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Bibliografia

Jean-Claude Carrière. Le Cercle des menteurs. Contes philosophiques du monde entier.

  • Na literatura oral, nenhuma bibliografia é possível por definição — mais de um terço das histórias reunidas no livro foram transmitidas oralmente, e os transmissores merecem agradecimento.
    • As demais histórias provêm de mais de três mil obras, impossíveis de listar integralmente, dado que novas publicações surgem a cada mês.
  • Para pesquisas na França, recomendam-se as publicações das Éditions L'Harmattan, Phébus, Sindbad, Gallimard — nas coleções “Connaissance de l'Orient” e “La Pléiade” —, Hachette e Nathan, além de coleções similares existentes em outros países.
  • O gosto pelas coletâneas de contos e fábulas remonta a séculos: as Fábulas de Bidpai já eram publicadas na Europa no século XV em incunábulo, e no século XVIII Le Cabinet des fées se desdobrava em mais de quarenta volumes — seguido, cem anos depois, pela Collection des contes et chansons populaires, da Ernest Leroux, com mais de trinta volumes entre 1880 e 1914, insubstituível para certas tradições africanas.
  • As Éditions Maisonneuve publicaram mais de sessenta volumes das Littératures populaires de toutes les nations — reeditados em fotostática nos anos 1960 —, além da série Conteurs et Poètes de tous pays e, para crianças e adolescentes, a Collection de contes et légendes de tous les pays, da Fernand Nathan; mais de trinta volumes das publicações do Institut d'ethnologie também foram consultados.
    • As publicações do Institut d'ethnologie são descritas como muito preciosas.
  • Para a África, é indispensável recorrer à série Classiques africains, da Armand Colin, onde Amadou Hampaté Bâ realizou um trabalho de enorme envergadura — complementada pelas Éditions Khartala, Peeters, Stock, Présence africaine e L'Harmattan, entre outras.
    • Novas coletâneas, com frequência reunindo contos antigos mais ou menos adaptados, são publicadas anualmente.
  • Para a Índia, uma série relevante foi publicada nos anos 1930 pelas Éditions Chitra, continuada pela Maisonneuve sob o título Feuillets de l'Inde — a ser completada por publicações separadas, desde as primeiras do século XVIII, como os Contes et Légendes indiennes traduzidos por Galland em 1724, até o Océan des rivières de contes, de Somadeva, publicado pela “La Pléiade” da Gallimard em 1997.
  • No domínio islâmico, os Contes et Légendes arabes de René Basset — três volumes publicados pela Maisonneuve em 1924 — constituem, ao lado das diversas edições das Mil e Uma Noites, o ponto de partida obrigatório de qualquer pesquisa, num campo onde as obras se contam às centenas; recomenda-se também o catálogo crescente das Éditions Albin Michel, atentas a todas as tradições.
    • Entre as editoras do domínio islâmico figuram Desclée de Brouwer, Sindbad, Érasme, Le Rocher, Le Courrier du livre, Édisud, Fleuve et flamme, Phébus, Selaf e outras.
  • Para a França — país muito rico em tradição oral —, recomendam-se os trabalhos de Van Gennep e de Paul Sébillot, Le Folklore de France de 1904, as compilações de Collin de Plancy, que publicou dezessete volumes de Légendes no século XIX, e sobretudo os treze volumes do Trésor des contes de Henri Pourrat, publicados pela Gallimard; uma pesquisa provincia por provincia é necessária, e mais de mil coletâneas, frequentemente repetitivas, foram até agora localizadas.
  • Cerca de cem livros em inglês foram consultados, especialmente para os relatos dos índios da América do Norte; o espanhol e o português são indispensáveis para a América Latina; e os contos japoneses, chineses, cambojanos e vietnamitas estão amplamente representados em edições em língua francesa — Aubier, Picquier, POF, Gallimard, PAF, Albin Michel, entre outras.
  • Nenhum desses relatos foi transcrito literalmente — buscou-se uma comunidade de escrita, conforme um provérbio indiano: “O guarda-chuva é teu, mas a chuva é de todos.”
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