai e na prática da confiança plena no Soto.
    • Necessidade da dúvida como motor para o Satori no método Rinzai.
    • Definição do Soto por Taisen Deshimaru como a prática do za—zen na confiança absoluta.
    • Shikantaza como o ato de sentar—se em atenção perfeita sem pensamento.
    • Citação — Esta confiança deve ser sólida como a rocha, dura como o diamante; confiança no mestre, confiança no Buda, confiança na linhagem, confiança no za—zen, em shikantaza. Deste modo, mediante esta confiança e a prática assídua, as experiências do início, penosas, pouco brilhantes e sem exaltação, desenvolvem—se e incidem sobre um aspecto muito profundo, um interesse crescente, uma alegria que se converte em beatitude do conhecimento para desembocar na compreensão total, sem tropeços, sem choques, de forma progressiva e silenciosa.
  • O Zen japonês desenvolveu um caráter mais formalista do que o Tch’an chinês original, que mantinha uma postura crítica contra o apego à meditação sentada.
    • Hostilidade histórica de Huei—neng e seus sucessores contra a exclusividade da posição sedente.
    • Citação de Chen—huei — Praticar o samadhi é um erro. Como mediante a prática do samadhi se poderia chegar ao samadhi?
    • Citação de Huai—jang — O Zen não consiste nem em sentar—se nem em estar deitado. Se permaneceis fiéis à posição sentada, não alcançareis o princípio.
  • A presença do Zen permeia a cultura japonesa contemporânea através de artes, rituais sociais e símbolos populares que perpetuam a memória dos patriarcas.
    • Integração com a poesia, esgrima, tiro com arco e cerimônia do chá.
    • Bonecas Daruma como representação popular de Bodhi—dharma.
    • Fidelidade ao espírito de mestres como Chen—huei, Tchao—tcheu, Ma—tsu, Huang—po, Lin—tsi e Ts’ao—chan.
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