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islamismo:attar:ilahi-nama:1

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Farīd al-Dīn ’Aṭṭār. Il Poema celeste. A cura di MARIA TERESA GRANATA. Biblioteca Universale Rizzoli.

Primeiro filho

  • a narrativa descreve um homem de índole sonhadora e mente perturbada que transmite o relato de um califa e seus seis filhos dotados de extrema arrogância e erudição nas ciências mundanas.
    • os filhos do califa são apresentados como mestres nas artes deste mundo, sendo cada um comparado a um adamo por sua cultura sem igual.
    • o califa propõe guiar as ações de seus descendentes após estes revelarem seus desejos mais profundos, sejam eles singulares ou centuplicados.
  • o primogênito manifesta a ambição de possuir a filha do rei das fadas, cuja beleza e intelecto são descritos como insuperáveis entre o céu e a terra.
    • a busca pela perfeição absoluta é personificada no desejo do príncipe, que considera a união com tal beleza o fim de todas as suas aspirações até o dia do juízo.
    • a obsessão do jovem é tal que ele estabelece a loucura como única alternativa caso não alcance a realização de seu intento.

Resposta do pai

  • a autoridade paterna condena a luxúria como uma forma de embriaguez que escraviza o coração humano e dissipa o valor da existência.
    • a austeridade é apresentada pelo califa como o caminho oposto à relaxação dos costumes e ao desperdício da vida em prazeres efêmeros.
    • a renúncia aos prazeres da carne é ilustrada pelo exemplo de uma mulher que atingiu a preeminência na corte de deus por sua virtude.

Devota dama

  • a virtude e a beleza física de uma mulher casada são descritas como um símbolo de honestidade que desperta a admiração e o assombro da esfera celeste.
    • a força moral da personagem é exaltada a ponto de o ciclo celeste a classificar entre os homens—leões, apesar de sua condição feminina.
    • a descrição estética associa seus traços a elementos da escrita sagrada e a fenômenos naturais, reforçando sua natureza excepcional.
  • a ausência do marido em peregrinação motiva a delegação do cuidado das propriedades ao irmão mais novo, que se vê consumido por uma paixão ilícita.
    • o irmão do peregrino, inicialmente dedicado, sucumbe ao desejo ao vislumbrar o rosto da mulher através do véu, perdendo a razão em favor da paixão ardente.
    • a recusa firme da mulher baseia-se no temor a deus e na lealdade ao cônjuge, exortando o agressor ao arrependimento e à retidão.
  • a rejeição feminina desencadeia uma vingança sórdida por parte do cunhado, que utiliza falsos testemunhos para condenar a mulher por adultério.
    • o homem abjeto suborna quatro vís indivíduos para que confirmem a calúnia diante do cadi, visando a ruína daquela que o desprezou.
    • a sentença de lapidação é executada em uma planície desértica, deixando a mulher em estado de morte aparente sob o sangue e a poeira.
  • o resgate e a cura da mulher ocorrem por intermédio de um beduíno que, embora a trate com caridade inicial, também acaba por assediá-la.
    • o beduíno encontra a sobrevivente ao amanhecer e a conduz à sua morada, onde ela recupera o vigor e a beleza de rubi.
    • a integridade da mulher é reafirmada diante das súplicas do beduíno, a quem ela recorda o compromisso matrimonial e o perigo do tormento eterno.
  • a maldade de um servo negro culmina no assassinato do filho do beduíno e na incriminação da mulher por meio de um punhal oculto.
    • o servo, após ter seu desejo sexual negado pela mulher, degola a criança na culla e forja a prova do crime para satisfazer sua ira.
    • a acusação de infanticídio gera o espancamento da jovem, que defende sua inocência apelando para a razão e a gratidão devida ao seu protetor.
  • a expulsão da mulher é acompanhada por um gesto de misericórdia do beduíno, que a provê de recursos para uma jornada solitária.
    • o beduíno reconhece a provável inocência da mulher, mas julga impossível sua permanência diante do luto e do desprezo de sua esposa.
    • o caminho da exilada a leva a um vilarejo onde ela utiliza suas moedas para resgatar um jovem da morte por dívidas.
  • a ingratidão do jovem resgatado manifesta-se na tentativa de vendê-la como escrava a mercadores em uma embarcação.
    • o jovem, movido por uma paixão não correspondida, calunia a mulher perante um mercador, descrevendo-a como uma escrava altiva e desobediente.
    • a venda é consumada por cem dinares, e a mulher é levada ao mar, onde enfrenta a luxúria coletiva da tripulação.
  • a intervenção divina salva a mulher do assédio dos marinheiros por meio de um fogo que consome os agressores e preserva a embarcação.
    • a súplica da mulher ao conhecedor dos segredos resulta no extermínio daqueles que pretendiam violá-la, transformando-os em carvão.
    • a nave é conduzida pelo vento a uma cidade onde a mulher assume trajes masculinos para proteger sua dignidade e evitar novos flagelos.
  • a ascensão da mulher a uma posição de autoridade espiritual e política ocorre após ela relatar seus milagres ao rei local.
    • a renúncia aos bens materiais e o desejo de adoração exclusiva a deus motivam a construção de um templo na orla marítima por ordem real.
    • o falecimento do rei resulta na indicação da eremita como sucessora, cargo que ela aceita sob a condição de manter sua vida ascética.
  • a fama de santidade da mulher atrai os seus antigos perseguidores, agora enfermos e cegos, que buscam a cura por meio de suas preces.
    • o marido, o irmão traidor, o beduíno, o servo assassino e o jovem ingrato convergem ao templo sem reconhecer a identidade da santa.
    • a cura é condicionada à confissão pública dos pecados, levando cada agressor a revelar suas transgressões e a obter o perdão das vítimas e de deus.
  • o reencontro final com o marido restabelece a verdade sobre a fidelidade da mulher e encerra o ciclo de provações com a restauração da justiça.
    • a mulher revela sua identidade ao cônjuge, desfazendo a crença de sua morte e confirmando sua pureza inalterada durante todo o percurso.
    • a organização de um novo governo, com a nomeação do marido como rei e do beduíno como vizir, precede o retorno da heroína à contemplação divina.
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