NOSTALGIA
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Ao pensar em tua beleza, caí na confusão; o desejo causado por tuas tranças me deixou perplexo. De que adiantam a inteligência e a riqueza, se o amor por ti me privou de toda a razão? Tu me disseste: “Deixa, pois, o amor e segue o caminho da razão”; por que, então, faria algo que só traz arrependimento? Sem a rosa que é o teu rosto, nas noites, no jardim, minha lamentação ao raiar do dia lança um chamado aos pássaros que estão adormecidos. Quando estás longe, minha morada feita de terra e água está prestes a não passar de uma ruína sob a inundação das minhas lágrimas. À minha alma pronta para fugir, o ruído produzido pela tua espada traria à minha prisão o anúncio da libertação. Ó Djâmi! Fecha, pois, os olhos: suas sobrancelhas arqueadas já abriram cem brechas no edifício da tua fé. (Djâmi)
