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SÍMBOLOS DO VERBO

MVM

  • O espírito de generalização, anterior à invenção das análises e dos métodos de dissecação pelo espírito científico moderno, permaneceu intacto entre as raças orientais, preservando o método sintético, matemático e lógico que fundamenta os livros tradicionais mais antigos, transmitidos incorruptos até as épocas civilizadas e individualistas.
    • O espírito filosófico da humanidade, antes do advento do espírito científico aplicado e mecânico dos modernos, era essencialmente generalizador.
    • O respeito dos povos depositários garantiu a transmissão íntegra dos livros tradicionais mais antigos até a contemporaneidade.
  • O espírito generalizador realiza, com multiplicidade indefinida, aplicações de um mesmo axioma ou princípio a todas as ciências, a todos os estados sociais, a todos os mundos intelectuais, e a tudo o que pode ser feito, dito ou pensado em todos os lugares e épocas da estase humana e universal.
    • A aplicação abrange todos os domínios possíveis do pensamento e da ação humana, sem exceção de lugar ou tempo.
  • Quanto mais fundamental parece um axioma e mais eterno em seu conceito e justo em sua tradução gráfica, mais ardorosamente são buscadas e com mais precisão determinadas suas aplicações.
    • A fundamentalidade e a eternidade de um princípio intensificam o esforço de sua aplicação prática e intelectual.
  • Os Grafismos de Deus, estabelecidos com um cuidado de sintetismo universal no pensamento e com rigor matemático na execução, são considerados pelos comentadores dos Livros Tradicionais como a chave de todas as ideias e situações humanas, como o exórdio e o fim de todas as ciências, e como o arcano onde se busca a explicação de todas as incógnitas, a solução geral de todos os problemas, as regras de todas as políticas, as prescrições de todas as economias sociais e de todas as morais individuais.
    • Os comentadores dos Livros Tradicionais atribuem aos Grafismos de Deus um alcance totalizante sobre o saber humano.
    • O termo arcano designa aqui um repositório oculto de significações que exige iniciação para ser decifrado.
  • Os Grafismos de Deus constituem, com suas seis linhas indefinidas, como uma pauta metafísica onde se inscreve a harmonia eterna, e onde cada conhecimento do espírito humano encontra sua significação adequada no concerto do universo — à semelhança de correspondências diplomáticas que, parecendo inúteis ao vulgo, guardam em si a solução dos problemas de que dependem a vida e a glória dos povos, e que apenas fazem sentido para aqueles que as escrevem e para quem são destinadas.
    • Os Grafismos de Deus ultrapassam a função de desenho abstrato de uma ideia geral e de uma entidade inconcebível ao homem atual.
    • O conhecimento humano é comparado a correspondências diplomáticas cifradas: inteligíveis apenas para iniciados, obscuras para os que estudaram de forma individualizada e particularizada.
  • Os Grafismos de Deus funcionam como uma grade que, posta sobre o texto informe, sublima as partes úteis, destrói as partes inertes e faz eclodir, entre seus intervalos, as verdades necessárias, os arcanos diretores de todas as ciências e os motores de todas as ações humanas.
    • A metáfora da grade cifrada indica que os Grafismos operam como instrumento hermenêutico universal, revelando sentidos ocultos a quem sabe utilizá-los.
  • Ao compor entre si as situações dos Grafismos de Deus e ao estudar isolada e paralelamente os traços que os compõem, obtêm-se todas as ideias do cérebro e todas as luzes da consciência, sendo que o movimento contínuo que daí resulta representa a série das modalidades transformadoras que constituem a existência do universo tangível e perceptível.
    • Cada ideograma e cada traço dos ideogramas, participando do Princípio de Atividade, possui uma atividade própria pela qual se move livremente, conforme a via livremente consentida.
    • A fórmula tetragramática é anunciada como tema do capítulo seguinte, sendo ela que dá a causa profunda e a explicação formal das modalidades transformadoras do universo.
  • De cada traço, à medida que é considerado, emana uma personalidade decorrente da manifestação de sua atividade particular, sendo lógico que o simbolismo intelectual e fonético lhes tenha atribuído a figura expressa da Onipotência e da Onissuatividade — a figura do Dragão, “senhor onisciente dos caminhos da direita e da esquerda”.
    • A figura do Dragão representa, no simbolismo amarelo, a totalidade da atividade e do poder.
    • A citação é atribuída ao Phan-Khoatu, I: “senhor onisciente dos caminhos da direita e da esquerda”.

A Lenda do Dragão

  • A décima primeira estrofe da balada A Vida Alegre, ao som da qual os velhos letrados sorriem e as crianças adormecem em todo o Extremo Oriente, enuncia que os dragões e os peixes têm a mesma origem, mas que os destinos são completamente diferentes — pois o peixe não pode viver fora de seu elemento, enquanto basta uma leve nuvem aproximar-se do solo para que o dragão se lance nos ares.
    • A balada A Vida Alegre é descrita como célebre e difundida em todo o Extremo Oriente.
    • A lenda do Dragão que a estrofe alusiona contém, segundo a tradição, a origem da gênese mosaísta, a ficção sinaitica da lei e talvez o símbolo da síntese alquímica.
  • Segundo os velhos contadores, a água que corre sobre a terra é semelhante à nuvem que voa no céu — mesma natureza, aparência diferente —, e é a umidade que fecunda o universo, assim como a via do céu fecunda o pensamento dos homens, mas sem a união das duas águas, nem a água do céu age sobre a terra, nem a água da terra age sobre a nuvem do céu; quando, porém, a tempestade eleva as águas ou o calor as evapora, e uma leve névoa desce ao solo ou um grande vento precipita as nuvens, as duas águas se unem, o pássaro Hac desce como as nuvens, o peixe se eleva como a água do rio, e de seu encontro nasce o Grande Peixe em cujo dorso estão escritos os preceitos secretos da Lei, que ao tocar as nuvens torna-se o Dragão Long e desaparece nos ares.
    • O pássaro Hac é descrito como a garça simbólica e lendária.
    • O veículo universal é aqui simbolizado pela água evaporada — infinitamente sutil, mas sempre material.
    • O Grande Peixe, ao emergir da união das duas águas, traz inscrito em seu dorso os preceitos secretos da Lei, antes de transformar-se no Dragão Long.
  • A lenda é considerada mais clara do que todas as parábolas mosaístas e do que a lenda judeo-cristã da maçã, sendo comentada e despojada de sua fábula com a maior facilidade pelos mais jovens alunos das escolas do Extremo Oriente.
    • A legibilidade da lenda pelos iniciantes orientais contrasta com a complexidade das parábolas ocidentais equivalentes.
  • Certos pontos da lenda merecem meditação: o céu e a terra formam verdadeiramente um só em realidade, unidos por um veículo universal que o Sábio Chinês simbolizou pela água evaporada — infinitamente sutil mas sempre material —, e essa característica encontra correspondência com o dogma teosófico, com a doutrina platônica e com as afirmações da escola gnóstica e de São Clemente de Alexandria sobre a materialidade da alma humana.
    • O Sábio Chinês converge, neste ponto, com o dogma teosófico, com a doutrina platônica e com as afirmações da escola gnóstica.
    • São Clemente de Alexandria é mencionado como autoridade que sustenta a materialidade da alma humana.
  • A Perfeição existe apenas pela união do Céu e da Terra, e é nessa união que o Dragão se manifesta, mas tão logo manifestado desaparece nos ares — o que se entende de duas maneiras: que o universo está sempre em atividade extrema, e que a Perfeição não é visível aos olhos humanos nem inteligível ao espírito humano, pois ela deixa de ser Perfeição se for vista ou compreendida.
    • O Dragão existe realmente na união total realizada pelo veículo universal, mas é um símbolo que o homem imagina sem que exista para ele.
    • A Perfeição é definida como invisível e ininteligível ao homem — ela se desfaz no instante em que é percebida.
  • O símbolo do Dragão, ainda que de linguagem aparentemente infantil, deve ser conservado como imagem excelente e abreviatura cômoda nas proposições metafísicas.
    • A linguagem fabulosa da lenda não diminui seu valor metafísico ou simbólico.
  • O Dragão é, na metafísica amarela, o Verbo — não apenas no espírito dos sábios e comentadores, mas na própria demonstração da filologia: o radical LOG do Logos platônico e alexandrino pronuncia-se de modo enfático e em sílaba longa, correspondendo exatamente ao nome do ideograma do Dragão, que é LONG, com o O longo e o N breve e surdo, pronunciado LOGUE nas vice-realezas da China central.
    • O Logos platônico e alexandrino é identificado foneticamente com o nome chinês do Dragão — LONG, pronunciado LOGUE.
    • Remissão é feita ao texto do Yiking na tradução Philastre (Anais do Museu Guimet) e às gramáticas do Padre S. Couvreur, S.J., missionário do Tcheou-li, impressas em Hokien-fou em 1884.
    • O Logos platônico e o Verbo do apóstolo João — exaltado pelos cristãos ao fim de seus sacrifícios — encontram no Dragão universal e invisível sua representação mais imediata e seu simbolismo mais exato em toda a humanidade.
    • Jamais houve senão uma única verdade; os símbolos diferem, mas a pronúncia do seu nome é idêntica em toda parte.
  • O comentário tradicional de Tsheng-tse e de Confúcio sobre o primeiro hexagrama do Yiking enuncia que a ação do céu é a atividade, e que o homem dotado a imita esforçando-se sem cessar.
    • Khièn é o ideograma representado por três traços contínuos sobrepostos.
    • O comentário citado é atribuído conjuntamente a Tsheng-tse e a Confúcio.
  • O homem dotado, expressão especial às raças amarelas presente ao longo do Yiking, corresponde a um estado de aperfeiçoamento inferior à perfeição e superior à sabedoria — tal como a Tradição Chinesa o define —, sendo equivalente, em outras línguas e tradições, aos Iniciados, aos Magos, aos Grandes Sacerdotes, aos Francos Juízes, aos Santos, aos Bem-Aventurados e aos Mahatmas.
    • A definição da Tradição Chinesa é apresentada como simples e sábia: o homem dotado ocupa um estado intermediário entre a sabedoria e a perfeição.
    • Há várias estases no estado do homem dotado, e as circunstâncias determinam, para cada caso particular, a etapa intelectual e psíquica em que ele se encontra na via da perfeição.
  • Segundo Tsheng-tse, a razão de ser não tem forma visível e por isso se emprega uma imagem para iluminar o sentido — e assim o Dragão, através do veículo universal, sobe pelos seis traços do Khièn, ocupando seis posições diferentes e dando a cada traço um sentido ao passar, exatamente como uma série acústica inscrita numa pauta musical dá um acorde harmônico.
    • O Dragão percorre os seis traços do Khièn como uma progressão harmônica numa pauta musical: a pauta é o veículo, o acorde é o sentido.
    • Há tantas pautas humanas quantos hexagramas — ou seja, sessenta e quatro.
  • O Dragão — “inteligência cujas modificações são ilimitadas, símbolo das transformações da via racional (tao) da atividade expressa por Khien” — ao pousar no primeiro traço, representa o ponto de partida do começo dos seres e é chamado o Dragão oculto: a atividade extrema da Perfeição não se revela por nenhum ato de vontade nem por nenhum pensamento, permanecendo ininteligível ao homem, na chamada período do não agir.
    • A citação é do Yiking, capítulo I, parágrafo 8, comentário de Tsheng-tse: “inteligência cujas modificações são ilimitadas, símbolo das transformações da via racional (tao) da atividade expressa por Khièn”.
    • Por período entende-se aqui o estado metafísico; por situação, o lugar geométrico — todas as concepções devendo ser independentes das relatividades do tempo e do espaço.
  • Ao pousar no segundo traço, o Dragão emerge — o Dragão na rizeira —, pois a atividade do céu começa a fazer-se sentir sobre a superfície da terra, como um ser oculto pela plantação que não se vê mas cuja existência se percebe pela ondulação da superfície.
    • O segundo traço é o traço mediano do trigrama inferior e resume sua expressão geral.
    • Os dois traços correspondentes sendo ambos positivos, o sentido do Khièn é reforçado: a atividade do céu é extrema, contínua e eterna, e o Céu não é concebível fora da ideia de sua atividade.
    • Shiseng resume esta segunda situação: “O éter positivo começa a engendrar, assim como a luz do sol começa a iluminar todas as coisas antes que ele apareça no horizonte”.
  • Ao pousar no terceiro traço, o Dragão se manifesta — o Dragão visível —, situando-se no topo do primeiro trigrama, no momento em que, subindo ao cume das águas mugidoras, está prestes a lançar-se, havendo delicadeza e perigo em “ver o dorso do Dragão”, isto é, em conhecer a Ciência e a Lei sem estar suficientemente preparado pelos estados anteriores.
    • A emergência do Dragão no terceiro traço evoca a legenda do estado edênico e a lenda do fruto proibido.
    • O perigo reside em que o conhecimento da Ciência e da Lei pode conduzir à multiplicidade, às formas e à desunião.
  • Ao pousar no quarto traço, o Dragão tende a abandonar o mundo — o Dragão saltante —, “como o peixe que salta fora da água, com a vontade mas sem os meios de desaparecer, igualmente pronto a desvanecer-se no éter dos espaços celestes e nas profundezas dos abismos onde se encontra o lugar de seu repouso”.
    • A citação é do Yiking, capítulo I, parágrafo 14, comentário de Tsouhi.
    • A situação é indeterminada: há liberdade de avançar ou recuar, símbolo da liberdade e da independência com que o universo se move e entra em sua via (Tao).
    • O verdadeiro alvo do movimento da atividade é o repouso absoluto — o Nirvana —, inteligível mas inacessível ao ser humano.
  • Ao pousar no quinto traço, o Dragão, inteiramente manifestado, age em sua plenitude e rege o mundo — o Dragão voante —, expandindo sua influência benéfica por toda parte sem ter ainda desaparecido, configurando a expansão feliz do Universo na Totalidade que não cessa de ser a Unidade: a criação existe por inteiro, mas não tem formas.
    • O quinto traço é o traço mediano do trigrama superior, correspondente simpático do segundo traço.
    • O segundo traço representa uma vontade de ação não formulada; o quinto traço representa essa ação não formal.
  • Ao pousar no sexto traço, o Dragão desaparece — o Dragão pairante —, tendo sido ultrapassada a altura conveniente e atingida a extrema unidade, marcando o início do desaparecimento da estase de perfeição absoluta, que é a criação tangível ou a divisibilidade da unidade pela multiplicação das formas e o estabelecimento da dualidade relativa da perfeição passiva, inteligível ao homem.
    • Confúcio enuncia: “O que está completamente acabado não pode durar muito tempo”.
    • Tsouhi comenta: “A altura conveniente foi ultrapassada, a extrema unidade foi atingida, há excesso de elevação”.
    • A estase atual da humanidade é identificada com este sexto traço: a perfeição passiva, a divisibilidade da unidade, o desaparecimento do Dragão que simbolizava a Unidade através do veículo universal.
    • O desejo único dessa humanidade — que os psicólogos podem chamar de necessidade de idealismo — é o desejo de retornar ao estado de unidade, substituindo a perfeição passiva pela ativa, que não se compreende mas cuja existência necessária se sabe.
    • O simbolismo do Dragão, tal como explicado, está fora do tempo e do espaço, acima dos indivíduos, e é aplicável apenas às sínteses.
  • A harmonia metafísica inscrita no primeiro hexagrama do Yiking abrange, em seu plano, todas as ciências consequenciais — Gênese, Criação, Cosmogonia, Teogonia, Teologia, Ontologia, Síntese universal, origem das Leis humanas —, mas tal desenvolvimento, relativamente fácil para quem já possui a base do conhecimento, deve ser deixado como exercício intelectual e ginástica meritória para os pesquisadores, cuja mentalidade se tornará mais adequada ao assunto e mais apta a seguir os desenvolvimentos subsequentes em método sintético.
    • O trabalho analítico de dedução de todas as ciências a partir do primeiro hexagrama é descrito como tarefa para os pesquisadores, não como objeto deste texto.
  • Além do acordo metafísico, há todas as ciências externas à metafísica — a política, a economia social, a moral, a divinação —, e cada uma encontra, ao longo da pauta e seguindo a marcha dos seis Dragões, soluções próprias para satisfazer todos os necessidades intelectuais da humanidade; a título de exemplo, o iniciado encontra aqui regras para sua conduta de mago e para sua ascese especial.
    • As seis posições do Dragão fornecem prescrições para a conduta do mago em cada etapa de seu desenvolvimento.
  • O Dragão oculto prescreve ao homem dotado meditação, silêncio e desenvolvimento pelo estudo e pela contemplação, pois enquanto o Dragão permanece oculto, a vontade do céu está velada aos olhos insuficientes do homem ainda não instruído, e agir nesse momento seria cair em erro prejudicial ao seu futuro.
    • O homem dotado, nesta fase, deve permanecer envolto em sua ganga de mortal imperfeito.
  • O Dragão na rizeira indica que o homem dotado, consciente de sua virtude mas incapaz ainda de abandonar a terra, melhora progressivamente os seres por seu ensinamento, sem que lhe seja permitido comandar ou manifestar-se, devendo apenas seguir a fortuna e o exemplo dos Magos que o precederam.
    • O abandono da terra pode receber toda a carga psíquica que se queira atribuir à proposição.
  • O Dragão visível alerta que o homem dotado, colocado em situação inferior a seus méritos, corre perigo e deve agir com circunspecção, pois sua virtude atrai a simpatia do universo e, por essa simpatia, o ódio de seus superiores, devendo em todo caso seguir a via normal (Tao).
    • Seja retirando-se ou permanecendo, o homem dotado deve sempre seguir a via normal — o Tao.
  • O Dragão saltante indica que o homem dotado, livre de avançar ou recuar, tendo acumulado méritos e virtude para ser distinguido em um momento preciso e determinado, deve inspirar-se nas circunstâncias — podendo edificar por uma virtude brilhante ou redescender numa humildade meritória.
    • O homem dotado conserva, nesta situação, toda a sua liberdade de ação.
  • O Dragão voante indica que o homem dotado, ocupando a situação superior que lhe convém e tendo chegado aos altos cumes da inteligência, deve olhar abaixo de si para o homem igualmente dotado de virtude, a fim de ajudá-lo com seus exemplos e associá-lo ao seu poder — pois quando se está na plenitude dos meios, é preciso agir.
    • A plenitude dos meios impõe a ação e a partilha do poder.
  • O Dragão pairante adverte que a beleza infinita é difícil de conservar, e que o homem dotado deve saber avançar e recuar a tempo para nunca expor-se a perdê-la, não cometendo jamais excesso em suas ações, mesmo as boas.
    • O excesso, mesmo em ações boas, é identificado como risco a ser evitado.
  • Confúcio determina, com clareza e concisão, sobre a marcha dos Dragões, a conduta normal do simples cidadão em seis apotegmas que dão ideia perfeita de como os sábios chineses entendem a lei moral.
    • Primeiro apotegma: não mudar segundo o século; não apegar-se à renome; fugir do mundo; não ter pesar de não ser apreciado nem conhecido pelos homens.
    • Segundo apotegma: boa-fé nas menores palavras; circunspecção nos atos; estar em guarda contra a mentira; melhorar, sem se gabar disso, o século pela virtude transformadora.
    • Terceiro apotegma: ocupar uma situação elevada sem orgulhar-se disso; ocupar uma situação inferior sem queixar-se.
    • Quarto apotegma: aperfeiçoar as aptidões; aproveitar o momento oportuno.
    • Quinto apotegma: agir e, por sua ação, salvar o universo.
    • Sexto apotegma: guardar-se de ser demasiado nobre para ter uma ocupação, e demasiado elevado para ter amigos.
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