MARIFAT
MPI
Definições da marifat
‘Abdallah b. Mubârak disse: «A gnose consiste em não se surpreender com nada.»
Dhu’l-Nun, o Egípcio, disse: «A gnose é, na verdade, a comunicação providencial de Deus da luz espiritual no mais profundo do nosso coração», ou seja, antes que Deus, em Sua providência, ilumine o coração do homem e o preserve da contaminação, de modo que todas as coisas criadas não valham aos seus olhos nem um grão de mostarda, a contemplação dos mistérios divinos, tanto internos quanto externos, não o transporta de alegria; mas quando Deus o faz, cada um de seus olhares se torna um ato de contemplação (mushahadat).
Shibli diz: “A gnose é um espanto (hayrat) contínuo. » O espanto é de dois tipos: i) no que diz respeito à essência; 2) no que diz respeito à qualidade. O primeiro é de politeísmo e impiedade, pois nenhum gnóstico pode ter dúvidas sobre a natureza essencial de Deus; mas o segundo é a gnose, porque a qualidade de Deus está além do domínio da razão.
Shibli também diz: «A verdadeira gnose é a incapacidade de alcançar a gnose.»
Abu Yazid diz: «A gnose consiste em saber que o movimento e a imobilidade do homem dependem de Deus.»
(Kashf, p. 274 e seguintes.)
