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Elfos
LECOUTEUX, Claude. Les nains et les elfes au Moyen Age. Paris: Imago, 1988.
Um Pouco de Filologia
- Os elfos são mais enigmáticos e misteriosos que os anões e dão a impressão de ser quase um elemento decorativo na mitologia germânica — jamais descritos diretamente —, pertencendo a um estrato muito antigo das civilizações do Norte e do Leste, anterior ao primeiro ou segundo século d.C., conforme atesta Tácito (ca. 56—120 d.C.) ao mencionar mulheres veneradas pelos germânicos chamadas Albruna — nome composto de alb-/elb-, “elfo”, e rún-, palavra germânica antiga que designa primariamente segredos mágicos.
- Na França medieval, os elfos não existiam — o termo foi tomado de empréstimo das línguas germânicas no século XVI para designar fadas, permanecendo raro até o século XIX
- Na Alemanha, o termo alp ou elbe era raro até o século XIII, após o qual passou a ser empregado sistematicamente como sinônimo de zwerc — “anão” — e de mar — “pesadelo”
- Na Inglaterra, ælf ou elf foi usado até o início do século XI, quando sofreu a mesma evolução e se confundiu com os demais cidadãos da mitologia inferior
- Nos países escandinavos, o elfo — nórdico antigo álfr — é praticamente sempre um simples dvergr, e o mesmo indivíduo pode ser chamado alternadamente de “elfo” e “anão”, mostrando que os poetas já não sabiam que os dois nomes deveriam designar duas criaturas distintas
- Jacob Grimm e Ferdinand de Saussure foram fascinados pelo problema; Grimm concluiu intuitivamente que o termo era afim ao latim albus — “branco” — e aos Alpes — montanhas brancas de neve — e ao Elba — rio de águas límpidas e claras; Elis Wadstein propôs a raiz indo-europeia albh-, “brilhar, ser branco”
- Adalbert Kuhn via a raiz da palavra “elfo” no sânscrito rbhu — “artista habilidoso” — porque rbhu é o nome dos demônios que forjam as joias dos deuses; mas isso é etimologicamente impossível — o pesquisador tornou-se vítima da confusão entre o elfo e a figura do anão ferreiro
- O lexema alp entra em grande número de nomes próprios: na Inglaterra, Richard Jente listou trinta e cinco nomes, entre os quais Ælfbeorht — “Elfo Brilhante” — e Ælfwine — “Amigo dos Elfos”; na Alemanha, o nome mais antigo, Alpho ou Albo, é atestado por documentos de cerca do ano 700; o primeiro nome da esposa de Pepino de Herstal era Albhaidis
- Nenhum nome próprio foi jamais cunhado a partir de zwerc/dvergr/dweorg — o que é extremamente revelador, pois entre os povos germânicos o nome vinculava seu portador aos espíritos dos mortos, da terra e aos deuses; possuir um nome como Ælfwine tornava o elfo uma espécie de espírito patrono ou anjo guardião
- Nils Thun conclui que esses nomes “foram cunhados numa época em que os elfos eram considerados criaturas amigáveis”; Heather Stuart considera que nomes assim “parecem indicar que os elfos eram vistos como sábios, invulneráveis e capazes de favorecer os mortais escolhidos”
- O elfo é originalmente um espírito bom e belo — o oposto do anão “torto” e nocivo
Os Elfos de Luz
- Após a construção de Asgard, os Ásir presentearam o deus Vanir Freyr com o Álfheimr — “Mundo dos Elfos” — colocando essas criaturas na esfera da fertilidade e da fecundidade; é possível que em algum momento de sua evolução histórica os elfos tenham sido deuses por direito próprio, o que a expressão éddica “Não sou nem elfo, nem Ásir, nem Vanir astuto” sugere.
- Freyr é filho de Njörðr — avatar da deusa Nerthus, a Terra-Mãe — e irmão de Freya; encarna a Terceira Função: “Ele controla a chuva e o brilho do sol e por meio deles toda a abundância da terra. É bom invocá-lo para a paz e a abundância. Ele também determina o sucesso dos homens na prosperidade”
- A tríade Njörðr—Freyr—Freya resulta de um processo de polimorfismo: Nerthus se “explodiu” em três divindades distintas — Njörðr é patrono da navegação e da pesca, Freya governa o amor e o prazer
- Os elfos de luz — Ljósálfar — têm como característica morfológica primária o brilho e a luminosidade; um kenning chama o sol de “fulgor do mundo dos elfos”
- O termo inglês antigo ælfsiden — literalmente “magia dos elfos” — aparece em textos de cerca do ano 1000 com o sentido de “feitiçaria, encantamento”; siden(n) é afim ao nórdico seiðr, forma de magia praticada pelos Vanir
- O sinal mágico do pentáculo é chamado em alemão de Alpfuss — “Pé de Elfo” — ou Trutenfuss; pequenas cruzes encontradas em escavações arqueológicas trazem a inscrição Contra elphos hec in plumbo scrive — “Contra os elfos, escreve isto em chumbo”
- O nome alemão da mandrágora, Alraun — “Segredo dos Elfos” —, corresponde ao nome Albrûna das videntes germânicas descritas por Tácito; a mandrágora nasce sob o corpo de enforcados cujo sêmen ou urina fertilizou o solo; deve ser colhida numa manhã de sexta-feira antes do amanhecer, com os ouvidos tapados de cera ou lã, usando um cão negro sem um único pelo branco preso à planta pela cauda — o cão morre ao ouvi-la gritar; depois, a planta deve ser banhada todo sexta-feira e ter sua “camisinha” trocada; a sexta-feira é o “Dia de Freya”, irmã de Freyr, senhor dos elfos
Perspectiva Cultural
- O culto dos elfos era uma realidade — não uma fantasia mitológica —, como atestam a designação do Natal pagão pelo termo álfablót — “sacrifício aos elfos” —, o relato do escaldo Sigvatr Þórðarson sobre camponeses suecos que em 1018 recusaram hospitalidade por estarem realizando esse sacrifício, e a Kormáks saga, que descreve a cura de um ferido após oferecer sangue de touro aos elfos que habitam um túmulo.
- O álfablót combina a comemoração dos mortos com ritos de fertilidade; uma grande oferenda é realizada “por um ano frutífero e pela paz”, invocando Freyr; um servo desse deus, Byggvir — personificação da cevada —, sabia preparar boa cerveja
- Os elfos não suportam a impureza — o nórdico antigo possui duas expressões para “fazer as necessidades”: álfrek ganga e álfrek hava, que significam “expulsar os elfos”; Les Évangiles des quenouilles — Os Evangelhos das Rocas —, escritos na Picardia em meados do século XV, dizem que urinar faz fugir os trasgos
Os Elfos e os Mortos
- Os mortos estão intimamente ligados à fertilidade do solo, o que os confunde com os seres descritos como espíritos da terra ou espíritos guardiões — vættir, landvættir —, e aqueles cuja vida foi particularmente exemplar são elevados à categoria de elfos, tornando-se divindades menores que continuam a velar pelos vivos.
- Os povos germânicos acreditavam que os mortos nunca estavam verdadeiramente mortos — continuavam sua vida no além, e se alguém fora bom, permanecia bom; essa atitude mental explica as precauções tomadas em relação àqueles que morreram de forma suspeita
- Ólaf Gudrødsson, após ser sepultado num túmulo em Geirstad, recebeu o apelido de “O Elfo de Geirstad”; Halfdan Hvitbeinn foi sepultado em Skiringssal e pranteado como “O Elfo com a Couraça”
- Esse processo é comparável ao da santificação popular cristã — sem passar por Roma — dos indivíduos “sobre-humanos” por seus contemporâneos
Os Elfos Negros e os Elfos Escuros
- Snorri Sturluson introduziu nas tradições uma distinção perturbadora entre os svartálfar — “elfos negros” — e os døkkálfar — “elfos escuros” —, distinção que encontra apoio apenas no Gylfaginning e parece derivar da tripartição cristã das almas entre céu, purgatório e inferno, ou da lenda dos anjos neutros.
- Snorri afirma no Gylfaginning: “O povo chamado elfos de luz vive lá, mas os elfos escuros vivem embaixo na terra… são mais negros do que o piche”
- O Gylfaginning (cap. 17) conta que Odin enviou Skírnir ao Svartálfaheimr — “Mundo dos Elfos Negros” — para pedir aos habitantes que forjassem a corrente para prender o lobo Fenrir; o texto original demonstra que os habitantes desse mundo são anões — dvergar —, e o Skáldskaparmál confirma: Loki vai ao Svartálfaheimr e “lá encontrou o anão chamado Andvari”
- A lenda dos anjos neutros, muito popular nos países germânicos, narra que quando Lúcifer se rebelou, alguns anjos ficaram indecisos — os seguidores de Lúcifer tornaram-se demônios negros; os neutros foram lançados à terra e tornaram-se fadas, anões e espíritos; Snorri pode ter baseado sua tripartição dos elfos nesse modelo ou na distinção entre almas do céu, do purgatório e do inferno
Völundr, Príncipe dos Elfos
- Wayland, o Ferreiro — Völundr em nórdico antigo, Weland em inglês antigo, Wieland em alemão, Galan em francês antigo — é chamado três vezes de “príncipe dos elfos” na Edda Poética e possui uma lenda de ascendência aquática que o liga ao elemento da água tanto pela linha materna — uma ninfa aquática avó paterna — quanto pela tradição germânica do século XIII, em que seu ancestral mítico Wachilt é um espírito das águas.
- A Völundarkviða — Canção de Völundr — narra como três irmãos, Völundr, Egill e Slagfiðr, encontraram donzelas-cisne fiando próximas a um lago, tomaram-lhes as vestes de penas e se casaram com elas; após anos de vida feliz, as mulheres reencontraram suas vestes mágicas por acaso e desapareceram para sempre
- O rei Niðuðr roubou a riqueza de Völundr e, por insistência de sua esposa, mandou mutilar o herói; Völundr se vingou matando os dois filhos do rei, violentando sua esposa e voando com asas que ele próprio fabricou
- Franz Rolf Schröder demonstrou em extenso estudo etimológico que Völundr se relaciona com o romano Volcanus, o Zeus cretense Felchanos, o etrusco Velchans e o iraniano osseta Wärgon — teria sido um deus ferreiro antes de ser reduzido à condição de simples humano; essa redução já estava consumada no século VI, como mostram os entalhes no Franks Casket — cofre recoberto de runas fabricado na Nortúmbria e descoberto em Auzon, no Alto Vale do Loire
- César escreve na Guerra das Gálias (VI, 21, 2): “Eles contam entre os deuses apenas aqueles que veem e cujos benefícios sentem de forma tangível — a saber, o Sol, Vulcano e a Lua”; Georges Dumézil sugere ver Thor atrás da referência a “Vulcano”, o que, somado à análise de Schröder, confirma que Völundr é a manifestação de um deus antigo
- Dois outros exemplos de rebaixamento de status na mitologia germânica: Þjazi, deus muito antigo do Norte, tornou-se um gigante; Skadi, ancestral epônimo da Escandinávia, tornou-se uma simples giganta telúrica com nome masculino
- A Edda Poética situa a Völundarkviða não entre os cantos heroicos mas entre os poemas mitológicos, inserindo-a entre a Þrymskvíða — que apresenta Thor e o gigante Thrym — e o Alvíssmál — que narra a conversa de Thor com um anão — o que sugere conexão de Völundr com Thor
Thor e os Elfos
- O léxico das línguas germânicas associa o deus Thor — Donar em alemão, Þunor em inglês antigo — aos elfos por meio de nomes de plantas e minerais, e sua conexão com a Terceira Função explica essa ligação, uma vez que Thor não encarnava apenas a guerra mas também a fertilidade agrícola e o domínio sobre os mortos.
- A belemnite é chamada em alemão de “moeda de Donar” e “flecha de elfo”; a sempreviva — joubarbe em francês, do latim barba Jovis — recebe na área germânica os nomes de “vassoura de Donar”, “erva de Donar” e “varinha de elfo”
- Existe um “Thor's elf” — Thorálfr — na Escandinávia e um “Donar dos elfos” — Albthonar — num documento do século VIII da Abadia de Fulda
- Adão de Brema, morto pouco depois de 1080, descreve o templo de Uppsala e cita as estátuas de Odin e Freyr de cada lado de Thor, acrescentando: “Thor reina no ar, comanda o trovão e o relâmpago, o vento e a chuva, o sol e os frutos da terra”
- Os lapões conheciam o “Bom Thor” e lhe faziam oferendas “para que poupasse as pessoas e os animais e trouxesse a chuva fertilizante”; no sul da Suécia, Thor era chamado de “o bom camponês” ou “o bom companheiro do trigo, ou dos campos”
- O Hárbarzlióð informa que a porção de mortos reservada a Thor eram os “servos”; Jan de Vries sugere que o poeta substitui por esse termo uma noção provavelmente menos ignominiosa — “camponeses livres” — bœndr; Odin e Freya recolhiam os guerreiros mortos em batalha; Thor e Freyr recebiam os camponeses livres; Hel recebia os mortos “neutros”
As Donzelas-Cisne e os Elfos
- As donzelas-cisne que se casam com Völundr e seus irmãos são criaturas afins aos elfos tanto pela etimologia de seus nomes quanto por sua função — a Terceira —, visível em sua ocupação como fiandeiras, e pela associação com a água, confirmando o grande complexo de representações elfos/água—morte—vida—Terceira Função.
- Os três nomes das esposas são Alvitr — interpretável como “Todo-Sábia” ou como “Espírito Élfico; da raça dos Elfos” —, Svanhvít — “Branca como Cisne” — e Ölrun — “Segredo da Cerveja” ou, por outra análise, “Segredo do Ser Branco”, idêntico a Albruna, título das videntes germânicas segundo Tácito
- A tese de que as donzelas-cisne são valquírias não resiste ao exame: a análise dos nomes atestados de valquírias revela três grupos — guerreiras com nomes de combatentes, outras com nomes “femininos” e um grupo menor com nomes associados ao destino; a deusa Freya tem direito à metade dos mortos em batalha, enquanto a outra metade é reservada a Odin; Freya é também uma donzela-cisne
- Uma crença muito antiga, que reaparece nos escritos de Paracelso, sustenta que os espíritos das águas são os mais próximos dos seres elementais aos humanos e os mais aptos a formar uniões com eles
- A impossibilidade de união duradoura entre seres de mundos diferentes é um tema recorrente — fracasso do casamento de Njörðr com Skaði; recusa de Nana a se casar com Baldr; desaparecimento das donzelas-cisne ao recuperarem suas vestes de penas
Na Terra dos Elfos
- O clérigo galês Giraldo de Gales — Giraldus Cambrensis — registrou em seu Itinerarium Cambriae, escrito por volta de 1191, o relato do sacerdote Eliodorus sobre um reino subterrâneo habitado por seres pequenos como Pigmeus, amarelos como o ouro, de longos cabelos, que se alimentavam de um caldo de leite aromatizado com açafrão e para quem a mentira, a inconstância e a infidelidade eram odiosas — traço fortemente reminiscente de Aubéron.
- O reino é uma terra de jogo e prazer, de rios, prados verdes, florestas e planícies; uma espécie de penumbra reinava lá pois o sol não o iluminava diretamente; os dias eram neblinosos e nem a lua nem as estrelas iluminavam as noites — névoa que evoca o nome dos Nibelungos e de Montnuble, castelo de Aubéron segundo Graindor de Brie
- Eliodorus entrou nesse mundo aos doze anos, tornando-se amigo do filho do rei; ao tentar roubar uma bola de ouro, foi perseguido e jamais pôde retornar
- Guilherme de Newbury, contemporâneo de Giraldo, narra em sua Historia Rerum Anglicarum a história de crianças verdes aparecidas na Anglia Oriental, cuja cor verde ele atribuiu ao feijão que constituía sua alimentação no além — a mesma lógica explicativa clerical que Giraldo usa para o amarelo
- A cor amarela das criaturas vistas por Eliodorus é singular — as tradições fantásticas medievais da Grã-Bretanha geralmente atribuem o verde a todas as criaturas do além, como ilustra o romance do século XII Sir Gawain and the Green Knight; o jogo do degolamento de Gawain com o Cavaleiro Verde é praticamente idêntico ao de Cú Chulainn com Cú Roí, rei do outro mundo, ou com o gigante Uath mac Imoman
Aubéron-Alberîch
- Aubéron é um elfo — não um anão — como se deduz de sua grande beleza, natureza luminosa, hostilidade a toda mentira e poderes mágicos — domínio do encanto e da ilusão, criação de miragens, governo dos elementos —, o que o aproxima de Thor tal como Adão de Brema o descreve, e o insere na Terceira Função de Dumézil.
- O comportamento de Aubéron em relação a Huon revela a natureza de uma divindade: quando o jovem se recusa a responder-lhe, Aubéron entra em fúria; quando Huon desobedece, ele se irrita e só presta auxílio após o herói cumprir provas; o pactodo ut des — “ofereço adoração, concede-me em troca” — que governa as relações entre homens e deuses na religião germânica está claramente presente; essa atitude é comparável à de Clóvis na véspera de sua batalha contra os Alamanos em 496
- Aubéron conhece os segredos do céu — o além —, pode ler o que está nos corações dos homens, conhece o passado e o futuro e sabe tudo sobre Huon — traço que acentua o caráter solar do pequeno rei das fadas, pois segundo um mito arcaico esse tipo de conhecimento é prerrogativa do Deus Solar, explicada por seu curso incansável ao redor da terra
- O tema da paternidade — presente em Ortnit, onde Alberîch é pai do rei da Lombardia e o submete a provas antes de ajudá-lo — está latente em Huon de Bordeaux: Aubéron ordena a Huon que venha a Monmur três anos depois para ser coroado rei do reino das fadas; as punições que inflige ao “amigo” quando este peca seguem a mesma lógica de um pai que pune o filho; o poeta não pôde usar o tema da paternidade porque Huon já tem um pai — o duque Seguin
- O Alberîch do Nibelungenlied é muito mais próximo dos anões — zwerge — mas sua fidelidade inabalável aos senhores Nibelung e Schilbung, e depois a Siegfried, ainda testemunha sua natureza élfica, claramente indicada por seu nome; ele já é um personagem fortemente contaminado pelas crenças comuns sobre os anões
- A dicotomia entre a verdadeira natureza de Aubéron e a que lhe é atribuída por Gériaume — “o anão corcunda, o anão astuto” — não é tanto um artifício literário quanto um eco fiel da mentalidade dos homens do século XII, que não conseguiam mais distinguir elfos de anões
- Se Aubéron é chamado de anão, é porque a maior parte de sua personalidade foi tomada de empréstimo das tradições germânicas que nos séculos XII e XIII chamavam sistematicamente de zwerge todas as pequenas criaturas da mitologia inferior; Hans Vintler, no século XIV, observou numa pesquisa sobre as crenças de seus contemporâneos: “Muita gente acredita que o elfo ama os humanos”
- O anão é um “ser torto” mal-intencionado; o elfo ou espírito é benéfico e belo; mas “elfo” e “espírito” foram suplantados pelo termo “anão” e só sobreviveram em textos que descrevem personagens fantásticos aquáticos — embora os contos populares mostrem que o lutin manteve presença sólida nas tradições e aparece, ao menos na França, com mais frequência do que o anão
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